Juliana Vilela compartilhou nas redes sociais todo o processo até receber o diagnóstico.
A empresária maranhense Juliana Vilela, de 29 anos, viveu uma situação bem desafiadora e decidiu compartilhar o processo nas redes sociais. Apesar da história ter viralizado recentemente, ela começou ainda em 2023. .
------
Nesta época, Juliana percebeu uma “espinha interna” no nariz e, após sentir desconforto com a protuberância, ela decidiu consultar um médico. Inicialmente, o tratamento passado foi uma cauterização.
Ao perceber que a cicatrização do procedimento não aconteceu como o esperado, ela procurou outros profissionais, mas continuou sem receber um diagnostico preciso.
Foi quando a empresária decidiu buscar ajuda em um hospital especializado em São Paulo. No entanto, ela nem imaginava que o diagnóstico seria de um câncer raro.
------
“Eu fui a vários médicos, entre ‘dermatos’ e plásticos, e nenhum chegava a uma conclusão final. Até que minha mãe encontrou com uma amiga no supermercado, que tinha tido câncer, e essa amiga indicou uns médicos em São Paulo. Nós fomos, porém sem imaginar que poderia ser algo sério porque, afinal de contas, eu estava bem”, disse ela em entrevista.
------
Desde então, ela mostrou nas redes sociais todas as etapas pelas quais passou até receber o diagnóstico em maio de 2023.
“Eu sou empreendedora, dona de loja de moda feminina aqui em São Luís. A ferida aberta me incomodava muito, porque estava super feia. Eu não sentia vontade de fazer meus provadores, não sentia vontade de sair, mas me esforçava muito, porque, afinal de contas, a gente não pode parar. A mulher hoje tem que colocar a sua força e energia naquilo que sonha em prol de realizar seus objetivos, né? E assim eu fiz. Porém sempre buscando a solução pra resolver esse problema, porque já estava super preocupada”, falou.
------
Ao ser submetida a uma segunda biópsia, os médicos informaram que Juliana estava com um sarcoma. Este tipo de tumor é sempre maligno e representa cerca de 1% dos casos de câncer no Brasil.
O aparecimento dele no rosto é ainda mais incomum, já que normalmente atinge as chamadas partes moles do corpo: músculos, gordura, tendões e ligamentos.
------

-Juliana Vilela-
------
Com a notícia, Juliana passou por uma cirurgia delicada para eliminar todas as células cancerígenas possíveis, resultando na remoção da região afetada do nariz.
Em dezembro de 2023, ela enfrentou novamente mais cirurgias, desta vez se submetendo a enxertos de pele no nariz. A empresária contou que precisou remover pele da testa para fazer a reconstrução do órgão.
------
De acordo com a maranhense, o próximo agora é fazer uma outra cirurgia reparadora em abril deste ano. O tratamento em São Paulo continuará depois disso. Ela terá que ir até a cidade de 3 em 3 meses por dois anos.
Juliana afirmou que o câncer tem chance de 10% a 15% de recidiva. Porém, ela tem esperanças do resultado positivo. “Deus já cuidou de mim até agora, Ele não vai soltar a minha mão. Ele não falha”, declarou ela.
------

-Juliana Vilela-
------
Sarcoma: entenda o tipo de câncer raro
O caso da empresária Juliana Lima Vilela, de 30 anos, em São Luís, que possui um tipo de câncer raro no nariz, conhecido como sarcoma, chamou a atenção pela forma como foi detectado e pela região onde está localizado. O que parecia ser uma 'espinha interna', na verdade, era um nódulo cancerígeno.
O sarcoma é um tipo tumor raro. Dentro dessa classificação, existem os tumores que são considerados raríssimos e atingem partes ósseas do corpo e os mais raros, conhecidos como sarcomas de 'partes moles', como é o caso de Juliana. Estes, atingem tecidos 'moles' como músculos, gordura, tendões, ligamentos, vasos sanguíneos e nervos periféricos.
------
O médico oncologista Antônio Alencar explica que por ser um tipo raro de câncer, não existem muitos meios que ajudem a detectar de forma rápida o sarcoma, quando este é comparado com outros tipos da doença, como o câncer de mama (mamografia) e o de próstata (PSA e a ressonância magnética).
------
"Nenhum dos sarcomas que existem tem um tipo de exame, que chamamos de detecção precoce, como é o caso dos cânceres de mama, que tem mamografia e o de próstata, que tem o PSA e a ressonância. Infelizmente, para sarcomas, não existe um exame que consegue prevenir ou detectar precocemente, por isso que são tumores. Existem sarcomas que são raríssimos e outros que são mais comuns, porque tem vários tipos", explica o médico.
