Por: Cerqueiras Notícias

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Casos de febre Oropouche em Piau e Tabuleiro preocupam autoridades e monitoramento é intensificado

Casos de frebre Oropouche estão mobilizando as autoridades de saúde nos municípios de Piau e Tabuleiro, na Zona da Mata mineira. Até o momento, foram confirmados 22 casos da doença, sendo 21 em Piau e 1 em Tabuleiro. 

 

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Em resposta, equipes técnicas ampliadas foram mobilizadas para intensificar o monitoramento e implementar medidas de controle e prevenção.  

 

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Segundo as secretarias de Saúde, as ações incluem visitas domiciliares, mapeamento das áreas de maior risco e campanhas de conscientização para orientar a população sobre os sintomas, que incluem febre alta, dores musculares, dor de cabeça e cansaço intenso. 

 

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Além disso, esforços estão sendo feitos para eliminar focos de água parada, que favorecem a reprodução do mosquito Culicoides, transmissor da doença.  

 

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A febre Oropouche é uma arbovirose que não possui tratamento específico, sendo os cuidados limitados ao alívio dos sintomas. As autoridades alertam que a identificação precoce é essencial para evitar complicações e reduzir a transmissão.

 

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De acordo com o pesquisador da Fiocruz e especialista em vetores, Sérgio Luz, o mosquito Culicoides paraense, conhecido popularmente como maruim ou mêruim, é o principal transmissor do vírus que pode causar a doença. 

 

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Na língua indígena Nheengatu significa mosca- pequena. Ele é 20 vezes menor que o aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

 

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"Na literatura, o maruim é descrito como o melhor vetor desse vírus para os humanos. Entretanto, esse pequeno mosquito se cria mais em ambientes próximos à floresta, fragmentos de floresta ou até mesmo em quintal, onde a pessoa tenha muita terra. Mas na área urbana, ele não é muito presente", explicou o especialista.

 

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Irmãos Gonçalves

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No Brasil, o Oropouche é considerado um dos mais importantes arbovírus (vírus transmitidos por picadas de mosquito), que infectam humanos na região amazônica. Além de ser a segunda doença febril mais frequente no país, ficando atrás somente de casos da dengue.

 

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Os sintomas entre a dengue e a Oropouche são parecidos:

-Febre alta;
-Dores de cabeça, musculares e nas articulações;
-Calafrios, às vezes acompanhados de náuseas, vômitos;
-Erupção cutânea.

 

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A FVS-AM explicou que a identificação dos casos confirmados de febre Oropouche ocorre a partir de diagnostico feito por meio de testagem de pacientes notificados e com resultados negativos para dengue.

 

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A apresentação do dado de febre Oropouche ocorre de maneira segmentada, devido a necessidade de monitorar a circulação do vírus, informou a FVS-AM.

 

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No inicio de fevereiro deste ano, a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa) confirmou a primeira morte pela doença na capital. A vítima era uma adolescente de 15 anos que, de acordo com o órgão, teve um quadro de coinfecção, pois também estava com Covid-19. A dupla infecção foi confirmada em testes laboratoriais.

 

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A Semsa informou que a jovem possuía esquema vacinal completo contra o coronavírus, por isso, pelos critérios a causa básica da morte não foi Covid-19. A secretária de saúde também reforçou que o vírus Oropouche teria apresentado uma forma grave com sintomas neurológicos na paciente.

 

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A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), no início de fevereiro, chegou a emitir um alerta epidemiológico sobre aumento de Oropouche nas região das Américas.

 

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Maruim


O mosquito faz parte do grupo hematófago, animais ou parasitas que se alimentam de sangue, e é muito comum na Amazônia e em toda a América, a partir do Canadá até a Patagônia, na Argentina.

 

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Segundo o pesquisador da Fiocruz, o maruim, além de causar coceira, é um mosquito pequeno, quase imperceptível a olho nu. Diferente do aedes aegypti e do cúlex, o famoso pernilongo.

 

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"A infecção ocorre porque o mosquito, no caso a fêmea, que precisa sugar sangue para fazer o desenvolvimento dos seus ovos e da sua prole. Então, elas sugam o sangue e acontece a transmissão. O vírus Oropuche tem alguns reservatórios, que são animais silvestres, que tem o vírus e não causa nada a eles e que eles podem se alimentar desses animais silvestres e trazer essa infecção para o homem", disse Sérgio Luz.

 

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Tratamento


Como não há tratamento específico para o vírus e nem uma vacina que combata a doença, os infectados pelo mosquito devem fazer uso, prescrito por médico, de analgésicos e antitérmicos comuns.

Mas, no caso de suspeita de dengue, é necessário evitar todos, uma vez que os analgésicos e derivados do ácido salicílico podem causar hemorragia.

 

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"A hidratação é muito importante, junto com o uso de antitérmicos, analgésicos, remédios para vômito e para aliviar as dores musculares", explicou o virologista Pedro Vasconcelos.

 

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De acordo com a Semsa e a FVS-AM, as medidas de prevenção também se estendem à população, pois essa exerce um papel fundamental no enfrentamento das arboviroses, identificando e eliminando os pontos com água parada nas residências e quintais.

 

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“Sabemos que a maior parte dos criadouros está dentro das casas, e por isso pedimos aos moradores que inspecionem as áreas internas e externas de suas moradias, ao menos uma vez por semana, para eliminar potenciais criadouros e evitar a proliferação dos mosquitos”, orienta a secretária da Semsa Manaus, Shádia Fraxe.

 

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Além disso, o combate à proliferação do Oropouche também inclui manter as caixas d’água bem tampadas, limpar calhas e ralos, guardar pneus em áreas cobertas, guardar garrafas e outros recipientes com a boca para baixo, encher de areia os pratos de plantas, amarrar bem sacos de lixo, evitar o acúmulo de sucata e/ou dejetos nos quintais, entre outros.

 

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Algumas informações: Notícias Rio Pomba

 

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