Por: Cerqueiras Publicidades

Publicado em

Economistas reacendem alertas sobre o quadro fiscal após anúncio de piora no déficit primário

Especialistas estão preocupados com o crescimento de despesas permanentes e com frustração de receitas esperadas, entre outros problemas.

------ A matéria continua após os anúncios ------

A divulgação de uma nova alta no déficit primário do setor público consolidado reacendeu alertas pelos economistas sobre a trajetória fiscal brasileira. Há uma preocupação tanto com ampliação de despesas como com a dinâmica da dívida e com as possíveis frustrações com as receitas esperadas.

------ A matéria continua após os anúncios ------

O Banco Central anunciou hoje que o déficit primário alcançou R$ 37,3 bilhões em novembro de 2023, mais alto que resultado também deficitário de R$ 20,1 bilhões de novembro de 2022. 

------ A matéria continua após os anúncios ------

------

Além disso, a conta negativa em 12 meses soma R$ 131,4 bilhões, equivalente a 1,22% do PIB, um dado 0,15 ponto percentual acima do déficit acumulado até outubro.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Rafaela Vitoria, economista chefe do Banco Inter, destacou dois pontos nesse quadro de deterioração. O primeiro é o crescimento de despesas permanentes, o que dificulta o ajuste fiscal somente pelo lado da receita.

------ A matéria continua após os anúncios ------


O segundo é que a falta de perspectiva de melhora fiscal encarece o custo da dívida, que já elevou o déficit nominal para quase 8% do PIB. 

------ A matéria continua após os anúncios ------

“Um efeito perverso que dificulta ainda mais a busca pelo equilíbrio fiscal, pois favorece o rentismo e diminuiu o potencial de crescimento do PIB”, escreveu em sua conta na rede social X.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Ela prevê que o déficit primário consolidado deve crescer ainda mais e fechar o ano em 1,4%, próximo de R$ 150 bilhões, isso excluindo o pagamento dos precatórios de R$ 90 bilhões determinado recentemente pelo STF.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Irmãos Gonçalves

Mesmo a melhora da relação dívida/PIB divulgada pelo BC, deve ser relativizada, segundo a economista, porque o IBGE revisou para cima em dezembro a série histórica do PIB. 

------ A matéria continua após os anúncios ------

Com isso, lembra, a dívida/PIB de 2022 caiu de 72,9% para 71,7%. “Ou seja, o resultado de novembro, de 73,8%, é uma alta de 2 p.p. no ano”, destacou.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Para o Goldman Sachs, a política fiscal claramente expansionista e a relutância do governo em controlar as despesas prejudicam gravemente a credibilidade das metas fiscais, incluindo a meta de saldo primário zero para 2024.

------ A matéria continua após os anúncios ------

 “Além disso, uma âncora fiscal fraca e pouco confiável contribui para manter a inflação a médio prazo e as expectativas desalinhadas da meta de 3,0%”, comenta o banco de investimentos em relatório

------ A matéria continua após os anúncios ------

O banco esperamos que o setor público entre ainda mais em território deficitário em dezembro – mais de 2% do PIB – e que a dinâmica da dívida bruta permaneça numa tendência ascendente nos próximos anos.

------ A matéria continua após os anúncios ------

“Colocar a dinâmica da dívida numa tendência estrutural de declínio sustentado e criar reservas orçamentais continuam a ser um desafio macro fundamental. Isso exigiria excedentes fiscais primários estruturais superiores a 2% do PIB, o que contribuiria para reduzir a taxa de juro real neutra”, diz o relatório.

------ A matéria continua após os anúncios ------

W Aluminium

Estados e municípios
A XP, por sua vez, destaca a deterioração recente das contas, uma vez que o resultado era de um excedente de R$ 14,8 bilhões em setembro, passando para um déficit de R$ 20,1 bilhões em outubro, que avançou para R$ 37,3 bilhões em novembro.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Para a XP, chamou a atenção o superávit primário de apenas R$ 2,0 bilhões nos governos regionais, bem abaixo das expectativas, uma vez que era esperado o efeito de um grande repasse – de cerca de R$ 12 bilhões – do governo central para estados e municípios relacionado à compensação de prejuízos de ICMS e outros.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Mundo das Utilidades

Duas possíveis explicações para essa frustração são que as transferências podem não ter sido registradas devido a algum atraso operacional ou que os governos subnacionais teriam um forte déficit, que seria compensado por estas transferências.

------ A matéria continua após os anúncios ------

“É importante notar que os governos subnacionais permanecem em tendência negativa, uma vez que a arrecadação de ICMS continua caindo em termos reais e houve uma queda nas transferências recorrentes do governo central provocada pela menor arrecadação do imposto de renda”, destaca o relatório da XP.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Sobre  o governo central, a leitura é que os dados estão dentro da visão “acima da linha” apresentada pelo Tesouro Nacional, que mostra uma combinação de alguma recuperação nas receitas devido às medidas de aumento de receitas implementadas este ano, mas um aumento muito mais forte nas despesas , uma parte relativa a transferências extraordinárias.

------ A matéria continua após os anúncios ------

BibiCar

“Acreditamos que o saldo primário do sector público continuará a deteriorar-se no curto prazo, impulsionado pelo governo central. Primeiro, há gastos pontuais relacionados à liquidação de precatórios em dezembro, de R$ 92,4 bilhões, segundo nossas estimativas.”

------ A matéria continua após os anúncios ------

Além disso, a XP comenta que as medidas de arrecadação recentemente aprovadas levariam algum tempo a produzir o seu impacto total, uma vez que algumas questões operacionais precisam de ser resolvidas. “Embora isto possa melhorar o equilíbrio do governo central, não prevemos que atinja a meta de déficit zero.”

------ A matéria continua após os anúncios ------

Para o Itaú, os riscos fiscais continuam elevados com a incerteza sobre o impacto das medidas de aumento de arrecadação e dúvidas quanto ao esforço do governo para perseguir a meta de primário zero estabelecida.

------ A matéria continua após os anúncios ------

O banco alerta que uma mudança precoce da meta de resultado primário e uma eventual decisão de não realizar o contingenciamento previsto no arcabouço fiscal traria um dano de credibilidade à estratégia do governo.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Irmãos Gonçalves

“E implicaria em um ajuste ainda mais dependente do aumento de receitas, em um país de carga tributária já elevada e vindo de aumento relevante de gastos em 2023 após a aprovação da PEC da Transição”, afirma o texto da equipe de análise macroeconômica.  


Fonte: Infomoney


Digite no Google: Cerqueiras Notícias

Entre em nosso Grupo do Whatsapp e receba as notícias em primeira mão (clique no link abaixo):

https://chat.whatsapp.com/DwzFOMTAFWhBm2FuHzENue

Siga nossas redes sociais.  
🟪 Instagram: instagram.com/cerqueirasnoticias
🟦 Facebook: facebook.com/cerqueirasnoticias

----------------------

----------

O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. 
Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

Mais sobre:
Comentários
O seu endereço de e-mail não será exibido no comentário.
Campos obrigatórios estão indicados com Asterisco ( * )
Ainda restam caracteres.

Seu comentário está aguardando aprovação.

Obrigado pelo seu comentário!