Por: Cerqueiras Notícias

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O coração dele não era normal’, diz médico de Campo Grande sobre João Carreiro

Médico cardiologista do hospital onde João Carreiro morreu explica o que aconteceu com o cantor durante a cirurgia.

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Cardiologista do Hospital do Coração em Campo Grande, onde João Carreiro passou pela cirurgia para colocada de válvula no coração, o médico Jandir Gomes prestou esclarecimentos sobre a morte do sertanejo. Em coletiva de imprensa, o especialista disse que o coração do cantor “já não era normal”.

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Conforme o especialista, a cirurgia de João Carreiro demorou cerca de 12 horas e a morte foi uma fatalidade. “Foi uma fatalidade, infelizmente o João entrou para estatística de cerca de 3% de pacientes que morrem em cirurgias cardíacas”, relatou o doutor.

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João Carreiro tinha uma condição cardíaca chamada de prolapso da válvula mitral, popularmente conhecida como sopro. De acordo com Jandir, o anel da válvula mitral do artista estava calcificado e seu prolapso estava com uma degeneração, provavelmente, há muitos anos.

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Ainda assim, segundo o médico, a morte de João Carreiro foi ocasionada por mais de uma causa.

“A maior parte dos casos de prolapso nas pessoas é assintomático. Prolapso é um afrouxamento da válvula (do coração), que até 10% da população têm e precisa tratar. No caso do João, pode ter sido um problema desde a infância, que foi evoluindo ao longo da vida. Ele tinha um prolapso, que é uma doença estrutural no coração. O coração dele já não era normal, o órgão já tinha uma dilatação fora do comum”, explicou Jandir Gomes.

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Segundo o cardiologista, o sertanejo teve febre reumática durante a cirurgia, febre esta que afeta a válvula do coração. Depois das 12 horas na mesa de operação, o coração do cantor teve uma falência e não conseguiu retomar os batimentos. João Carreiro faleceu na noite de quarta-feira, aos 41 anos.

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Em 30 anos, taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares cai no Brasil e no RS
Dia Mundial do Coração coincide com 78° Congresso Brasileiro de Cardiologia que acontece até sábado na capital gaúcha.

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A celebração do Dia Mundial do Coração, comemorado em 29 de setembro, coincide com a realização do segundo dia do 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que acontece entre os dias 28 e 30 de setembro, em Porto Alegre.

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Irmãos Gonçalves

O evento, que historicamente compartilha com cardiologistas de todo o país novidades em diagnóstico, tratamentos, dados epidemiológicos e estratégias de controle dos fatores de risco cardiovascular, tem contribuído para redução de importantes indicadores relacionados à incidência e à mortalidade por doenças cardíacas no Brasil.

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Dados extraídos dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, compilados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), demonstram que ainda que a incidência e a mortalidade por doenças cardiovasculares tenham aumentado exponencialmente, em um intervalo de 30 anos (1990-2019) as taxas padronizadas por 100 mil habitantes vêm apresentado progressiva melhora, com reduções significativas, o que demonstra os avanços e benefícios de novos e modernos tratamentos que hoje compõem o arsenal do cardiologista.

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“As inovações na cardiologia acontecem a todo instante e canais são importantes para atualização profissional como o Congresso Brasileiro de Cardiologia, que acontece há 78 anos, e outros como a Universidade do Coração, por exemplo”, afirma oCardiologista da PUCRS, Paulo Caramori.

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Números
Se em 1990 o número absoluto de incidências de novos casos de doenças cardiovasculares ficou em aproximadamente 594 mil pessoas, em 2019, este número se aproximou de 1,1 milhão de indivíduos, o que corresponde a um aumento proporcional da população brasileira.


 

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Entretanto, enquanto tínhamos uma taxa de incidência por 100 mil habitantes de 593,7 indivíduos em 1990, em 2019 a taxa caiu para 475 pessoas. Esta queda foi observada em todos os estados. O único estado que manteve taxas de incidência acima dos 500 indivíduos foi Minas Gerais.

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No Rio Grande do Sul, estado sede do 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia, a taxa de incidência de doenças cardiovasculares caiu de 615,4 para 482,5, o que representa uma queda de 21,59%.

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W Aluminium


Quando observamos incidência de mortalidade por doenças cardiovasculares, que vale observar, é a maior causa de morte no Brasil, também apresentou queda. Em relação aos números absolutos, enquanto em 1990, 269,7 mil pessoas morreram de doenças cardíacas, em 2019 esse número chegou a 397,9 mil. Hoje, por sua vez, este número já ultrapassa a marca dos 400 mil. No mundo, morrem todos os anos mais de 7 milhões de pessoas.

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Porém, ao se observar a taxa por 100 mil habitantes, nota-se forte redução na comparação entre 1990 e 2019. Neste intervalo, caiu de 355,4 para 175,7, o que representa uma redução de 50,56%.

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Mundo das Utilidades


Os estados em que a taxa de mortalidade se encontra acima de 200 pessoas por 100 mil habitantes são Alagoas, Maranhão, Pernambuco e Tocantins.

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No Rio Grande do Sul, morreram 19,7 mil pessoas por problemas do coração em 1990, ano em que a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes cravou a taxa de 360,4. Já em 2019, morreram 25,7 mil gaúchos de doenças cardiovasculares, por conta do aumento da população no estado, mas a taxa de mortalidade ficou em 168,3, o que representa uma redução de 53,30%.

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“Proporcionalmente, os números mostram um grande avanço graças a vários fatores positivos combinados. Como cardiologista intensivista, o acesso a procedimentos cada vez mais eficientes tem crescido substancialmente. Entretanto, precisamos avançar nos cuidados com a prevenção para que possamos ter impacto nos números absolutos”, analisa.

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BibiCar

Doenças Cardiovasculares que mais matam
A doença isquêmica do coração, o infarto do miocárdio, é a mais mortal entre todas as doenças cardiovasculares no Brasil e no mundo. Em 2019, morreram 75 pessoas por infarto por 100 mil habitantes, seguido das doenças cerebrovasculares com 58 mortes por 100 mil habitantes e pela cardiopatia hipertensiva, que ocasionou 13,4 mortes por 100 mil habitantes.

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A cardiomiopatia e a miocardite, somadas as doenças cardiovasculares circulatórias, fecham o grupo das cinco doenças cardiovasculares que respondem pelo maior número de óbitos no país com 9,4 e 4,6, respectivamente.

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A diminuição na mortalidade por doenças cardiovasculares em estados como o Rio Grande do Sul também é reflexo de melhorias nos índices socioeconômicos e no acesso a médicos cardiologistas e centros especializados. A evolução do PIB per capita, o declínio da mortalidade infantil, o maior nível educacional e o IDH mostram uma nítida correlação com a redução da mortalidade por doenças do coração.

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A falta de conhecimentos sobre os fatores de risco pode comprometer os indicadores de doenças cardiovasculares. “Datas como o Dia Mundial do Coração são relevantes por apresentarem uma oportunidade de conscientização”, pontua Caramori.

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Irmãos Gonçalves

Fonte: UOL / Portal Cardiouol


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