Por: Cerqueiras Publicidades

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Padrasto Orientava Mãe por Zap sobre como Torturar Bebê com Água Quente

Mensagens interceptadas pela Polícia Civil mostram que padrasto dizia para mãe da vítima realizar afogamentos com intervalos de 5 minutos

Agressões com colher de pau, isolamento, caminhadas forçadas na madrugada e submersões do rosto em água quente. Essas foram algumas das violências sofridas por um bebê de 1 ano, que foi torturado pela própria mãe, de 20 anos, e o padrasto, de 33, em São João da Boa Vista (SP), segundo a Polícia Civil.

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O casal Thiago Willians Gutian Leal e Ana Julia de Carvalho Neves foi preso preventivamente na segunda-feira (31 de agosto) por tortura e tentativa de homicídio. A violência durou pelo menos 4 meses.

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Foto: Reprodução Redes Sociais

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A defesa do casal informou que não teve acesso aos laudos que resultam na prisão e que vai demonstrar a realidade do ocorrido no processo.

Após a prisão da mãe e do padrasto, o menino está sob cuidados do pai biológico. Ele disse que se emocionou ao reencontrar a criança.

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1. Como a polícia soube do caso? 
Conforme apurado pelo g1, o caso foi denunciado à polícia pela advogada do pai da criança e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

Inicialmente, o caso era tratado como uma possível queda acidental, mas passou a ser investigado como lesão corporal e maus-tratos.

Foto: Polícia Civil / Divulgação

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2. Como foram as investigações? 
Durante os trabalhos investigativos, a Polícia Civil de São João da Boa Vista ouviu testemunhas, analisou documentos médicos da criança, além de exames periciais e também averiguou dados que foram extraídos dos celulares da mãe e do padrasto da vítima.

Com base nessas informações, a polícia concluiu que a criança foi submetida a episódios de violência física e psicológica há pelo menos 4 meses.

Celular da mãe e do padrasto foram apreendidos pela Polícia Civil de São João da Boa Vista, SP — Foto: Polícia Civil

Foto: Polícia Civil / Divulgação

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3. O que a mãe e o padrasto faziam com a criança? 
Segundo a polícia, a criança era vítima de privação de sono, administração de medicamento controlado sem prescrição médica, agressões físicas, isolamento como forma de castigo, submersões da cabeça em água quente, além de outras práticas violentas.

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"O casal trocava mensagem entre eles e o padrasto orientava a mãe como agir. A criança era trancada no banheiro nua e apanhava com uma colher de pau. Era ministrado um medicamento de tarja preta, o Diazepam, para que essa criança dormisse, ela [era submetida a] caminhadas forçadas durante a madrugada e o mais grave: enforcamento e submersão em uma bacia com água quente por reiteradas vezes. Conforme as mensagens, [a submersão era] de 5 em 5 minutos", afirmou o delegado Fabiano Antunes de Almeida, responsável pelas investigações.

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O delegado afirmou ainda que a criança era sufocada com uma toalha para que não chorasse. "O casal aumentava o volume da televisão ou do rádio para que os vizinhos não ouvissem o choro da criança".

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O episódio mais grave teria ocorrido em 19 de junho, quando o menino apresentou traumatismo craniano grave, hematoma subdural - que é o acúmulo de sangue entre a superfície do cérebro e a dura-máter, a membrana externa e resistente que reveste o cérebro, e extensas hemorragias retinianas - sangramento na retina ou interior dos olhos.

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A vítima chegou ao atendimento médico com rebaixamento extremo do nível de consciência e evoluiu para parada cardiorrespiratória, sendo necessária internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A criança teve alta após 1 mês e ficou sob os cuidados do pai.

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4. O que apontou o exame médico?

De acordo com a polícia, o exame médico apontou que o quadro da criança era compatível com trauma craniano abusivo, afastando tecnicamente a hipótese de acidente doméstico.

Os elementos reunidos também apontaram possíveis tentativas de ocultação de vestígios e ajuste de versões.

Medicamentos controlados e bacia foram apreendidos na casa de mãe e padrasto de criança vítima de maus-tratos em São João da Boa Vista — Foto: Polícia Civil

Foto: Polícia Civil / Divulgação

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5. Por que a mãe e o padrasto foram presos? 
Os fatos passaram a ser investigados como tortura e tentativa de homicídio qualificado contra menor de 14 anos, tendo a Justiça decretado a prisão temporária da mãe e do padrasto da vítima pelo prazo de 30 dias.

Policiais civis de São João da Boa Vista cumpriram os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão relacionados à investigação envolvendo atos de violência praticados contra o menor, na última segunda-feira (31).

Durante o cumprimento das buscas, foram apreendidos medicamentos controlados, uma colher de madeira, uma máquina de choque, uma arma falsa, uma algema, aparelhos celulares e uma bacia plástica. Os objetos serão analisados para continuidade das investigações.

A mãe e o padrasto da vítima foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade e permaneceram à disposição da Justiça.

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6. O que falta esclarecer? 
De acordo com a polícia, as investigações prosseguem para esclarecimento da dinâmica dos fatos e entender qual foi a participação de cada investigado, a mãe e o padrasto, no crime.

A arma e a algema não teriam relação com o fato, mas o uso desses objetos será investigado.

Arma falsa foi apreendida na casa de mãe e padrasto de criança vítima de maus-tratos em São João da Boa Vista — Foto: Polícia Civil

Foto: Polícia Civil / Divulgação

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7. O que diz a defesa do casal? 
A defesa do casal informou que não teve acesso aos laudos que resultam na prisão e que vai demonstrar a realidade do ocorrido no processo.

Algumas informações: Metrópoles / EPTV

Síntese da matéria: 
🚨 O Fato: Uma mulher de 20 anos e seu companheiro, de 33, foram presos sob a acusação de torturar e tentar assassinar o filho dela, um bebê de apenas 1 ano de idade. 
📍 Onde e Quando: As prisões temporárias foram realizadas na segunda-feira (31 de agosto), na cidade de São João da Boa Vista (SP). 
📱 As Agressões: A Polícia Civil descobriu, por meio de mensagens interceptadas, que o padrasto orientava a mãe via aplicativo a torturar a criança. As violências contínuas incluíam agressões com colher de pau, asfixia com toalha, privação de sono, ingestão forçada de remédios controlados (Diazepam) e submersões da cabeça do bebê em água quente a cada 5 minutos. 
🏥 A Descoberta: O crime foi revelado após o menino ser internado na UTI com traumatismo craniano grave e sofrer uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica e pericial descartou a possibilidade de acidente doméstico. 
⚖️ Desfecho: O casal é investigado por tortura e tentativa de homicídio qualificado. Na residência, a polícia apreendeu a bacia utilizada, medicamentos, máquina de choque e outros objetos. O bebê, após um mês de internação, sobreviveu e agora está sob a guarda segura do pai biológico. A defesa dos acusados afirma que demonstrará a realidade dos fatos no processo.


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