Com milhares de infecções e centenas de mortes, vírus comum do resfriado avança entre crianças e idosos, exigindo atenção redobrada.
A Bahia enfrenta um aumento expressivo nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2025. Entre 1º de janeiro e 9 de junho, o estado contabilizou 5.007 ocorrências da doença, de acordo com dados da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

A SRAG é uma condição clínica grave que pode ser provocada por diferentes vírus respiratórios, como o da Covid-19, o da gripe (Influenza), e também por vírus associados ao resfriado comum, como o rinovírus.
Embora o rinovírus seja mais conhecido por causar resfriados leves, ele está surpreendendo profissionais de saúde ao aparecer como o principal responsável por casos graves na Bahia este ano. Segundo o boletim da Sesab, ele responde por 53,5% das infecções por SRAG no estado.
A letalidade da condição também preocupa: até 3 de maio, 123 pessoas haviam morrido por complicações da SRAG. Pouco mais de um mês depois, esse número saltou para 191 óbitos, representando uma média de mais de uma morte por dia no período.
A infectologista Clarissa Cerqueira, especialista em doenças respiratórias, explica que, embora o rinovírus costume causar apenas sintomas leves, ele pode evoluir para quadros graves em crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.
“O vírus começa como um resfriado comum, com sintomas como coriza, espirros e dor de garganta. Mas em pacientes mais vulneráveis, pode haver progressão para uma infecção respiratória mais séria, como a SRAG”, destaca a médica.
O que agrava o cenário é a grande variedade de tipos do rinovírus. Existem mais de 100 subtipos diferentes, o que dificulta o desenvolvimento de vacinas específicas e favorece a reinfecção ao longo da vida.
Outro fator de risco é a alta transmissibilidade do rinovírus. O vírus é facilmente espalhado por meio de gotículas de saliva, espirros, tosse e contato com superfícies contaminadas, tornando o controle mais difícil, principalmente em ambientes fechados.
Nas últimas semanas, escolas e creches têm relatado aumento de faltas por sintomas respiratórios, especialmente entre as crianças, um dos grupos mais suscetíveis às complicações do rinovírus.
Os sintomas iniciais geralmente incluem coriza, tosse seca, febre leve, dor de garganta e mal-estar. No entanto, nos casos que evoluem para SRAG, surgem sinais mais preocupantes como dificuldade para respirar, febre persistente, fadiga intensa e baixa saturação de oxigênio.
A SRAG exige internação hospitalar imediata, muitas vezes em unidades de terapia intensiva (UTI), e pode evoluir para insuficiência respiratória, especialmente se houver coinfecção com outros vírus ou bactérias.
O sistema de saúde da Bahia tem se mantido em alerta para monitorar a ocupação de leitos destinados a doenças respiratórias. Até o momento, não há colapso, mas autoridades reforçam a importância da prevenção.
Além do rinovírus, a circulação de outros agentes, como a Influenza A e B, e o próprio SARS-CoV-2, ainda presente na comunidade, contribui para o aumento geral das doenças respiratórias no outono e inverno.
Para conter a disseminação, os especialistas recomendam medidas básicas de prevenção: lavar as mãos com frequência, usar máscaras em locais fechados ou com aglomeração, manter ambientes ventilados e evitar contato com pessoas doentes.
A vacinação contra a gripe e a Covid-19 também continua sendo uma ferramenta essencial, especialmente para os públicos de risco. Embora essas vacinas não protejam contra o rinovírus, ajudam a reduzir a sobrecarga do sistema respiratório.
Pais e responsáveis devem ficar atentos aos sinais de agravamento nas crianças, como respiração acelerada, recusa alimentar, sonolência excessiva e febre alta. Em caso de suspeita de SRAG, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
A infectologista Clarissa Cerqueira ressalta que, mesmo sendo um vírus comum, o rinovírus não deve ser subestimado. “É um erro pensar que resfriado é sempre leve. Em ambientes como creches e asilos, ele pode se espalhar com rapidez e ter consequências graves.”
A Secretaria de Saúde da Bahia mantém a vigilância ativa sobre os casos e reforça a importância da notificação pelos profissionais de saúde para que as autoridades consigam mapear a evolução do quadro no estado.
Enquanto as temperaturas permanecem mais baixas e a umidade do ar favorece a transmissão de vírus respiratórios, o alerta segue ligado. A melhor forma de proteção é a prevenção, atenção aos sintomas e cuidado especial com os grupos vulneráveis.
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