Auxílios-doença por transtornos mentais atingem recorde em dez anos, com crescimento expressivo da ansiedade e da depressão entre trabalhadores.
O número de auxílios-doença concedidos pelo INSS em razão de transtornos de ansiedade atingiu o maior patamar dos últimos dez anos. O levantamento, divulgado pelo Ministério da Previdência Social, mostra que o problema se consolidou como a principal causa de afastamento do trabalho no país.

Essa tendência, que já vinha sendo observada nos últimos anos, se intensificou em 2025. Pela quarta vez consecutiva, a ansiedade aparece no topo das estatísticas de afastamento por incapacidade temporária. Logo em seguida, os casos de depressão também registraram forte crescimento.
De acordo com os dados oficiais, os auxílios-doença relacionados à ansiedade cresceram 76% em comparação ao ano anterior. Já os afastamentos motivados pela depressão tiveram um aumento de 69%. Os números chamam a atenção pelo ritmo acelerado de crescimento.

Somados, os benefícios por incapacidade temporária apresentaram uma alta de quase 40% em relação a 2024. Esse salto revela não apenas o agravamento da saúde mental dos trabalhadores, mas também um impacto significativo nas contas da Previdência.
Especialistas apontam que a pandemia de Covid-19 deixou marcas profundas no bem-estar emocional da população. Ainda que o período crítico tenha passado, seus efeitos continuam visíveis na vida social e profissional. Isso ajuda a explicar a continuidade da escalada dos afastamentos.
Outro fator determinante está relacionado ao ambiente de trabalho cada vez mais exigente. A pressão por metas, a instabilidade econômica e o medo do desemprego aumentam os níveis de estresse. Para muitos trabalhadores, o corpo e a mente não conseguem sustentar essa sobrecarga.
A Associação Brasileira de Psiquiatria reforça que ansiedade e depressão já se configuram como uma verdadeira epidemia silenciosa no Brasil. Milhões de pessoas convivem com sintomas diários que comprometem o rendimento, as relações pessoais e a qualidade de vida.
No caso da ansiedade, os sintomas mais comuns incluem insônia, crises de pânico, dificuldade de concentração e sensação de alerta constante. Quando não tratados, esses sinais evoluem para quadros incapacitantes, exigindo afastamento e acompanhamento médico.
A depressão, por sua vez, manifesta-se por meio de tristeza persistente, perda de interesse, fadiga extrema e até pensamentos suicidas. Apesar de serem transtornos distintos, muitas vezes eles caminham juntos, aumentando a gravidade do quadro clínico.
Do ponto de vista econômico, o aumento dos afastamentos representa um desafio para o sistema previdenciário. Quanto maior o número de benefícios concedidos, maior a pressão sobre as contas públicas, já sobrecarregadas por outros gastos sociais.
Empresas também sofrem os impactos diretos desse cenário. Com funcionários afastados por longos períodos, há queda de produtividade, aumento de custos trabalhistas e sobrecarga para os colegas que permanecem ativos.
Para especialistas em gestão de pessoas, o problema exige um olhar preventivo dentro das organizações. Programas de saúde mental, acompanhamento psicológico e políticas de acolhimento podem reduzir significativamente os afastamentos.
A conscientização também desempenha um papel central. Por muito tempo, falar sobre ansiedade ou depressão no ambiente de trabalho era visto como sinal de fraqueza. Hoje, esse tabu começa a ser quebrado, mas ainda há muito a avançar.
O Ministério da Saúde destaca a importância do acesso a tratamentos adequados. Psicoterapia, medicação e atividades de bem-estar físico e emocional são parte do conjunto de medidas para conter a escalada dos transtornos mentais.
Ainda assim, os especialistas ressaltam que a rede pública enfrenta limitações. A demora em consultas, a falta de profissionais especializados e a baixa oferta de terapias dificultam o atendimento da crescente demanda.
Por outro lado, cresce a busca por soluções alternativas, como práticas de meditação, exercícios físicos e grupos de apoio. Embora não substituam o tratamento médico, essas atividades contribuem para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O cenário também lança luz sobre a necessidade de políticas públicas mais robustas. Campanhas de prevenção, incentivo à saúde mental nas empresas e investimentos no SUS são considerados caminhos essenciais para reverter a tendência.
Para trabalhadores afastados, o INSS exige laudos médicos detalhados que comprovem a incapacidade temporária. O processo, muitas vezes burocrático, gera queixas de demora e dificuldade no acesso ao benefício.
O aumento expressivo dos casos de ansiedade e depressão mostra que a saúde mental precisa ser tratada como prioridade nacional. Mais do que números, esses dados revelam vidas impactadas e a urgência de uma resposta conjunta da sociedade.
Algumas Informações: folhadoestadodegoias (Instagram)
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