Afilhada tentou saques com dedos arrancados de professora aposentada morta na BA, mas decomposição impediu leitura biométrica
Um dos crimes mais cruéis e chocantes investigados pela Polícia Civil no estado da Bahia ganhou novos e macabros contornos nas últimas horas. A professora aposentada Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, foi brutalmente assassinada por familiares que acreditavam que ela guardava uma fortuna em casa.
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O caso teve início no dia 5 de junho de 2026, no município de Santa Rita de Cássia, localizado na região oeste baiana. Vivaldina era amplamente conhecida na cidade e descrita por moradores locais como uma mulher generosa, que costumava ajudar pessoas necessitadas da comunidade.
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Foto: Reprodução
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No entanto, a proximidade com a vítima serviu de fachada para um plano de extrema violência arquitetado por pessoas de seu próprio convívio. A investigação apontou que a afilhada da professora, Maria Eunice Leite de Souza, passou a espalhar a mentira de que a madrinha escondia grandes quantias em dinheiro e joias.
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Convencida da existência dessa suposta fortuna, Maria Eunice compartilhou a ideia com o marido, João de Souza Andrade, com o genro, Cristiano Machado de Oliveira, e com a filha, Vitória Souza dos Santos. Juntos, os quatro passaram a planejar minuciosamente o roubo contra a idosa.
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Para facilitar a entrada na residência, dias antes do crime, a afilhada indicou o próprio genro, Cristiano, para realizar um pequeno serviço de pedreiro na casa da vítima. Na manhã do dia 5 de junho, Cristiano compareceu ao local acompanhado de João, conseguindo acesso sem levantar suspeitas.
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Assim que entraram no imóvel, os dois criminosos passaram a espancar Vivaldina utilizando o cabo de uma picareta, exigindo a chave de um quarto onde acreditavam estar guardados os valores. Mesmo gravemente ferida e se recusando a entregar o cômodo, a idosa foi silenciada com um pano na boca e agredida até a morte.
Foto: Reprodução
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A crueldade do bando ultrapassou limites durante a execução, momento em que Cristiano e João realizaram uma videochamada para Maria Eunice e Vitória para mostrar a vítima agonizando. De acordo com o inquérito policial, as duas mulheres riram durante a transmissão ao vivo do crime.
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Após o assassinato, a afilhada e a filha foram até a residência, auxiliaram a esconder o corpo da professora enrolado em um lençol dentro do banheiro e participaram do furto de cartões bancários, do aparelho celular e de outros pertences pessoais da vítima.
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Em uma das etapas mais chocantes da dinâmica criminosa, os autores arrancaram quatro dedos da mão direita de Vivaldina, armazenando-os em um recipiente com gelo para utilizá-los posteriormente na autenticação biométrica de caixas eletrônicos.
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No dia seguinte ao homicídio, Cristiano e Vitória deslocaram-se até uma agência bancária no município de Serrinha, onde o homem utilizou os dedos da professora morta para efetuar três saques consecutivos de R$ 6 mil cada, totalizando R$ 18 mil subtraídos da conta da vítima.
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O corpo da professora só foi localizado em 7 de junho de 2026, quando familiares estranharam o sumiço prolongado e foram até a residência, encontrando-a morta no banheiro com marcas evidentes de violência extrema e desrespeito póstumo.
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A elucidação rápida do caso ocorreu graças ao cruzamento de imagens de câmeras de segurança, análise de quebra de sigilo bancário, exames de celulares e oitivas, resultando na prisão de todos os quatro envolvidos apontados pela Polícia Civil como participantes da trama.
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Novas atualizações divulgadas pelas autoridades policiais revelaram que, após os primeiros saques bem-sucedidos, Cristiano ainda retornou a uma agência bancária para tentar retirar mais dinheiro da conta da idosa, motivado pela certeza de que encontraria uma quantia maior.
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A nova tentativa de saque, no entanto, fracassou por um detalhe biológico descoberto pela perícia: os sistemas biométricos das agências recusaram a leitura porque os dedos arrancados já apresentavam avançado estado de decomposição, encerrando a investida criminosa e fornecendo novas provas cruciais para a polícia.
Foto: Reprodução
Informações: NN Notícias 24h
👵 O Fato: Professora aposentada de 64 anos foi torturada e morta por familiares que queriam roubar uma suposta fortuna inexistente.
📍 Onde e Quando: O crime ocorreu em 5 de junho de 2026, no município de Santa Rita de Cássia, no oeste da Bahia.
🔪 Ação Macabra: Os criminosos arrancaram quatro dedos da vítima para realizar saques bancários com biometria, totalizando R$ 18 mil retirados da conta.
⚖️ Desfecho: A afilhada, o marido dela, o genro e a neta foram identificados, presos pela Polícia Civil e responderão pelas agressões, homicídio e ocultação de provas.
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