Como ocorre?
O que provoca o acidente é o gás que a empresa decidiu usar para expandir a bolsa inflável, o nitrato de amônia. Sob certas condições de umidade e temperatura, ele provoca uma explosão muito mais forte que a prevista e, além de inflar a bolsa, ele detona também o tubo deflagrador que ejeta dezenas de estilhaços de aço a quase 300 km/h contra motorista e passageiros.
Esse defeito está relacionado com as mortes de pelo menos 22 pessoas, além de 180 feridos. Destas 22 pessoas, 3 são brasileiros.
A Takata tinha fábrica no Brasil e, por isso, mais de 3,5 milhões de carros nacionais receberam seu airbag no volante e no painel dianteiro. Apesar do recall realizado por todas as fábricas, cerca de de 1 milhão de automóveis não foram levados às concessionárias para a troca gratuita do componente e ainda rodam no país com os air bags que matam ao invés de proteger.
Quase todas as marcas realizaram recalls do airbag Takata no Brasil. Veículos produzidos entre 2001 e 2017 estão entre os relacionados para a troca do componente e se o dono estiver em dúvida, basta consultar o serviço de atendimento da montadora informando o número do chassis que consta no documento.
Ao se comprar um carro usado, deve-se entrar em contato com a fábrica para verificar se está enquadrado num eventual recall e levado à concessionária para o reparo. Caso contrário, você pode ser a próxima vítima.
Quais as marcas dos veículos que se enquadram nesse risco?
Quase todas estão nesse recall, nacionais ou importadas – Audi, BMW, Mercedes-Benz, Ford, Chevrolet, Honda, Toyota.
Dê o número do chassi que está no documento do seu carro e o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) vai informar se o veículo estava enquadrado nesse recall e se já foi levado na concessionária para o reparo gratuito. Ou seja, a troca do airbag da Takata por um outro não assassino.
Sistema de Airbag: Quais os tipos e como funciona
O processo de acionamento desse item de segurança é inteligente, por isso, antes de funcionar, o sistema de airbags considera uma série de parâmetros do veículo, como: desaceleração repentina, velocidade e peso dos passageiros.
Em um choque menos grave, ou quando houver uma pessoa mais baixa e leve, o airbag pode inflar em uma velocidade menor, por exemplo.
Outro ponto a ser observado é que, através de sensores que trabalham junto ao airbag, em uma colisão, o carro só irá inflar as bolsas necessárias. Por exemplo: em uma batida traseira, não faz sentido acionar as bolsas frontais.
Isso, porque, além de não oferecerem proteção alguma nesse tipo de acidente, vão prejudicar o controle do carro pelo motorista, atrapalhando o uso do volante e a visão.
Tipos de airbag

Duplo frontal: O tipo obrigatório e o mais comum. Normalmente, as bolsas ficam dentro do volante e no painel em frente ao banco do carona. Nesse caso, tem a função de proteger o peito do motorista\passageiro;
Cortina: Nesse modelo, a bolsa de ar sai da lateral superior do carro e cobre toda a janela do veículo. Dessa forma, o sistema diminui impactos na cabeça em acidentes laterais e ajuda a proteger os ocupantes de possíveis cacos de vidro;
Lateral: Essa categoria tem como objetivo salvar a parte lateral do corpo dos ocupantes do veículo. A proteção sai da parte do lado dos bancos dianteiros;
Central: O airbag central é um mecanismo que fica acoplado entre os bancos dianteiros e tem como função evitar que os passageiros se choquem entre si durante um acidente;
Traseiro: Essa bolsa entra em ação durante um impacto traseiro e é inflada nos contornos dos encostos do banco de trás para proteger as cabeças dos ocupantes;
Teto: Uma novidade trazida pela Hyundai, o airbag de teto promete que os passageiros, que estejam em carros com teto solar, não se cortem ou sejam arremessados para fora do veículo em caso de possível capotamento;
Airbag de Cinto: Essa tecnologia – que também é recente – basicamente envolve o cinto de segurança com uma bolsa de ar durante um acidente. Ela ajuda na diminuição da força do impacto sobre o corpo;
Airbag de Joelho: As bolsas frontais protetoras de joelhos ainda são pouco conhecidas no Brasil. Com um nome quase autoexplicativo, elas têm como função principal proteger as pernas do motorista do impacto contra a coluna de direção do veículo no caso de acidentes mais fortes;
No Capô: Outro apresentado nesta década e ainda pouco usual é o airbag de capô, que fica na base do para-brisa do veículo. Ele é acionado apenas em caso de atropelamentos, impedindo o choque do pedestre contra o veículo.
Como funciona o sistema de airbag do seu veículo?
Esse acessório é composto por uma série de equipamentos, além dos grandes protagonistas: bolsa de ar e o insuflador. Na verdade, o cérebro do airbag é composto por sensores e o módulo, que são responsáveis por medir a pressão aplicada nos freios durante a frenagem, a velocidade das rodas e as condições dos ocupantes nos assentos.
Esses sensores enviam sinais para a unidade de controle do airbag (o módulo) que, por sua vez, analisa as informações e, a partir daí, promove algumas ações, como: travar automaticamente as portas do veículo e cintos de segurança, acionar ou não o airbag do motorista, do passageiro e/ou os laterais.
Caso o airbag seja acionado, os sensores informam ao gerador de gás do insuflador para que a bolsa de ar entre em ação. A capa, que tem espessura de 2 a 3 mm, é feita com um material especial que segura o rompimento do material, e se abre em diversas partes a partir do centro. Daí para frente, a bolsa de ar começa a se esvaziar pelos furos posicionados em sua lateral ou em sua traseira, e já pode absorver o impacto do ocupante.
Pode parecer um longo trabalho, mas toda a operação dura aproximadamente 30 milésimos de segundo.
Depois do acidente, como fica a manutenção?
Caso seu veículo tenha acionado o airbag durante uma batida, todo o sistema deve ser substituído. Aqui estão inclusos: volante, painéis, bolsas, módulo, sensores, cintos de segurança, cabos e chicotes.
No entanto, como todos os itens de um veículo, o airbag também necessita de revisão. Nessa circunstância, fique atento à luz de aviso do airbag no painel de instrumentos, que ficará acesa caso o sistema apresente alguma falha.
Em geral, o kit do item de segurança deve ser trocado a cada 10 anos de uso – mesmo se o carro nunca tiver sofrido nenhum choque.
Fonte: Redes Sociais Eumedicina / Instacarro
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