Levantamento do SindHosp também mostra um aumento de 84% de casos suspeitos nos prontos-socorros e pico de mais de 30% em testes positivos nas farmácias
Um levantamento feito pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) mostrou um aumento de internações de pacientes por Covid-19 em 76% dos estabelecimentos privados de saúde. A grande maioria deles afirma, no entanto, que essa alta ficou na casa dos 5%.
Esse mesmo nível de crescimento também foi verificado em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atingindo 92% dos hospitais. Os dados são de 81 estabelecimentos de saúde da capital e do interior do estado, entre os dias 10 e 19 de outubro.
Houve também um crescimento de 84% dos casos suspeitos que chegam aos prontos-socorros. Quando os pacientes são testados, contudo, 68% informam que o aumento de diagnósticos positivos fica entre 11% e 20% no pronto atendimento.

De acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, 70,8% dos leitos de UTI estão livres no estado. Na região metropolitana, o número cai para 61,9%. Em média, esses pacientes permanecem internados até quatro dias.
Alerta da Fiocruz
No começo de outubro, o boletim Infogripe, feito pela Fiocruz, já havia alertado para o aumento de casos de Covid-19 no país, especialmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. O relatório considerou dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), do Ministério da Saúde, até 9 de outubro.
Os estados que apresentam aumento nas internações pela doença provocada pelo coronavírus e requerem mais atenção são Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal. Em relação às capitais, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo indicam crescimento dos casos.

As farmácias também registram pico. Depois de uma longa estagnação, o percentual de diagnósticos positivos de Covid-19, detectados por testes rápidos, ultrapassou os 30% na primeira semana de outubro, o maior patamar desde janeiro.
Segundo a Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), dos 7.061 exames rápidos realizados entre 3 e 9 de outubro, 2.304 tiveram resultado positivo para o coronavírus – pouco mais de 32% dos atendimentos. Ao longo de agosto, o índice médio de exames positivos girou em torno de 13% a 17%, saltando para 27% no fim de setembro.
Variante e vacina
Uma das hipóteses levantadas pelo SindHosp para o aumento das hospitalizações nos estabelecimentos paulistas é a circulação de subvariantes do vírus. Em agosto, a nova variante Éris foi identificada no Brasil, mais especificamente no estado de São Paulo. O Ministério da Saúde tem frisado a importância de manter a vacina contra a doença em dia, principal estratégia para prevenção.
No estado, praticamente um quarto das pessoas (22,47%) está imunizada com a vacina bivalente. No país, esse percentual é mais baixo, 16,74%, segundo o Ministério da Saúde.
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Boletim InfoGripe, elaborado pela Fiocruz alerta para o crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19 em alguns estados do país, em especial no Rio de Janeiro e São Paulo. Os dados levam em consideração as informações inseridas no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe até o dia 25 deste mês.
------De acordo com o boletim, o maior número de casos de Covid-19, está nas capitais do Rio e de São Paulo. Além das duas cidades, outras quatro capitais registraram crescimento no número de casos: Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Palmas (TO), e São Luís (MA).
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Em Fortaleza, segundo a Fiocruz, o indício se dá principalmente nas crianças e pré-adolescentes de 5 a 14 anos. Já nas capitais fluminense e paulista, há uma concentração na população de idade mais avançada. Nas demais mencionadas, o sinal ainda é compatível com oscilação.
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Os dados mostram quatro estados apresentaram sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Bahia, Maranhão, Rio de Janeiro e Tocantins. Nos estados do Nordeste, o aumento se concentra nas crianças. Em Tocantins, o indício é compatível com oscilação.
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Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de 44,2% para Sars-CoV-2/Covid19. Entre os outros vírus, 1,7% dos casos são de influenza A, 1% de influenza B e 10,3% de vírus sincicial respiratório.
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Entre os óbitos, 77,5% dos casos são em razão de infecção por Covid-19, enquanto 0,9% por influenza A (0,9%), 0,9% por influenza B e 1,8% por vírus sincicial respiratório