------
Incidência pode ser maior em jovens
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/U/5/CKuV5hTlAHJRgnSAnA3A/surgimento-do-nodulo.png)
------
Os sarcomas podem se manifestar em diferentes partes do corpo e de formas distintas. E, apesar da dificuldade inicial na detecção desse tipo de câncer, oncologista Antônio Alencar afirma que alguns sinais como aumento da musculatura, nódulos aparentes que crescem ou feridas não cicatrizadas, podem ser sintomas suspeitos e que devem ser investigados.
------
O médico diz ainda que, a maioria dos sarcomas, podem mais incidentes em pessoas mais jovens. Entre os fatores estão alterações genéticas entretanto, Antônio Alencar ressalta que, nem todos os tipos de tumores estão relacionados à essa condição. Dependendo do tamanho e da localização no corpo, os tumores podem causar dor e incômodos.
------
"Esses tumores podem se manifestar em partes diferentes do corpo e de maneiras diferentes (...) e, a maioria dos sarcomas, são mais incidentes em pessoas mais jovens. Alguns deles estão relacionados a algumas alterações genéticas, mas nem todos. Quando eles [tumor] são muito grandes, dependendo da localização, podem causar dor, por exemplo, sintomas esses que são muito variáveis já que dependem do tipo de tumor e de onde ele está crescendo", diz Antônio Alencar.
------
Sarcoma no nariz
Antes de receber o diagnóstico, a empresária Juliana Lima Vilela se submeteu a uma cauterização que se tornou motivo de preocupação quando a ferida começou a crescer e não cicatrizava. Após meses de investigação, a maranhense descobriu que se tratava de um sarcoma no nariz, um tipo raro de tumor.
O oncologista Antônio Alencar explica ao g1 que, apesar de não ser uma localização comum entre os pacientes com sarcoma, esse tipo de nódulo pode surgir no nariz. Para ele, o fato da empresária ter feito a cauterização 'rotineira' e a ferida não ter cicatrizado, levou a facilidade do diagnóstico.
------
Quais são os tratamentos?
De acordo com o oncologista, o tratamento desse tipo de tumores, geralmente, é cirúrgico – como foi o caso adotado pela empresária maranhense. De acordo com Antônio Alencar em alguns casos, dependendo do tipo ou da agressividade do tumor, além da cirurgia, é possível associar o tratamento com quimioterapia, radioterapia ou os dois tratamentos de forma combinada.
------
"O tratamento desses tumores, geralmente, é cirúrgico. A cirurgia, especialmente para tumores pequenos ou que estão em fase inicial, é curativa. Em alguns casos, dependendo do tipo de tumor ou agressividade dele, pode ser necessário quimioterapia, radioterapia, ou os dois tratamentos. Para esses sarcomas cutâneos, muito pequenos, geralmente a cirurgia é resolutiva", pontuou o médico.
------
O médico explica que a cirurgia é feita para retirar o tumor e garantir que não fique nenhum resíduo. Por isso, em alguns casos, devido o tamanho do tumor pode ser necessário retirar partes grandes de pele que, posteriormente, dependendo do tratamento do paciente, podem necessitar de enxerto de pele.
------
"Quando maior o tumor, mesmo que ele esteja localizado e não tem metástase, maior será a cirurgia. A cirurgia tem tirar o tumor todo, com margens livres, ou seja, tem que ter um pouco de tecido ao redor para que o patologista na hora de olhar o material tenha certeza que não sobrou mais tecido ali no paciente", disse.
No caso de Juliana, após a retirada do tumor, ela passou por uma cirurgia reconstrutiva do nariz que usou partes da testa dela.
O oncologista Antônio Alencar diz que a decisão de retirar a pele de determinada parte do corpo do paciente é individual e depende de detalhes técnicos de cada caso.
------
"A decisão do cirurgião é muito individual, são muitos detalhes técnicos que ele precisa levar em consideração, como por exemplo, depende da região afetada pelo tumor e ele precisa avaliar de onde vai tirar essa pele porque em diferentes partes do corpo podem ser mais finas ou mais densas", finalizou.
Algumas informações: UOL/ G1
------
Digite no Google: Cerqueiras Notícias
Entre em nosso Grupo do Whatsapp e receba as notícias em primeira mão (clique no link abaixo):
https://chat.whatsapp.com/DwzFOMTAFWhBm2FuHzENue
Siga nossas redes sociais.
🟪 Instagram: instagram.com/cerqueirasnoticias
🟦 Facebook: facebook.com/cerqueirasnoticias
----------------------
----------
O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias.
Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.





































