Um vídeo dramático, encenado com base em um relato real enviado por seguidores, está viralizando nas redes sociais e provocando reflexões sobre os limites da liberdade na educação de crianças e adolescentes. Na gravação, uma mãe emocionada desabafa sobre sua filha de 11 anos, que está grávida após fugir de casa por três dias. (Veja o vídeo no final da matéria)
"Eu desisto": O desabafo de uma mãe que trabalha e se sente impotente
No vídeo, a mulher, visivelmente abalada, relata que a filha sumiu de casa após arrombar a grade da janela enquanto ela dormia. A adolescente teria passado o fim de semana na casa de amigos antes de ser encontrada.
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Agora, grávida, a menina de 11 anos enfrentará as consequências de suas escolhas longe da mãe, que decidiu mandá-la morar com o pai da criança.
"Eu trabalho das 5h da manhã, deixo comida pronta, faço tudo por eles… E agora ela está grávida. Com 11 anos! Eu, na idade dela, brincava de boneca", desabafa a mãe, que trabalha como cozinheira e diz não ter apoio familiar.
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Falta de diálogo, rebeldia e os limites da responsabilidade
A narrativa expõe um conflito familiar intenso: a mãe afirma que, desde os 9 anos, a filha começou a faltar na escola, responder de forma agressiva e até vender objetos de casa – como o bujão de gás – para presentear o namorado. Sem condições de supervisioná-la o tempo todo, a mulher diz que já não consegue mais controlar a situação.
"Vão me julgar, dizer que a culpa é minha, que não eduquei direito. Mas eu trabalho para sustentar meus filhos sozinha. Como vigiar 24 horas por dia?", questiona.
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"Vai morar com o pai": A decisão polêmica
Decidida a não assumir a criação do neto, a mãe afirma que a filha será enviada para a casa do pai da criança:
"Ela vai aprender a ter responsabilidade. Se sofrer, a minha porta estará aberta, mas não vou criar o filho dela. Ela que lute."
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O relato, ainda que encenado, reflete dramas reais de muitas famílias e levanta debates sobre:
Supervisão parental x autonomia precoce
Gravidez na adolescência e abandono escolar
A culpabilização das mães em situações de rebeldia juvenil
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Reações nas redes sociais
O vídeo dividiu opiniões: enquanto alguns defendem que a mãe fez o possível dentro de suas limitações, outros criticam a decisão de "expulsar" a filha grávida. Psicólogos alertam que casos como esse exigem acompanhamento profissional, já que a adolescente é uma vítima em situação de vulnerabilidade.
E você, o que acha? A mãe errou em tomar essa atitude, ou fez o único possível diante da situação?
O vídeo é uma encenação baseada em relatos reais, mas a discussão que ele provoca é muito verdadeira. (Veja o vídeo no final da matéria)
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Erros na criação dos filhos
Apesar de não existir um manual de instruções, ou um checklist do que fazer, a verdade é que existem possíveis erros na criação dos filhos que, às vezes, nem nos damos conta de que estamos cometendo.
Por isso, buscar compreender quais comportamentos podem ser nocivos é relevante para nos munirmos de conhecimentos e oferecermos uma educação mais efetiva para os nossos filhos.
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Possíveis erros na criação dos filhos
Como dito anteriormente, às vezes nós, pais, podemos cometer equívocos na criação dos filhos, mesmo com boas intenções. Afinal, a vida não vem com manual de instruções, não é mesmo? Quem dirá com um passo a passo para criarmos os nossos filhos.
Por isso, buscar conhecimentos e informações pode ser válido neste momento. E é justamente isso que estamos fazendo, aqui, juntos. Acompanhe, a seguir, as considerações que trouxemos sobre os possíveis erros na criação dos filhos:
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1. Apresentar problemas que ainda não podem ser assimilados pelos pequenos
Esse tipo de equívoco pode sobrecarregar os pequenos diante dos problemas cotidianos da família. É o caso de expor problemas socioeconômicos para uma criança pequena que ainda não compreende a dimensão disso.
