Procedimento realizado em Cachoeiro de Itapemirim utilizou a Polilaminina, tecnologia desenvolvida na UFRJ que promete regenerar conexões nervosas; aplicação ocorreu após decisão judicial.
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Um marco para a ciência e a saúde pública brasileira foi registrado no sábado (13 de dezembro), no interior do Espírito Santo. Um paciente atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Cachoeiro de Itapemirim recebeu uma terapia inovadora para o tratamento de lesão medular. O procedimento utilizou a Polilaminina, uma substância desenvolvida no Brasil e única no mundo, capaz de oferecer esperanças reais de recuperação motora.
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A realização do tratamento ocorreu após a família do paciente recorrer à Justiça Federal para garantir o acesso imediato à tecnologia. O pedido foi acolhido às vésperas de uma reunião institucional que selaria a cooperação oficial entre o Estado, a indústria farmacêutica e a universidade, antecipando a aplicação do fármaco que ainda não possui registro comercial definitivo na Anvisa, mas que já acumula resultados promissores em seus ensaios.
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Para realizar o procedimento de alta complexidade, o neurocirurgião Dr. Bruno Cortes, referência nacional na área, deslocou-se até o município capixaba. A operação foi considerada um sucesso técnico e simboliza o resultado de uma articulação complexa que envolveu o governo estadual, o judiciário e a comunidade científica.
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Mitter Mayer, Assessor do Governo do Espírito Santo, destacou a emoção de ver as pontas se unirem. "Para mim, isso não é coincidência. É como se tudo tivesse se alinhado para que o primeiro paciente recebesse essa terapia justamente na cidade onde eu nasci, e onde também nasceu o médico e pesquisador Dr. Olavo Franco", afirmou, ressaltando o esforço conjunto para conectar ciência e gestão pública.
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Há meses, o Governo do Espírito Santo vem desenhando uma atuação coordenada com o Laboratório Cristália e a equipe científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), liderada pela pesquisadora Dra. Tatiana Sampaio. O objetivo é transformar o estado em um parceiro estratégico para o desenvolvimento e aplicação dessa tecnologia no âmbito do SUS, formalizando a cooperação técnica nesta semana.
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A principal função da substância é aumentar a sobrevivência dos neurônios após o trauma e estimular o crescimento dos axônios — as "fiapuras" das células nervosas responsáveis pela transmissão dos impulsos elétricos. Ao ser aplicada no local da lesão, a Polilaminina cria um ambiente favorável para que essas células voltem a crescer.
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Pode-se comparar a ação da Polilaminina à construção de uma nova estrada ou ponte. Ela organiza o tecido nervoso e fornece um "caminho químico" para que as fibras nervosas rompidas consigam atravessar a área lesionada e se reconectar com a parte saudável da medula, restabelecendo a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo.
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Nos estudos pré-clínicos e ensaios iniciais, a terapia demonstrou um expressivo potencial de eficácia, permitindo melhoras motoras significativas que não são observadas com os tratamentos convencionais disponíveis hoje. A segurança do fármaco também foi um ponto alto observado nas fases de teste.
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Por ser uma tecnologia 100% nacional, o desenvolvimento da Polilaminina coloca o Brasil na vanguarda da neurociência mundial. Diferente de tratamentos com células-tronco, que ainda enfrentam desafios de controle e diferenciação celular, a Polilaminina é uma terapia farmacológica precisa, com mecanismo de ação bem definido pelos pesquisadores da UFRJ.
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Apesar do otimismo, a cautela é mantida pelas autoridades sanitárias. Como a substância ainda não possui autorização comercial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seu uso é restrito a protocolos de pesquisa ou, como neste caso, mediante decisões judiciais em situações específicas, o chamado "uso compassivo".
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A parceria que está sendo firmada entre o Espírito Santo e o Laboratório Cristália visa justamente acelerar as etapas necessárias para que essa inovação deixe de ser uma exceção jurídica e se torne uma política pública de saúde acessível.
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"Se isso puder abrir caminho para que essa tecnologia avance e chegue a mais pessoas no futuro, então tudo fez sentido", concluiu Mayer, reforçando que o caso de Cachoeiro de Itapemirim pode ser a chave para destravar o acesso a uma nova era no tratamento de paralisias e lesões medulares no Brasil.
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Foto: Reprodução Redes Sociais
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Foto: Reprodução Redes Sociais
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Foto: Reprodução Redes Sociais
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Algumas informações: Mitter Mayer - Assessor do Governo do Espírito Santo
📝 Síntese da reportagem
🏥 Marco Inédito: Um paciente do SUS em Cachoeiro de Itapemirim (ES) recebeu, no último sábado (13), uma terapia pioneira com Polilaminina para tratamento de lesão medular.
⚖️ Acesso: O procedimento foi realizado mediante decisão judicial, obtida pela família, antecipando uma parceria oficial que está sendo firmada entre o Governo do Estado, a UFRJ e a indústria farmacêutica.
🧬 A Tecnologia: Desenvolvida no Brasil (UFRJ), a Polilaminina é uma molécula sintética revolucionária que estimula a neuroregeneração, ajudando a reconectar neurônios e fibras nervosas rompidas, algo inédito na medicina mundial.
👨⚕️ Execução: A cirurgia foi conduzida pelo neurocirurgião Dr. Bruno Cortes. Embora a substância ainda não tenha registro comercial da Anvisa, ela demonstrou alta eficácia e segurança em testes anteriores.
🚀 Futuro: A ação visa transformar o Espírito Santo em um parceiro estratégico para o desenvolvimento dessa tecnologia, buscando torná-la acessível no futuro como política pública de saúde.
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