A mineira Yasmin da Silva Cândido, de 22 anos, de Viçosa, que luta contra uma doença rara que a fez chegar a 27 kg, se prepara para realizar uma cirurgia no esôfago no Recife, no estado de Pernambuco, no sábado (7 de dezembro).
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Mãe de três crianças, de 4 e 1 ano, além de uma bebê de 10 meses, “Estava engasgando enquanto dormia, então fiz uma endoscopia e o médico disse que poderia ser uma doença chamada acalasia. Ele pediu outro exame, que tive que fazer em Belo Horizonte, pois na minha região não havia, e o resultado confirmou”, contou.
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Há quatro anos, a jovem descobriu que tem acalasia, também conhecida como 'megaesôfago', uma condição que dificulta a passagem de alimentos e líquidos do esôfago para o estômago e, por isso, ela está desnutrida.
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“Essa doença mudou totalmente minha vida e, depois da retirada do meu intestino, tudo piorou. Estou desnutrida, pesando poucos quilos, acamada, e tenho que andar e sair de casa de cadeira de rodas. Dependo de remédio para dormir, pois tenho crise de ansiedade. Cuidar dos meus filhos se tornou difícil".
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Neste caso, a doença foi provocada por uma infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi, causador da Doença de Chagas, que pode ser transmitida pela picada de insetos, como os barbeiros, e não tem cura.
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A incidência global da acalasia é estimada entre 1 e 2 casos a cada 100 mil pessoas, segundo um estudo publicado no Journal of Gastroenterology and Hepatology.
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Yasmin também descobriu que a acalasia foi causada por infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi, causador da Doença de Chagas, que pode ser transmitida pela picada de insetos, como os barbeiros.
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“O médico disse que provavelmente devo ter contraído quando criança e só agora os sintomas apareceram. Eu ia muito a cachoeiras quando era pequena e provavelmente fui picada lá”.
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Segundo a gastroenterologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF/Ebserh), Lívia Pamplona de Oliveira, os sintomas mais comuns são:
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disfagia - dificuldade para ingerir alimentos sólidos e líquidos;
pirose - azia;
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regurgitação;
dor torácica;
perda de peso.
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A médica ainda destaca que existem casos chamados de acalasia idiopática. “Nestes, a causa da degeneração dos neurônios do esôfago é ainda desconhecida, mas acredita-se que resulte de fatores autoimunes e genéticos", complementou.
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Como é feito o procedimento?
Para tentar controlar a situação, Yasmin vai realizar no sábado uma cirurgia menos invasiva no esôfago com o especialista Antônio Carlos Conrado, no Recife, a partir das 7h, no Hospital Guararapes.
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🔎 O tratamento para a acalasia não é curativo, mas pode melhorar os sintomas e a qualidade de vida dos pacientes, além de evitar as complicações da doença.
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A cirurgia menos invasiva que ela vai realizar é feita exclusivamente em centros especializados no país. Por isso, ela buscou um especialista de João Pessoa, na Paraíba, que realiza o procedimento em grupos na cidade do Recife. A operação é chamada 'Poem'.
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Antes de encontrar o especialista, Yasmin tentou realizar a cirurgia mais comum, chamada de 'Heller', oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, não foi aceita como candidata devido aos riscos relacionados ao peso nutricional.
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Confira abaixo como é feito o procedimento:
A cirurgia para acalasia é um procedimento que corta as fibras musculares do esfíncter esofágico inferior, facilitando a passagem de alimentos do esôfago para o estômago.
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Yasmin vai realizar a miotomia endoscópica peroral (Poem), que é feita por meio de uma endoscopia digestiva alta, que cria um 'túnel' na parede do esôfago até o músculo, que é cortado com um bisturi especial.
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A técnica é menos invasiva e pode proporcionar uma melhora na ingestão dos alimentos e na qualidade de vida, além da recuperação do peso.
Atualmente, Yasmin utiliza uma sonda para se alimentar. Depois da cirurgia, será avaliado como será a recuperação e se ela poderá comer normalmente.
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A médica Lívia Pamplona explicou ao que essa técnica é menos invasiva e pode proporcionar uma melhora na ingestão dos alimentos e na qualidade de vida, além da recuperação do peso, quando necessária, e de um menor tempo de internação hospitalar.
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Preparo para a cirurgia
Após conseguir arrecadar, por meio de doações, os R$ 22 mil necessários para pagar a cirurgia particular, Yasmin se prepara para o procedimento. Nesta semana, ela já realizou exames de sangue e radiografias.
Na sexta-feira (6), ela vai sair de Viçosa em uma ambulância para pegar um voo para o estado de Pernambuco, partindo de Belo Horizonte.
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“Com a cirurgia vou voltar a me alimentar e recuperar meu peso para ter minha vida normal”, complementou Yasmin, esperançosa com o procedimento.
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A expectativa é que ela tenha alta na próxima terça-feira (10) e volte para Minas Gerais.
Algumas informações: G1.
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