Os pais, ao demonstrarem a angústia e a tristeza frente à situação econômica, poderão desencadear efeitos emocionais nos filhos que ainda não conseguem entender e lidar com o ocorrido. Portanto, cuidado com o que é transparecido aos filhos: fique sempre atento à faixa etária deles.
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2. “Descontar” angústias nos filhos
Levantar o tom de voz, agredir verbal ou fisicamente, ignorar, demonstrar irritação descabida, entre outros comportamentos que são decorrentes de um dia estressante, pode prejudicar o bem-estar das crianças e dos adolescentes.
Se você sente que está emocionalmente abalado por algum motivo, converse com o seu filho e diga que você está irritado ou triste, e que precisa de um tempinho para se acalmar e depois conversar com ele sobre o assunto que ele precisa falar.
Assim, você deixa claro que precisa de um instante antes de resolver o problema do filho, diminuindo as chances de “explodir” e “descontar” nele.
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3. Comportamentos violentos
Sem dúvida alguma, esse pode ser considerado um dos maiores erros na criação dos filhos. Os pais que batem, xingam, ofendem, punem severamente e castigam podem estar criando marcas irreparáveis nas emoções dos filhos.
Além do mais, estudos apontam que a agressão na infância e adolescência, sofrida em casa, pode aumentar as chances de os filhos demonstrarem comportamentos infratores e desajustados. Por isso, recorrer a esse tipo de comportamento pode ser um caminho extremamente ruim, ocasionando um verdadeiro efeito rebote (MONDIN, 2008).
Afinal, muitas pessoas buscam bater nos filhos como forma de “educá-los”, mas, na verdade, o efeito contrário pode ocorrer: os filhos não são educados positivamente, mas, sim, demonstram comportamentos igualmente desajustados e agressivos na vida adulta.
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4. Discutir na frente dos filhos
Os pais podem ter problemas de relacionamento como qualquer casal, e isso é super normal. Contudo, quando esses problemas são expostos aos filhos, por meio de discussões acaloradas, com direito a xingamento e agressões, as crianças e os adolescentes poderão ficar marcadas com o que viram.
Por isso, quando houver algum problema entre o casal, o mais adequado é reservar um tempo para conversas particulares, e não na frente dos filhos. Embora algumas dinâmicas familiares possam dificultar a existência desses momentos privativos a dois, ainda assim é imprescindível tomar cuidado com os comportamentos expostos às crianças e aos adolescentes.
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5. Punir e proibir ao invés de conversar e dialogar
A punição e a proibição, infelizmente, são muito usadas pelas famílias que desejam impor limites aos filhos. O problema, aqui, não está em impor limites, mas, sim, na forma como isso acontece.
Apenas dizer “não faça isso” não é algo interessante. As crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a vida e sobre o mundo. Portanto, comunicar os motivos pelos quais algo não pode ser feito, por meio de um diálogo aberto e respeitoso, é muito mais válido e educativo do que simplesmente proibir e punir quando a proibição é burlada.
Sendo assim, buscar formas de trazer à linguagem das crianças, determinados assuntos, é mais válido do que querer impor limites de uma maneira vaga.
Lembre-se de que proibir sem explicar pode, ainda, instigar a curiosidade, levando o seu filho a cometer exatamente aquilo que você deseja que ele não faça.
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6. Autoritarismo ao invés de autoridade
O autoritarismo é completamente diferente da autoridade dos pais. No autoritarismo, a criança pode se sentir dentro de uma “ditadura”, na qual não tem voz nem espaço para pensar e precisa aceitar o que os pais desejam para não sofrer consequências normalmente agressivas, como surras e ofensas verbais.
