Paciente esteve internado no hospital João XXIII e recebeu alta na última quinta-feira (26).
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) confirmaram, no sábado (28 de setembro), um caso de infecção pelo superfungo Candida auris em um paciente que esteve internado no Hospital João XXIII, na região Leste de Belo Horizonte.
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Conforme informou o governo de Minas, o paciente teve alta na última quinta-feira (26 de setembro). O Estado, no entanto, não divulgou o sexo e idade da pessoa infectada. O caso foi notificado ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância Sanitária (Cievs) e situação segue sendo investigada e monitorada pelos órgãos competentes do município desde então.
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Já o hospital João XXIII, seguindo os protocolos de segurança sanitária em ambiente hospitalar, tomou as medidas de controle e manejo necessárias para proteção dos demais pacientes e profissionais da unidade. As medidas incluem testes para detecção de novos casos e isolamento de casos suspeitos.
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Em nota, a Fhemig esclarece que os casos são assintomáticos e o fungo se manifesta na pele dos pacientes infectados, sendo fundamental a prevenção de contato com casos suspeitos.
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Já a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte informou que foi notificada e acompanha o caso, que ainda está em investigação. “A Vigilância Sanitária do município já orientou ao hospital, que é de gestão da FHEMIG, que sejam adotadas imediatamente as medidas oportunas e recomendadas para o controle da situação”, garantiu.
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Superfungo
Candida auris (C. auris) é um fungo emergente que representa uma grave ameaça à saúde global e foi identificado pela primeira vez como causador de doenças em humanos em 2009, no Japão. No Brasil, a primeira infecção foi identificada em Salvador, em 2020.
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O fungo apresenta resistência aos medicamentos comumente utilizados para tratar infecções por Candida. Estudos apontam que até 90% dos isolados de Candida auris são resistentes ao fluconazol, anfotericina B ou equinocandinas, o que dificulta o tratamento.
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Caso o fungo alcance o sangue, ele pode se espalhar para outros órgãos e causar candidíase invasiva, ou seja, uma infecção generalizada. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, a taxa de mortalidade da candidíase invasiva varia de 29% a 53%. A infecção pelo fungo pode ser fatal, principalmente em pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades.
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Diagnóstico é difícil
A prevenção da colonização e a vigilância são fundamentais para monitorar pacientes com risco de infecções por Candida auris. A maioria dos infectados já está doente e, por isso, o diagnóstico é complexo. Os sintomas comuns da candidíase invasiva, de acordo com o CDC, são febre e calafrios que não melhoram após o tratamento com antibióticos, além da ausência de infecção bacteriana.
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“Somente um exame de sequenciamento genético ou de espectrometria de massa, que analisa as proteínas do microrganismo e as compara com curvas-padrão de diferentes micro-organismos, as chamadas assinaturas biológicas, podem confirmar ou não a presença de Candida auris na amostra”, complementa.
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Segundo o infectologista, menos de 5% dos laboratórios disponíveis nos hospitais públicos e uma grande parcela de centros privados são capazes de fazer a identificação analisando assinatura biológica com base em perfil proteico total do micro-organismo ou sequência de DNA.
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Saiba Mais sobre a Candida Auris
A Candida auris é um fungo emergente que tem gerado grande preocupação na área da saúde por sua capacidade de causar infecções graves, especialmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.
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O que torna essa infecção particularmente perigosa é sua resistência a múltiplos medicamentos antifúngicos, que complica o tratamento e aumenta o risco de disseminação em ambientes hospitalares.
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Esse fungo pode causar uma variedade de infecções, sendo a mais comum a infecção da corrente sanguínea, mas também pode afetar feridas cirúrgicas, os ouvidos e outros órgãos. Os pacientes internados, em unidades de terapia intensiva (UTI), ou que utilizam dispositivos médicos invasivos, como cateteres ou ventiladores, estão entre os mais vulneráveis.
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O tratamento para Candida auris é desafiador devido à resistência do fungo a várias classes de antifúngicos. Entre os medicamentos que ainda se mostram eficazes estão as equinocandinas, como a caspofungina, e em alguns casos, o voriconazol e a anfotericina B.
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No entanto, o uso desses medicamentos precisa ser feito com base em testes laboratoriais que determinam a sensibilidade da cepa específica ao tratamento. Essa etapa é crucial, uma vez que diferentes cepas de Candida auris podem apresentar graus variados de resistência.
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Além da resistência, um problema adicional é a dificuldade de identificação do fungo em exames de laboratório tradicionais. Isso pode levar a diagnósticos errados e ao atraso no tratamento adequado. Por isso, o uso de métodos diagnósticos mais avançados e específicos é recomendado em casos suspeitos.
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A transmissão da Candida auris é um aspecto preocupante, pois ela pode se espalhar facilmente de pessoa para pessoa ou por meio de superfícies contaminadas em ambientes de saúde.
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Portanto, pacientes infectados ou colonizados pelo fungo devem ser isolados, e medidas rigorosas de controle de infecção, como a higienização frequente das mãos e a desinfecção de equipamentos e superfícies, são essenciais para prevenir surtos.
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Descoberta pela primeira vez em 2009, a Candida auris tem se espalhado por diversos países, sendo relatada em hospitais ao redor do mundo. Essa disseminação, associada à dificuldade no controle, faz com que o fungo seja considerado uma séria ameaça à saúde pública, exigindo monitoramento contínuo e protocolos de resposta rápidos por parte das autoridades de saúde.
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Em conclusão, a Candida auris representa um desafio crescente para a saúde pública devido à sua resistência a múltiplos antifúngicos, dificuldade de diagnóstico e alta capacidade de disseminação em ambientes hospitalares.
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O sucesso no manejo dessa infecção depende de uma combinação de fatores, incluindo a identificação precoce do fungo, o uso adequado de tratamentos baseados em testes de sensibilidade e a implementação rigorosa de medidas de controle de infecção.
Com sua rápida propagação global desde 2009, é essencial que sistemas de saúde estejam preparados para lidar com surtos e que haja esforços contínuos de pesquisa para desenvolver novas terapias e estratégias de prevenção.
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Algumas Informações: Portal O Tempo
Direitos Autorais Imagem de Capa: Science Photo Library/ Divulgação
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