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Crime da 113 Sul: julgamento de Adriana Villela será transmitido

Adriana Villela, condenada a 61 anos por planejar a morte dos pais, é alvo de pedido de execução imediata da pena. Ela recorre em liberdade

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O julgamento sobre o pedido de prisão imediata de Adriana Villela, já condenada a 61 anos por planejar a morte dos pais, será transmitido ao vivo. O processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) está marcado para 11 de março. A sessão será transmitida no YouTube da Corte.

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A informação consta em um decisão recente do ministro Rogério Schietti Cruz, relator do caso. ” Além disso, o julgamento será transmitido pelo canal do STJ no YouTube”.

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Em 2019, a arquiteta foi condenada pelo Tribunal do Júri de Brasília pela morte dos pais. O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villel, a advogada Maria Carvalho Villela e Francisca Nascimento da Silva, funcionária que trabalhava para o casal, foram encontrados mortos em 28 de agosto de 2009 dentro do apartamento da família, na 113 Sul.

O crime ficou conhecido como Crime da 113 Sul.

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Pedido de prisão
Apesar de ter sido condenada pelo Júri, atualmente, a arquiteta responde em liberdade, pois a defesa havia entrado com recurso contra a decisão.

Na época, o artigo 594 do Código de Processo Penal (CPP) permitia que réus primários condenados em primeira instância ficassem livres até esgotadas todas as possibilidades de recursos.

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Um entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF), entretanto, pode mudar a situação da arquiteta. Por meio de um acórdão, em setembro último, a maioria dos ministros da Corte concordou que os tribunais do Júri – onde ocorrem os júris populares – têm soberania para decidir sobre a execução imediata de penas impostas aos condenados.

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O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) fundamentou o pedido de prisão imediata de Adriana Villela com base nessa decisão, que ocorreu durante análise do Recurso Extraordinário (RE) nº 1.235.340.

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No entanto, o advogado de defesa de Adriana acredita que o movimento do MPDFT de aproveitar o novo entendimento do STF foi “absolutamente teratológico [anormal]” e que as decisões mencionadas pela acusação são “preclusas”; por isso, perderam o prazo previsto em lei.

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No dia 28 de agosto de 2009, um crime brutal e repleto de enigmas entrou para a história da capital federal. Em um apartamento elegante da quadra da Asa Sul 113 Sul, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela, sua esposa Maria Carvalho Villela e a empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva foram encontrados mortos com mais de 70 facadas.

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Os detalhes desse que é um dos casos mais emblemáticos da história de Brasília são esmiuçados no documentário original Globoplay: “Crime da 113 Sul.”

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"A pessoa vai se sentir como se fosse um jurado no júri. Ela vai ver diante dela todos os argumentos da defesa contrapostos com os argumentos da acusação e vice-versa. E a partir daí, a ideia é que ela consiga formar um juízo", destaca o repórter e roteirista da série, Reynaldo Turollo Jr.

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Filha do casal apontada como mandante
Não havia testemunhas e nem sinais de arrombamento. Com joias e dólares desaparecidos, levantou-se a hipótese de um latrocínio - roubo seguido de morte. Mas, na contramão de uma investigação criminal convencional, a polícia do Distrito Federal tomou um rumo inesperado: antes de identificar os executores, focou em quem poderia ser o mandante e apontou a filha do casal, Adriana Villela.

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Os investigadores se basearam principalmente em cartas que a mãe de Adriana havia escrito para a filha. Numa delas, dona Maria diz que:

“a paciência se esgotou. Que ela espera que Adriana jamais pegue o telefone para faltar com o respeito com quem quer que seja, principalmente com os pais (...). A mãe pede que o casal seja deixado em paz para poder juntar dinheiro para satisfazer as exigências da filha.”

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Mundo das Utilidades

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A defesa de Adriana, que na época do crime ganhava mesada de R$ 8.500 os pais, argumentou que houve a invenção de uma culpa. A promotoria respondeu que havia muitas outras provas do chamado "crime de mando" e denunciou Adriana.

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Investigação polêmica e reviravoltas
A polícia chegou a três suspeitos, mas quem apontou os nomes foi uma vidente sem qualquer conhecimento do caso. A primeira delegada responsável, Martha Vargas, foi condenada por forjar provas, incluindo plantar uma chave do apartamento entre os pertences de um dos acusados pela vidente. Mais tarde, as investigações comprovaram que nenhum dos três tinha qualquer relação com o crime.

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BibiCar

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Somente um ano e três meses depois do indiciamento de Adriana, surgiram os nomes de Leonardo Campos Alves, ex-porteiro do prédio, e do sobrinho dele, Paulo Cardoso Santana. Os dois confessaram que entraram no apartamento para roubar e negaram haver um mandante. Até que Leonardo mudou a versão: nega que tenha estado no apartamento – teria ficado esperando na rua –, inclui mais um suspeito, Francisco Mairlon Aguiar, de quem tinha sido vizinho, e passa a acusar Adriana de ser a mandante para ficar com os bens dos pais.

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Condenação e reviravoltas
Dez anos depois do crime, Adriana Villela foi a júri popular. Os três executores já tinham sido condenados a penas entre 55 e 62 anos de prisão. Em 2019, Adriana recebeu pena de 67 anos e meio, mas saiu do tribunal em liberdade, pois sua defesa pediu ao STJ a anulação do júri, alegando que não teve acesso a todas as provas.

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A equipe de reportagem da TV Globo Brasília passou um ano analisando documentos, vídeos inéditos e depoimentos que reforçam lacunas na acusação contra Adriana. No documentário, ela concede sua primeira entrevista detalhada sobre o caso.

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Irmãos Gonçalves

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"Eu sempre trabalhei com projetos sociais. Às vezes, conseguindo recursos públicos. Quando eu não conseguia recursos públicos, eu ia atrás do meu 'paitrocínio', afirma Adriana.
Outro ponto controverso envolve um dossiê escrito à mão, encontrado em uma fossa sanitária no interior de Minas Gerais. No documento, um parente de Leonardo afirma que o crime foi encomendado por Adriana. A defesa de Adriana contesta.

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Pedido de anulação
Em 2024, a ONG Innocence Project conhecida por atuar em casos de condenações injustas, entrou no caso. Advogados da organização entrevistaram Paulo Cardoso Santana, um dos condenados, que afirmou que nem Francisco Mairlon nem Adriana tiveram envolvimento no crime.

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Irmãos Gonçalves

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A única chance de reviravolta está agora nas mãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que marcou para o dia 11 de março o julgamento do pedido de anulação do júri que condenou Adriana Villela. Se o júri de 10 anos atrás for anulado, haverá um novo julgamento.

Mais Informações: Metrópoles / G1


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A Palavra Morde no Portal

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