Na terça-feira (14), o Ministério da Saúde emitiu um alerta para a febre oropouche, que tem se espalhado no Brasil. Segundo o relatório, atualmente o país registra 5.102 casos. A doença é causada por um arbovírus do gênero Orthobunyavirus e é transmitida principalmente por mosquitos.
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De acordo com a Pasta, no momento o maior número de casos de febre oropouche se concentra no Amazonas (2.947). Em segundo lugar está Rondônia, com 1.528 casos.
Os outros 627 casos se espalham por diversos estados: Bahia, Acre, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro, Piauí, Roraima, Santa Catarina, Amapá, Maranhão e Paraná. No entanto, alguns deles ainda estão sob investigação para saber se é isso mesmo.
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Além dos locais de maior incidência, o Ministério da Saúde também nos traz o principal público afetado pela doença: a maioria dos casos acometeu pessoas com idade entre 20 e 29 anos.
Em uma quantidade menor de casos, também existem pacientes na faixa dos 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 10 a 19 anos.
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Em comunicado, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, diz que a doença está se espalhamento para outras regiões do Brasil: "A gente não está só naquela concentração na Região Norte, que foi o primeiro momento. A gente acreditou que ia ficar concentrado, mas vimos que houve um espalhamento”.
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Diante desse cenário, o Ministério da Saúde introduziu a vigilância da doença e fez a construção das orientações para observação clínica.
"A gente não tinha nenhum manual ou protocolo para febre oropouche. Distribuímos os testes para toda a rede Lacen [laboratórios centrais] e, por isso, estamos conseguindo captar, fazer o diagnóstico correto para essa doença. Estamos monitorando de perto e entendendo melhor essa nova arbovirose”, completa a secretária.
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Febre oropouche no Brasil
O arbovírus Orthobunyavirus oropoucheense foi encontrado pela primeira vez no Brasil em 1960, em uma bicho-preguiça. A transmissão da febre oropouche vem de mosquitos como o Coquilletti diavenezuelensis, o Aedes serratus e o Culicoides paraenses.
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O que acontece: depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o mosquito fica com o vírus em seu por alguns dias. Ao picar uma pessoa saudável nessas condições, acaba transmitindo o vírus.
Sintomas e prevenção da febre oropouche
Os sintomas da febre oropouche são bem semelhantes aos da dengue e chikungunya, como dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.
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A recomendação do Ministério da Saúde é evitar áreas onde há muitos mosquitos, usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente nas áreas expostas da pele.
Manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas, também é um jeito de manter a febre oropouche longe.
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Leia Mais: Como saber se estou com febre se não tenho termômetro?
A febre é um sintoma bastante comum e está associado com diferentes doenças, como um caso de gripe, de covid-19 ou de dengue.
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Para medir a temperatura, o mais comum é recorrer ao uso do termômetro digital, com ou sem Infravermelho. Só que, às vezes, não temos este tipo de dispositivo disponível.
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Nesses casos, é possível estimar se alguém está com febre ou não a partir de outros sinais, como a presença de calafrios. Alguns métodos alternativos ao termômetro, como a sensibilidade do próprio corpo humano, podem ser usados para a medição, mesmo que sejam menos confiáveis.
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Só que é preciso lembrar que estas possíveis alternativas, em um momento de urgência, não são consideradas oficiais e nem seguras.
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Em caso de dúvidas, o ideal é sempre buscar por atendimento médico, ainda mais quando o mal-estar — causado pela suposta febre — é intenso e debilitante. Consumo de água para manter o corpo hidratado é recomendado.
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Febre é considerada a partir de qual temperatura?
Antes de seguirmos, vale explicar que a febre não é uma doença em si. Na verdade, é uma resposta do organismo contra algum invasor, como um vírus ou uma bactéria.
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A elevação da temperatura corporal é uma estratégia de defesa do sistema imunológico e, na maioria das vezes, não deve ser considerada como algum ruim.
O problema maior está quando a temperatura começa a subir demais, ou seja, quando a febre é considerada alta.
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A seguir, confira as diferentes classificações para a temperatura corporal:
Febrícula: esta ocorre quando a temperatura corporal está entre 37,3 ℃ e 37,8 ℃;
Febre: acontece quando a temperatura ultrapassou os 37,8 ℃;
Febre alta: a condição é considerada a partir dos 39 ℃.
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Como saber se estou com febre sem termômetro?
Para ter certeza de que se está com febre, a única maneira é medir a sua temperatura com um termômetro, explica o médico e imunologista David Erstein para a revista Women's Health. No entanto, Erstein lista três principais dicas que podem auxiliar, quando não se tem o dispositivo por perto:
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Observe os sinais do seu corpo
O primeiro conselho é observar o seu corpo. Isso porque é, muito provável, que você já tenha tido febre em outros momentos de sua vida, então, é relativamente comum estarmos familiarizados com as sensações que ela nos causa.
Inclusive, Erstein lembra que normalmente a febre está acompanhada das seguintes condições:
Calafrios;
Calor inexplicável;
Suores noturnos;
Desidratação;
Fadiga (fraqueza);
Dores inexplicáveis.
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Você está corado?
Pensando na febre, Erstein destaca um indicador ainda mais específico: o rosto corado. Quando a febre está alta, é normal que o rosto fique avermelhado e com um aspecto mais abatido, explica o médico. Para checar, basta se olhar no espelho.
Peça para alguém verificar sua temperatura
Outra forma de buscar indícios de que esteja (ou não) com febre é pedir para alguém sentir a temperatura de sua testa. “Se outra pessoa sentir sua testa e ela estiver quente, você provavelmente está com febre”, comenta Erstein.
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Aqui, o médico explica que não faz sentido tentar medir a própria temperatura, já que, naquele momento, a temperatura de todo o corpo estará febril e, por isso, será muito difícil sentir essa alteração. Afinal, o referencial do "normal" não existe.
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A chance da pessoa acertar a temperatura é boa?
A precisão de uma pessoa descobrir sozinha se está realmente com febre, dependerá da sua boa capacidade de observação e de autoconhecimento.
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Em um estudo feito em um hospital na Índia, apenas 58% dos pacientes que relatavam estar com febre, de fato, estavam com a temperatura mais elevada que o normal. A pesquisa foi publicada na revista científica Tropical Medicine and International Health.
Algumas Informações: Portal Canal Tech
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