Foto: Reprodução
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Em relação às ocorrências gerais de SRAG, ao nível nacional, a análise detectou sinal de estabilidade na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de crescimento na de curto prazo (últimas três semanas).
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Já para os vírus da influenza A e para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o cenário é de estabilidade ou queda na maioria dos estados brasileiros. Quanto aos casos de rinovírus nas crianças e pré-adolescentes, apresentam queda considerável na grande maioria do país, restando apenas alguns estados com registros associados à doença.
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O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, ressalta que o Rio de Janeiro apresenta “um pequeno indício’ de diminuição do ritmo de crescimento de Covid-19. No entanto, observa Gomes, trata-se de um quadro que precisa ser analisado com cautela.
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“Precisamos continuar observando as próximas semanas, pois até o momento continua sendo um sinal de crescimento. São Paulo também mostra um ritmo lento e restrito à população de idade mais avançada, mas que está presente”, afirma.
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O pesquisador reforça a importância da vacinação da Covid-19 em todas as faixas etárias, assim como da manutenção de cuidados essenciais, a exemplo do uso de máscaras de proteção de qualidade. “Essas recomendações valem não só para os que fazem parte do grupo de risco como para a população em geral”.
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Este sintoma noturno está ligado às novas variantes da covid
De acordo com especialistas, cerca 40% dos pacientes relatam este sintoma após a infecção
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Desde o início da pandemia, a chegada de novas variantes da covid mudou os tipos de sintomas. No início, eram mais comuns a tosse, perda de paladar ou olfato e falta de ar.
Mas no decorrer da pandemia, vimos surgir uma grande variedade de sintomas, alguns dos quais inesperados.
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A variante Eris (EG.5) e a Pirola (BA.2.86) circulam pelo Reino Unido desde julho deste ano. Ambas são descendentes da cepa Ômicron, uma variante que causou o aumento vertiginoso dos casos de covid em 2021 e 2022.
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Alguns especialistas alertaram que a Ômicron e suas subvariantes podem estar ligadas a um sintoma que surge à noite: suores noturnos.

Foto: Reprodução
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De acordo com especialistas, cerca 40% dos pacientes relatam transpiração intensa após a infecção. Esse seria também um sintoma de longo prazo, em que muitos pacientes continuam a sentir meses após a infecção inicial.
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O British Medical Journal informou no início deste ano que o ZOE Health Study, que reúne dados de sintomas relatados pelos próprios pacientes, descobriu que suores noturnos eram um sinal da variante BA.5.
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Quando esse sintoma preocupa?
Os suores noturnos, também conhecidos como sudorese noturna, são episódios de transpiração excessiva durante o sono. Embora os suores noturnos possam ser causados por várias razões, eles geralmente não são motivo de preocupação quando ocorrem ocasionalmente por conta do calor excessivo ou com mulheres durante a menopausa.
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No entanto, quando faz a pessoa transpirar a ponto de suas roupas e de cama ficarem encharcadas é sinal de algo mais sério, que precisa ser investigado.
É importante relatar com precisão os sintomas ao médico. O diagnóstico e o tratamento precoces podem ser fundamentais para abordar qualquer condição subjacente que possa estar causando os suores noturnos.
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Estudos revelam sequelas neurológicas da covid-19 mesmo em casos leves
Pesquisas apresentadas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelaram que mesmo casos leves de covid-19 podem deixar sequelas no cérebro. Os efeitos dessas alterações no longo prazo ainda não são totalmente compreendidos.
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Os estudos apontam que as infecções pelo corona vírus são capazes de causar alterações estruturais e funcionais, levando a manifestações neuropsiquiátricas, como ansiedade, depressão, fadiga e sonolência, além de prejudicar a capacidade de trabalho e o bem-estar dos pacientes.
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Um dos estudos apresentados na nona edição do BRAINN Congress, realizado pelo Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN) da Unicamp, revelou que pacientes com covid longa, três meses após a infecção, apresentaram atrofia da massa cinzenta e padrão generalizado de hiperconectividade cerebral, de acordo com exames de ressonância magnética.
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“Antes da pandemia, o Brasil já era considerado um dos países mais ansiosos do mundo, com 9% da população relatando sintomas”, comenta Clarissa Yasuda, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e integrante do BRAINN, em declaração divulgada pelo governo do Estado de São Paulo.
“Observamos agora que os níveis de ansiedade e depressão são maiores em pessoas que testaram positivo para a covid.”
Algumas informações: Catraca Livre / Hoje em Dia / Veja
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