Em relação ao progresso de seis pontos percentuais no número de pessoas diagnosticadas em 2023, o Ministério da Saúde o atribuiu em parte à expansão da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para o HIV.
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A estratégia de comprimidos diários para prevenir a infecção pelo vírus entre pessoas que não vivem com HIV é ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2017.
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De acordo com a pasta, essa política pública impacta o percentual de diagnosticados porque, para dar início à PrEP, um dos requisitos é fazer o teste para saber se a pessoa já vive com o HIV e não sabe.
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Segundo o painel do ministério sobre a estratégia, o Brasil chegou, no final de outubro, a 107,8 mil pessoas usuárias da profilaxia. O número mais que dobrou em relação a 2022, quando eram 50,8 mil.
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“Com isso, mais pessoas com infecção pelo HIV foram detectadas e incluídas imediatamente em terapia antirretroviral. O desafio agora é revincular as pessoas que interromperam o tratamento ou foram abandonadas, muitas delas no último governo, bem como disponibilizar o tratamento para todas as pessoas recém diagnosticadas para que tenham melhor qualidade de vida”, diz a pasta, em nota.
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Na última quinta-feira, o ministério lançou uma nova campanha de conscientização, com o tema “HIV. É sobre viver, conviver e respeitar. Teste e trate. Previna-se”.
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De forma inédita, o governo federal abordou o conceito de “i = i”, que enfatiza que quem adere corretamente ao tratamento fica indetectável e intransmissível, sem risco de transmitir o vírus.
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Além disso, anunciou as “Diretrizes para a eliminação da aids e a transmissão do HIV como problemas de saúde no Brasil”, um documento construído a partir de pactuações em comissões com gestores e gestoras estaduais, além de representantes nacionais de movimentos sociais e outras organizações da sociedade civil, que traz metas para 2030.
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o Brasil conseguiu fazer avanços no objetivo de retirar as infecções pelo vírus da lista de problemas de saúde pública e alcançou metas globais da Organização das Nações Unidas (ONU).
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Em 2023, Com isso, é possível afirmar que o Brasil cumpre duas das três metas globais da ONU com dois anos de antecedência”, informou, em nota, o ministério.
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Transmissão vertical do HIV
Também no ano passado, o Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) se uniu ao Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT) para iniciar a atualização do Guia para Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical de doenças como sífilis, hepatite B e doença de Chagas, além do HIV.
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Com base na adoção de diretrizes desse guia, a pasta estima que será possível solicitar a certificação à Opas relacionada ao fim da transmissão vertical em 2025.
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A infecção pelo vírus HIV está entre os problemas que são alvo de ações do programa Brasil Saudável, que tem como foco a eliminação de doenças socialmente determinadas como problemas de saúde pública até 2030.
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Menos mortes e mais infecções na América Latina
O número de mortes por aids está em queda na América Latina, com redução de 28% entre 2010 e 2023. Mas as infecções continuam aumentando, com incremento de 9% e totalizando 120 mil novos casos no ano passado.
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“O aumento de novas infecções por HIV desde 2010 na América Latina, especialmente em populações-chave como homens que fazem sexo com homens, mulheres transgênero e profissionais do sexo, nos mostra que não podemos baixar a guarda”, disse, em nota, Jarbas Barbosa, diretor da OPAS.
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Novas metas até 2027
Durante o lançamento da campanha, o Ministério da Saúde também apresentou as “Diretrizes para a eliminação da aids e a transmissão do HIV como problemas de saúde no Brasil”.
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O documento conta com cinco objetivos prioritários para que o país alcance as metas de eliminação da aids e da transmissão vertical de HIV como problemas de saúde pública até 2030.
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Entre as estratégias, está construir uma agenda intersetorial e interministerial no âmbito do programa; apoiar a construção de linhas de cuidado regionalizadas, respeitando as realidades locais;
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Potencializar a sustentabilidade financeira e técnica do SUS; fomentar o desenvolvimento de pesquisas; ampliar políticas de redução do estigma e discriminação;
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Consolidar a articulação com as organizações da sociedade civil; além de aprimorar a comunicação em saúde, para mais acesso a informações sobre o cuidado contínuo.
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Algumas delas devem ser alcançadas antes mesmo, até 2027, espera o ministério, como:
-Ampliar em, pelo menos, 142% o número de usuários(as) em PrEP no país com enfoque nas populações em situação de maior vulnerabilidade ao HIV e Aids;
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-Reduzir a proporção de pessoas com diagnóstico tardio na rede pública para 40%;
-Alcançar 95% das pessoas diagnosticadas com tuberculose realizando testagem para HIV;
Algumas informações: Folha PE
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-Reduzir em 50% a mortalidade por Aids no país;
-Aumentar para 95% a proporção de pessoas vivendo com HIV ou Aids diagnosticadas em Tarv (tratamento antirretroviral);
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-Ter, pelo menos, 95% de gestantes realizando, no mínimo, um teste de diagnóstico para HIV durante o pré-natal;
-Ter, pelo menos, 95% de crianças expostas ao HIV em profilaxia para prevenção da transmissão vertical.
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