Heloísa e Helena, de 2 anos e 7 meses, nasceram unidas pela cabeça e passaram por um longo processo de preparação antes da operação definitiva
As gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de 2 anos e 7 meses, morreram no sábado (15), após passarem pela quinta e última cirurgia do processo de separação no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. As meninas nasceram unidas pela cabeça, condição conhecida como craniópagas.
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A cirurgia teve duração de aproximadamente 15 horas e contou com a participação de mais de 50 profissionais de diferentes áreas. O procedimento representava a etapa final de um planejamento iniciado ainda nos primeiros anos de vida das meninas.
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As quatro primeiras cirurgias foram realizadas de forma gradual, com o objetivo de preparar as estruturas compartilhadas para a separação definitiva. O planejamento levou em consideração a complexidade da ligação entre as irmãs e os riscos envolvidos em cada etapa.
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O processo de separação começou a ser planejado em 2024. A equipe médica optou por dividir o tratamento em diferentes procedimentos, permitindo que as meninas se recuperassem entre uma cirurgia e outra.
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A primeira etapa cirúrgica ocorreu em agosto de 2025. Na ocasião, os médicos avançaram aproximadamente 25% no processo de separação. Em novembro do mesmo ano, as meninas passaram por uma segunda cirurgia, que durou cerca de dez horas.
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A terceira etapa foi realizada em fevereiro de 2026 e permitiu novos avanços na separação das estruturas cerebrais e dos vasos sanguíneos. Em março, as irmãs passaram pela quarta cirurgia, quando foram instaladas bolsas expansoras de pele para aumentar a quantidade de tecido disponível para o fechamento dos crânios.
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A quinta cirurgia tinha como objetivo concluir a separação das meninas. O procedimento começou no sábado (15) e mobilizou uma grande equipe médica, formada por profissionais de especialidades como neurocirurgia pediátrica e cirurgia plástica.
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Apesar da complexidade da operação e de todo o planejamento realizado anteriormente, as meninas não resistiram às complicações apresentadas durante o procedimento. Segundo informações divulgadas pela equipe médica, as paradas cardíacas ocorreram quando os corpos já haviam sido completamente separados.
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As irmãs apresentaram alterações importantes nos parâmetros cardiovasculares durante a cirurgia. Uma delas chegou a apresentar pressão arterial muito elevada, enquanto a outra apresentou pressão muito baixa. A equipe tentou estabilizar as duas diante do quadro de instabilidade.
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Depois da separação, os organismos passaram a funcionar de maneira independente, sem a circulação sanguínea compartilhada que existia anteriormente. Mesmo com as medidas adotadas pelos profissionais, o quadro clínico das meninas se agravou.
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Heloísa e Helena eram acompanhadas pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto desde os primeiros dias de vida. O caso era considerado raro e exigia acompanhamento permanente devido à complexidade das estruturas compartilhadas.
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A condição das meninas também exigia cuidados médicos frequentes. Segundo informações divulgadas sobre o caso, elas enfrentavam episódios recorrentes de problemas de saúde e utilizavam dispositivos como traqueostomia e gastrostomia.
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A família acompanhou de perto todo o processo de tratamento. A mãe deixou São José dos Campos, cidade onde a família vivia, para permanecer próxima às filhas durante o período de acompanhamento médico em Ribeirão Preto.
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A cirurgia era vista pela família como uma possibilidade de oferecer às meninas uma vida com maior independência. Unidas pela cabeça, elas apresentavam limitações importantes de mobilidade e dependiam de cuidados médicos constantes.
Após a morte, os corpos das meninas foram encaminhados para São José dos Campos, cidade natal da família. O velório e o sepultamento ocorreram na cidade, onde familiares e amigos prestaram as últimas homenagens às irmãs.
Créditos: Notícias.uol.
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