Dor de garganta intensa e prolongada, gânglios inchados, fadiga e febre são alguns dos principais sintomas da mononucleose, uma infecção viral causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV).
Transmitida principalmente pela saliva, ela também é conhecida como “doença do beijo”.
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A mononucleose é frequentemente adquirida na juventude, e é comum também vermos surtos após o Carnaval”, afirma Eliana Bicudo, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
É uma infecção extremamente comum: 95% dos adultos já tiveram contato com o vírus da mononucleose e são capazes de produzir anticorpos contra ele.
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Em geral, os sintomas são confundidos com os de outras infecções virais e costumam desaparecer em até duas semanas. A doença pode ser tratada conforme suas manifestações e também há como preveni-la.
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A seguir, saiba como lidar com a mononucleose:
Como a mononucleose é transmitida?
A principal forma de transmissão da doença é por meio de contato com a saliva de pessoas infectadas, que pode se dar por espirros, tosses, beijos e compartilhamento de objetos e alimentos.
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A maioria dos casos de mononucleose é transmitida enquanto os indivíduos infectados estão assintomáticos.
O período de incubação do agente — ou seja, do dia em que a pessoa pegou o vírus até a manifestação dos sintomas — pode durar de 30 a 50 dias.
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Vale pontuar que a “doença do beijo” não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST).
“O EBV não é disseminado por sêmen ou por secreções vaginais e anais”, ressalta a infectologista.
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Qual a causa?
A mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr, também conhecido como herpesvírus humano tipo 4 (ou HHP-4).
Geralmente, o contato com este agente infeccioso se dá na juventude. Após o período de incubação, a infecção é manifestada por algumas semanas e, depois, o vírus entra em estado de latência.
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Isso quer dizer que ele não é eliminado pelo corpo, mas vive “adormecido” em nossas células, por meses ou anos, sem se multiplicar. Em casos de imunocomprometimento, a infecção viral pode voltar a aparecer.
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Sintomas da mononucleose
A doença pode manifestar sinais que incluem:
Dor de garganta
Inchaço e placas esbranquiçadas nas amígdalas
Dificuldade para engolir e perda de apetite
Aumento de gânglios no pescoço
Febre
Dor de cabeça
Dores musculares
Fadiga
Tosse
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O vírus Epstein-Barr também pode migrar da garganta e se multiplicar no fígado e no baço, causando inflamações e hipertrofia desses órgãos.
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Pessoas imunocomprometidas (como transplantados, pessoas infectadas pelo HIV e pacientes autoimunes) correm maior risco de desenvolver formas severas da doença e complicações.
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Como fazer o diagnóstico?
Os sintomas da mononucleose podem ser confundidos com o de outras infecções virais, como uma gripe ou um “resfriado forte”. Por isso, é importante consultar um médico conforme o aparecimento dos sintomas.
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O diagnóstico é feito de forma clínica, com base no histórico e nos sintomas apresentados pelo indivíduo, e com exames de sangue.
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Conforme a necessidade, os médicos solicitam testes rápidos ou laboratoriais que identificam a presença de anticorpos contra do vírus causador da mononucleose.
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Tratamento
Não há um antiviral que combata especificamente o vírus Epstein-Barr. O tratamento consiste no uso de medicamentos que controlem os sintomas
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“Geralmente são indicados antitérmicos e analgésicos. Também é importante manter-se hidratado e em repouso“, instrui Bicudo. Os quadros costumam melhorar entre uma ou duas semanas.
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Em casos de complicação e comprometimento do fígado e do baço, outros medicamentos são necessários, além de eventual internação.
Os cuidados são redobrados e a recuperação é mais lenta nessa situação.
O esforço físico deve ser reduzido para evitar a ruptura dos órgãos (os casos são raros, mas há registros na literatura médica).
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Prevenção
A mononucleose infecciosa pode ser evitada a partir de alguns hábitos:
Não compartilhar objetos, como copos e talheres, nem alimentos e bebidas
Cobrir a boca ao espirrar e tossir
Lavar as mãos
Evitar contato com pessoas infectadas
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“Compartilhar informações confiáveis sobre a doença também é uma forma de ajudar a diminuição de casos”, sublinha a infectologista Eliana Bicudo.
Algumas informações: Veja
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