Na autoridade, os pais demonstram uma abertura mais harmoniosa para os filhos, ouvindo-os, dando espaço para que demonstrem os seus próprios interesses e ajudando-os a entender os motivos pelos quais algo pode ou não pode ser feito.
No primeiro caso, consideramos como um dos erros na criação dos filhos pois, justamente, essa postura ditatorial pode ocasionar problemas na sociabilidade das crianças, impactos na autoestima, diminuição da autoconfiança, medo e insegurança, raiva e revolta, etc.
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7. Comparação entre os filhos e outras pessoas
Comparar os irmãos entre si e entre outras pessoas, como primos ou colegas de turma, é mais um dos erros na criação dos filhos.
A comparação pode diminuir a autoestima dos envolvidos, aumentar a rivalidade, fortalecer uma competitividade tóxica na família, e assim por diante. Por conta disso, esse comportamento não deve ocorrer no seio familiar.
Vale ressaltarmos, ainda, que cada ser humano tem o seu tempo de amadurecimento e desenvolvimento, bem como tem a sua forma própria de lidar com as adversidades da vida, com as emoções, etc. Logo, como poderíamos comparar duas histórias e situações completamente diferentes? É a mesma coisa que comparar o sabor de um sorvete com o de um churrasco – perceba a incoerência.
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8. Negligência afetiva
A negligência afetiva também pode ser considerada como um dos erros na criação dos filhos. Nós, seres humanos, somos seres sociais e necessitamos do carinho e do apoio dos nossos pares. Quando isso não acontece, podemos sofrer impactos emocionais e psicológicos bastante significativos.
Sendo assim, não demonstrar amor e afeto pelos filhos pode ser considerado um erro. Claro que não estamos dizendo que você precisa demonstrar de uma forma “grudenta”, tampouco fingir essa demonstração, visto que algumas pessoas podem ser menos propensas às demonstrações de afeto.
No entanto, deixar claro que o seu filho é importante, que você o ama e o valoriza, são algumas das medidas capazes de impedir a negligência afetiva.
Além disso, investir em tempo de qualidade, brincando, conversando e divertindo-se com o seu filho, também são formas de expressar afeto e consideração.
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9. Afastamento excessivo
Sabemos que, nos dias atuais, as rotinas estão cada vez mais corridas e sobrecarregadas. O trabalho toma um tempo significativo do dia das pessoas, resultando em um foco excessivo na atividade laboral.
Porém, quando esse tipo de ocupação excessiva atrapalha os momentos de qualidade com os filhos, podemos estar diante de um equívoco.
Portanto, separar alguns minutos do dia para conversar com as crianças, contar do seu dia e ouvir sobre o delas, entre outras medidas, podem ajudar a evitar esse afastamento excessivo.
Nem sempre será fácil, mas se você não puder estar em casa antes de os seus filhos irem para a cama, que tal telefonar? Procure alternativas para evitar um afastamento exagerado.
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10. Falta de consenso entre os pais
Demonstrar uma falta de consenso entre os pais também pode ser considerado um dos erros na criação dos filhos. Quando um pai diz “não” para algo, mas a mãe diz “sim”, a incoerência pode atrapalhar a aquisição de valores e conhecimentos por parte dos filhos.
Por isso, manter a comunicação no relacionamento para que ambos tomem as decisões em conjunto, visando a coerência e evitando que um desautorize o outro, é um caminho mais saudável e que pode prevenir problemas.
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11. Desvalorizar as emoções dos filhos
As emoções não existem por “existir”. Elas têm funções no ser humano. Elas nos ajudam a reorganizar a nossa vida, a tomarmos decisões, a reagirmos em alguns casos, e assim por diante.
Por isso, acolher as emoções dos filhos é uma forma saudável de fortalecer a inteligência emocional destes. Já a desvalorização pode ser um grande erro, que pode resultar em uma sobrecarga emocional, problemas para lidar com o que se sente, baixa autoestima ao ser desvalorizado, e assim por diante. Cuidado com esse comportamento.
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Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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