Gutto Xibatada, faleceu aos 39 anos, no último dia 22 de abril, após ter sido diagnosticado com vírus Monkeypox (Mpox).
Logo após a repercussão da morte do cantor, acendeu um alerta para a doença mpox no Brasil. A mpox ou monkeypox, também conhecida como varíola dos macacos, é uma doença zoonótica viral.

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
A doença é causada pelo vírus da varíola dos macacos, que pertence à mesma família de vírus da varíola humana. Os sintomas da varíola dos macacos em humanos podem variar de leves a graves e incluem erupção cutânea, febre, dor de cabeça, dor muscular e inchaço dos gânglios linfáticos.
A transmissão da varíola dos macacos pode ocorrer através do contato direto com animais infectados, como macacos ou roedores, ou através do contato com fluidos corporais de animais infectados. Além disso, a doença também pode ser transmitida de pessoa para pessoa, especialmente através de lesões na pele ou fluidos corporais.
O tratamento da varíola dos macacos é principalmente sintomático, ou seja, visa aliviar os sintomas da doença. Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos antivirais para ajudar a controlar a infecção. É importante buscar atendimento médico se você suspeita de ter sido infectado, pois a doença pode ser grave em alguns casos. Além disso, a prevenção é fundamental para evitar a propagação da doença e proteger a saúde pública.
A varíola dos macacos causa erupções cutâneas dolorosas, febre, dor de cabeça e muscular. Em casos graves, pode levar a complicações como infecções secundárias e pneumonia. A doença também pode causar cicatrizes permanentes e desfiguração.

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O tratamento da varíola dos macacos é principalmente sintomático, ou seja, visa aliviar os sintomas da doença. Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos antivirais para ajudar a controlar a infecção. É importante buscar atendimento médico se você suspeita de ter sido infectado, pois a doença pode ser grave em alguns casos.
O caso do cantor reacendeu a pesquisa sobre a doença e seus sintomas. Apenas em 2025, foram descobertos 373 casos de mpox no Brasil. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), o estado registrou 19 casos da doença em 2025 até o último dia 23.
A família do artista disse que Gutto tinha comorbidades que agravaram o caso e teria contraído a infecção no final de 2024, durante uma viagem. No ano de 2024, a Sespa informou que foram identificados 64 casos da doença no Pará.
No Brasil, de acordo com o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, 373 casos já foram confirmados em 2025, além de 39 prováveis e 258 suspeitos até o último dia 14.
Em 2022 o vírus adquiriu a capacidade de se disseminar entre pessoas com maior facilidade, o que levou à disseminação global inédita da doença e ao decreto de emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em maio de 2023, o órgão deu fim ao cenário de emergência após a queda da mpox no mundo. O vírus, no entanto, continua a circular entre pessoas de diversos países, inclusive no Brasil, ainda que de forma mais controlada, com os serviços de saúde mais familiarizados com o diagnóstico.
No ano passado, uma nova cepa do vírus, que preocupa pela maior letalidade, também passou a se disseminar entre humanos, especialmente na República Democrática do Congo (RDC), na África, e em alguns países vizinhos. A linhagem teve poucas identificações em nações de outros continentes, como no Brasil, de forma limitada. Mesmo assim, a OMS decidiu decretar novamente ESPII.
Neste cenário, o Brasil ainda registra com uma certa frequência casos de mpox, majoritariamente da cepa que chegou ao Brasil em 2022 e que é mais branda. Segundo o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, 373 casos foram confirmados em 2025; 2.019 em 2024; 795 em 2023 e 10.640 em 2022.
No Pará, por exemplo, o secretário adjunto de Gestão de Políticas Sociais de Saúde, Sipriano Ferraz, ressaltou que não há surto, epidemia ou pandemia da doença:
— É oportuno tranquilizar a população de que não há surto de mpox tanto em Belém e em todo o Pará. O mesmo eu digo que não há epidemia ou pandemia a respeito. Afirmo também que os serviços de saúde já possuem recomendações da Sespa para o monitoramento e acompanhamento da doença, para ajudar a população preventivamente — disse em coletiva de imprensa.
Prevenção:
- Evitar contato com animais infectados, como macacos ou roedores
- Manter boas práticas de higiene, como lavar as mãos regularmente
- Usar equipamentos de proteção, como luvas e máscaras, ao lidar com animais ou pessoas infectadas
- Evitar compartilhar objetos pessoais, como toalhas ou roupas, com pessoas infectadas
- Vacinar-se contra a varíola, se disponível e recomendado por um profissional de saúde
Tratamento:
- Procurar atendimento médico imediatamente se você suspeita de ter sido infectado
- Seguir as instruções do médico e tomar os medicamentos prescritos
- Manter a pele limpa e seca para evitar infecções secundárias
- Evitar coçar ou tocar as lesões para evitar a propagação da doença
- Descansar e beber líquidos em abundância para ajudar o corpo a se recuperar
- Isolar-se de outras pessoas para evitar a transmissão da doença
Cuidados adicionais:
- Monitorar os sintomas e relatar qualquer mudança ao médico
- Evitar contato com pessoas vulneráveis, como idosos ou pessoas com sistema imunológico debilitado
- Seguir as orientações de saúde pública para evitar a propagação da doença
É importante lembrar que a prevenção é fundamental para evitar a contração da varíola dos macacos, e o tratamento deve ser feito sob orientação médica.
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