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Ediene Barbosa (Bicicletas elétricas): Quando a Mobilidade Vira Risco

Nos últimos meses, uma cena tem se tornado cada vez mais comum nas ruas brasileiras: bicicletas elétricas circulando no meio dos carros, disputando espaço com ônibus, caminhões e veículos em alta velocidade. O que nasceu como alternativa sustentável e inteligente de mobilidade urbana começa a se transformar em um novo problema de segurança pública.

A bicicleta elétrica não é uma moto. 
Mas, cada vez mais, está sendo usada como se fosse.

Essa confusão entre bicicleta, ciclomotor e motocicleta tem criado um cenário perigoso — e, infelizmente, já começou a custar vidas.

A tragédia que acendeu o alerta

Na última semana, uma mãe e seu filho de 9 anos morreram em um grave acidente na Tijuca, no Rio de Janeiro. Eles estavam em uma bicicleta elétrica quando foram atingidos por um ônibus, após circularem na via junto aos veículos maiores. A colisão aconteceu na Rua Conde de Bonfim, uma avenida movimentada da cidade. A mulher morreu no local, e a criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu. (Fonte CNN BRASIL)

As imagens registradas por câmeras mostram a bicicleta elétrica dividindo espaço com ônibus e carros, em uma disputa desigual, onde o mais frágil sempre perde. (Fonte CNN BRASIL)

A tragédia não foi um caso isolado. Especialistas já vinham alertando que o aumento do uso das bicicletas elétricas está acontecendo mais rápido do que a regulamentação e a adaptação das cidades. (Portal do trânsito)

E quando a lei não acompanha a realidade, o risco cresce.

Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, e o filho, Francisco Farias Antunes, de 9 anos.
Vítimas do acidente no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

Bicicleta elétrica não é moto

De acordo com as normas brasileiras, a bicicleta elétrica tem características específicas:

  • Não precisa de CNH
  • Não precisa de placa
  • Deve ter velocidade limitada
  • É destinada a ciclovias, ciclofaixas ou bordos da pista
  • Não deve competir com veículos motorizados de alta velocidade (Gazeta SP)

Além disso, bicicletas elétricas com acelerador deixam de ser consideradas bicicletas e passam a ser classificadas como ciclomotores — o que exige habilitação, capacete e registro. (JusBrasil)

Ou seja: muitas das bicicletas elétricas vistas nas ruas já estão, inclusive, fora da legislação.

Foto: Betinho Casas Novas / TV Globo

 

Crescimento rápido, fiscalização lenta

O mercado de bicicletas elétricas cresce rapidamente no Brasil. Mas a infraestrutura urbana, a educação no trânsito e a fiscalização não acompanham essa expansão. (Portal do trânsito)

Dados recentes mostram:

  • Mais de 14 mil ciclistas morreram no Brasil em 10 anos
  • Só em 2023 foram mais de 1.200 mortes
  • A tendência é de aumento com a popularização das bicicletas elétricas (observatório da bicicleta)

Em algumas regiões, os acidentes já se multiplicam. No Espírito Santo, por exemplo, mais de 100 acidentes com bicicletas elétricas foram registrados em apenas um ano. (A Gaseta)

E o problema não é a bicicleta elétrica. 
O problema é o uso inadequado dela.

Francisco, de 9 anos, e o pai, o humorista Vinícius. Foto: Reprodução Redes Sociais

A confusão no trânsito

A bicicleta elétrica ocupa um espaço indefinido:

  • É rápida demais para pedestres
  • Frágil demais para carros
  • E muitas vezes ignorada pelas leis locais

Esse cenário cria uma falsa sensação de segurança para quem pilota e um risco real para todos.

O ciclista acredita estar protegido. 
Mas, na prática, está disputando espaço com veículos de toneladas.

É uma disputa injusta.

Imagem

Foto: Reprodução

 

A urgência de regras e fiscalização

Especialistas apontam três caminhos urgentes:

  • Regulamentação clara
  • Fiscalização efetiva
  • Educação no trânsito (Portal do Trânsito)

Já existem propostas para limitar velocidades:

  • 06 km/h em áreas de pedestres
  • 25 km/h em ciclovias
  • 32 km/h em vias urbanas específicas (Portal da Câmara dos Deputados )

E algumas cidades já começaram a agir. Após a tragédia no Rio de Janeiro, novas regras começaram a ser discutidas e implantadas para uso das bicicletas elétricas e ciclovias. (Agenda do poder)



Mas a pergunta é inevitável:

Por que sempre esperamos a tragédia para agir?

Antes que seja tarde

A bicicleta elétrica é uma solução moderna, sustentável e acessível. 
Ela reduz trânsito, poluição e custos.

Mas sem responsabilidade, ela também pode se tornar um risco.

Não se trata de proibir. 
Trata-se de organizar.

Não se trata de limitar. 
Trata-se de proteger.

A morte daquela mãe e daquele filho não pode ser apenas mais uma notícia. 
Precisa ser um alerta.

Porque quando bicicletas elétricas começam a circular como motos, 
o trânsito deixa de ser mobilidade — 
e passa a ser perigo.

E, infelizmente, o trânsito não costuma perdoar erros.

Antes que novas famílias sofram perdas irreparáveis, é hora de agir. 
Com regras claras. 
Com fiscalização firme. 
E, principalmente, com consciência.

Porque segurança no trânsito não é detalhe. 
É vida.

Imagem

Ediene Mercedes Barbosa. Foto: Arquivo Pessoal

Texto por: Ediene Mercedes Barbosa

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