Diferente de qualquer outro órgão do corpo, nosso intestino pode funcionar sozinho. Tem sua própria autonomia para tomar decisões, não precisa que o cérebro te diga o que fazer.
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O que "governa" o intestino é o chamado sistema nervoso entérico (SNE), que é uma "sucursal" do sistema nervoso autônomo do corpo - o responsável por controlar diretamente o sistema digestivo.
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Esse sistema nervoso se estende pelo tecido que reveste o estômago e o sistema digestivo e possui seus próprios circuitos neurais.
Embora funcione de forma independente, ele se comunica com o Sistema Nervoso Central (SNC) através dos sistemas simpático e parassimpático.
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Foto: Reprodução
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Em trecho de artigo publicado no site da Dra. Paula Dall Stella, especialista em medicina funcional: “A interação intestino-cérebro é tão intensa que aproximadamente 90% da serotonina (neurotransmissor que atua regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardiaco, dentre outras funções) e 50% da dopamina (neurotransmissor do controle motor, prazer, humor, atenção, dentre outras funções) são produzidos pelas bactérias do seu intestino.”
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Por isso, quando o intestino está saudável, tudo é alegria, por assim dizer. As linhas de comunicação entre o cérebro fluem perfeitamente. A serotonina é produzida em níveis adequados, os sinais de fome e saciedade são enviados no tempo certo, os nutrientes são sintetizados com eficiência e assim por diante.
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Como resultado, você se sente energizado, calmo e de bem com a vida. Isso também contribui para responder melhor ao estresse mental e manter uma atitude mais equilibrada. E esse sentimento consistente e despretensioso de "feliz sem motivo" é a saúde intestinal.
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Saiba porque o intestino é considerado o segundo cérebro e como mantê-lo saudável
O intestino não precisa do cérebro para ‘tomar decisões’, ele possui um sistema nervoso autônomo, que permite funcionar “sozinho”, independente do Sistema Nervoso Central (SNC).
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O órgão é chamado de segundo cérebro por especialistas devido a ser constituído por, pelo menos, meio bilhão de neurônios. De fato, mais do que apenas processar a comida que ingerimos, o intestino saudável é a chave para o bem-estar geral do corpo.
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“O intestino produz neurotransmissores, como mensageiros, que são importantes para o bem-estar do organismo e podem, inclusive, influenciar em distúrbios psiquiátricos”, explica a gastroenterologista Amanda Rosa Leal de Oliveira, médica cooperada da Unimed João Pessoa.
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Segundo ela, o órgão é essencial para a integridade de todo o organismo, graças às várias funções que ele desempenha. Por isso, hábitos que o mantenha saudável consequentemente refletirão em todo o corpo.
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“Uma dessas funções é a produção do hormônio serotonina, também produzido no cérebro, que é responsável pela sensação de bem-estar e relaxamento”, conta.
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O intestino também é um aliado para manter a imunidade alta. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), é nele que vivem cerca de 70% das células imunológicas.
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Sendo assim, uma pessoa com problemas intestinais está mais vulnerável às doenças comuns. Por outro lado, uma dieta equilibrada ajuda a melhorar o microbioma intestinal. Quanto mais diversificada a dieta, melhor a saúde intestinal.
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CUIDADOS
O gastroenterologista, Pedro Ferreira Filho, destaca que o intestino tem uma flora riquíssima, com inúmeros microorganismos, responsáveis por regular diversas funções do organismo e é preciso estar atento aos sinais de que algo não está bem.
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“O surgimento de alterações do hábito intestinal como constipação, conhecida como prisão de ventre, diarreia, dores abdominais ou perda de sangue pelas fezes, são alertas e é importante consultar um especialista para investigar os sintomas”, diz.
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“Uma alimentação saudável, rica em fibras, frutas, legumes e bastante água, evitando o excesso de carne vermelha e frituras são hábitos importantes a serem seguidos. Assim como a prática regular de atividades físicas e evitar o ganho de peso”, orienta Pedro Ferreira Filho.
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Veja dicas para melhorar a saúde digestiva e o microbioma intestinal:
- Diversifique a alimentação;
- Adicione alimentos ricos em fibras e reduza carboidratos e açúcares;
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- Mastigue devagar;
- Identifique e trate intolerâncias alimentares;
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- Faça, pelo menos, cinco refeições por dia e não pule o café da manhã;
- Pratique atividades físicas;
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- Reduza o nível de stress;
- Evite álcool, cafeína e comidas apimentadas, caso tenha algum sintoma de problema intestinal;
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- Durma melhor;
- Beba bastante líquido, de preferência mais de 1,5 litro por dia.
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