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Falta de Mão de Obra Faz Espírito Santo Perder R$ 4,3 Milhões por Mês com Ovos que Poderiam Ir para o Japão

A escassez de mão de obra qualificada tem gerado prejuízos milionários ao setor de avicultura no Espírito Santo. Produtores capixabas de ovos estão deixando de exportar cerca de 300 toneladas por mês para o Japão, o que equivale a um faturamento mensal de R$ 4,3 milhões — ou US$ 750 mil, conforme a cotação do dólar desta segunda-feira (31).

O chamado “apagão” de profissionais não apenas compromete o atendimento à crescente demanda internacional, mas também estanca o potencial de crescimento da cadeia produtiva no Estado.

O impacto é direto: sem pessoal suficiente para dar conta da produção e das exigências do mercado externo, os avicultores ficam impossibilitados de aproveitar uma oportunidade estratégica com um dos mercados mais exigentes e valorizados do mundo.

O Japão, com alto poder aquisitivo e rigorosos padrões de qualidade, se mostra aberto à importação de ovos brasileiros, mas esbarra na limitação estrutural da oferta.

Prejuízo acumulado e entrave ao desenvolvimento:
Segundo representantes do setor, os números preocupam. 
Em apenas um ano, a falta de mão de obra pode representar uma perda de mais de R$ 51 milhões em receitas que deixaram de entrar na economia capixaba.

Receita líquida da Granja Faria cresce 11% em 2024 - Folha Vitória

Foto: Reprodução/Internet

O prejuízo vai além da balança comercial: empregos deixam de ser gerados, tecnologias deixam de ser absorvidas e o Espírito Santo perde protagonismo em um setor que poderia alavancar sua participação no agronegócio nacional e internacional.

“Estamos diante de uma demanda concreta, mas não conseguimos atender por um motivo básico: falta gente. Isso trava a produção e nos impede de crescer”, afirma Nélio Hand, um dos porta-vozes do segmento.
Segundo ele, o problema afeta não só a linha de frente das granjas, mas também os setores de logística, processamento e controle de qualidade, essenciais para o atendimento a mercados como o japonês.

Tecnologia pode ser caminho, mas investimento é alto:
Diante do gargalo, a aposta dos empresários do ramo está na automação. 
O uso de tecnologias modernas na produção de ovos é visto como uma saída viável para diminuir a dependência de mão de obra humana e garantir maior eficiência e escala à produção.

“Essa tem sido uma alternativa real. Já existem investimentos em curso, com custos elevados. 
Mas há também um interesse dos próprios compradores externos em colaborar com esses investimentos, o que pode acelerar o processo de modernização das nossas granjas”, explica Nélio Hand.

A automação, porém, não é uma solução imediata. Ela exige tempo, adaptação e, sobretudo, recursos. Mesmo com disposição dos parceiros internacionais, muitos produtores ainda esbarram na dificuldade de acesso ao crédito e à infraestrutura necessária para implantar tecnologias de última geração.

Sinal verde do Japão pode acelerar retomada
A boa notícia para o setor veio na semana passada: o Ministério da Agricultura anunciou que especialistas japoneses virão ao Brasil para avaliar o sistema nacional de saúde animal — uma etapa considerada essencial para a abertura definitiva do mercado japonês a produtos brasileiros, entre eles os ovos.

Hoje, o Japão já importa carne bovina e suína do Brasil, mas com limitações. 
No caso da carne suína, por exemplo, as compras estão restritas ao Paraná. 
A expectativa é que, com a visita técnica, o Japão amplie sua confiança na capacidade sanitária brasileira, abrindo portas para uma relação comercial mais ampla e sólida.

A possível homologação do sistema de produção capixaba como apto a exportar para o Japão pode representar um divisor de águas para o setor. 
Mas, sem resolver a questão da mão de obra, o Espírito Santo corre o risco de continuar desperdiçando oportunidades valiosas.

Produtores capixabas de ovos deixam de exportar R$ 4,3 milhões por ...

Foto: Reprodução/Internet


Oportunidade batendo à porta:
Com o mercado internacional atento à qualidade do produto brasileiro e disposto a pagar bem por ele, o desafio do setor capixaba é encontrar meios de superar o obstáculo logístico e estrutural da escassez de profissionais.

Seja por meio de qualificação, incentivo à contratação ou investimentos em tecnologia, é urgente que soluções sejam colocadas em prática.
Afinal, deixar de exportar R$ 4,3 milhões por mês representa não apenas uma perda econômica, mas também uma chance desperdiçada de posicionar o Espírito Santo como referência global na produção de ovos.

Oportunidade não falta — o que falta, no momento, é gente para fazê-la acontecer.

Fonte: Folha Vitória.

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