Dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
O Espírito Santo já registrou 928 casos de febre do Oropouche desde o início deste ano. A informação está no boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) na quinta-feira (11).
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As cidades de Iconha e Alfredo Chaves, no Sul do Espírito Santo, enfrentam um surto da doença. Iconha passou de 96 para 194 casos confirmados em sete dias. Já Alfredo Chaves registrou 75 novos casos confirmados na última semana, totalizando 166.
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Assistente de gestão no escritório do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) em Alfredo Chaves, Adriano Machado, de 33 anos, testou positivo para a doença no último dia 4. Por causa dos sintomas, ele chegou a desmaiar no trabalho.
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“Comecei a sentir os sintomas em um domingo e, na segunda-feira, fui trabalhar. Na mesma manhã, desmaiei, fui para o pronto-socorro, tomei duas bolsas de soro e tive alta. Fiquei uma semana de atestado, com febre, dor no corpo, todos os sintomas, que no meu caso foram bem piores do que os da covid-19”, disse ele.
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A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Alfredo Chaves, Eveli Sinhorelli, revelou que o sistema que alimenta os dados da Sesa apresentou problemas e que, na cidade, os casos positivos foram contabilizados em 320 desde outubro.
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“O sistema em Alfredo Chaves apresentou alguns erros, e não conseguimos enviar todos os dados a tempo. Somente hoje, sexta-feira, temos 320 casos confirmados desde outubro”, informou ela.
Segundo a médica clínica geral Márcia Dantas, a febre do Oropouche apresenta sintomas parecidos com os da dengue, o que pode dificultar o diagnóstico.
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“A febre do Oropouche tem sintomas inespecíficos que lembram aqueles observados na dengue, como febre, dor de cabeça e dor muscular intensas, diarreia e náusea. Os sintomas, em geral, começam na primeira semana após o contato com o vírus e duram de 2 a 7 dias.(...)
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(...)Por esse motivo, a diferenciação pode ser difícil, devendo-se levar em consideração aspectos epidemiológicos, como o histórico de viagens da pessoa ou se ela é procedente de uma cidade com casos da doença.”
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Ainda segundo a médica, os casos devem ser notificados às secretarias de saúde das cidades, para que sejam adotadas as medidas de saúde pública necessárias ao controle do vetor e da transmissão da doença.
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O que é a Febre do Oropouche?
A febre do Oropouche é uma doença causada pelo vírus Oropouche, um arbovírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos contaminados, principalmente da espécie Culicoides paraensis, que é conhecida popularmente como maruim ou mosquito-pólvora.
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Outro possível transmissor do agente infeccioso em ambientes urbanos é o Culex quinquefasciatus, chamado comumente de pernilongo ou muriçoca.
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Quais os sintomas?
Os sintomas incluem febre súbita, dor de cabeça de forte intensidade, dor muscular (mialgia), dor articular, dor retro-ocular, tontura, náuseas e vômitos. Em certos casos, os pacientes podem apresentar sensibilidade à luz (fotofobia) e visão dupla (diplopia).
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Como tratar?
Atualmente não existe um tratamento específico para a febre do Oropouche. O cuidado com a doença é focado no alívio dos sintomas, com medidas como repouso, hidratação adequada e a administração de analgésicos e antipiréticos. Em situações mais graves, pode ser necessária a hospitalização para oferecer suporte intensivo ao paciente.
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Como se proteger?
Para se proteger contra a febre do Oropouche, é importante usar repelentes de insetos, evitar áreas com alta concentração de mosquitos sempre que possível, usar roupas que cubram a maior parte do corpo e instalar redes de proteção nas janelas e ao redor das camas. Além disso, é essencial eliminar criadouros de maruins e mosquitos, como recipientes com água parada e folhas acumuladas.
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Histórico e Contexto da Febre do Oropouche
A febre do Oropouche foi identificada pela primeira vez na década de 1950, na Amazônia, e desde então, vem sendo registrada em surtos isolados principalmente em países da América Latina.
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No Brasil, a doença é considerada endêmica em áreas da Região Norte, mas nos últimos anos, têm sido observados surtos em regiões anteriormente não afetadas, como o Sudeste, devido a fatores como mudanças climáticas, urbanização e expansão do vetor.
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O vírus Oropouche é um arbovírus transmitido por mosquitos, com destaque para o Culicoides paraensis, conhecido como maruim, que prolifera em áreas úmidas e mal saneadas. Na Amazônia, o vírus circula naturalmente entre animais silvestres e vetores, mas surtos urbanos têm se tornado mais frequentes.
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Desde o primeiro grande surto urbano documentado em Belém (PA), em 1960, a febre do Oropouche já infectou mais de meio milhão de pessoas no Brasil, segundo estimativas de pesquisadores.
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Apesar disso, a doença ainda é subnotificada e pouco conhecida fora dos círculos acadêmicos e médicos, sendo frequentemente confundida com outras arboviroses, como dengue e chikungunya, devido à semelhança dos sintomas.
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No Espírito Santo, o avanço do surto atual indica que fatores ambientais e humanos podem ter criado condições ideais para a expansão do vetor e, consequentemente, da doença. Além disso, o aumento de casos pode estar relacionado à falta de familiaridade com o vírus e regiões do Sudeste, onde ele não era comum até recentemente.
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Conclusão
A febre do Oropouche, embora não seja uma novidade em termos de saúde pública, representa um desafio crescente em regiões não endêmicas como o Espírito Santo.
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O surto atual evidencia a necessidade de ações integradas para prevenção, diagnóstico e controle da doença, além de investimentos em saneamento básico e campanhas educativas.
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É fundamental ampliar a vigilância epidemiológica e a capacitação dos profissionais de saúde para que possam identificar e tratar casos com rapidez, evitando a subnotificação e a propagação da doença.
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A febre do Oropouche nos lembra da importância de um sistema de saúde preparado para lidar com doenças emergentes e reemergentes em um contexto de mudanças climáticas e urbanização acelerada.
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Algumas Informações: Portal Tribuna Online
Direitos Autorais Imagem de Capa: Divulgação / Fiocruz
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