Governo reduz previsão de oferta de carne para a mesa do brasileiro, os números são da Campanha Nacional de Abastecimento.
O preço dos alimentos no Brasil segue em alta. Na parcial de 2024, a inflação dos produtos alimentícios está mais que o dobro acima do índice geral do país.
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“Um ano e três meses depois de ter tomado posse, o que Lula tem a oferecer aos brasileiros é uma inflação dos alimentos que ultrapassa o dobro da inflação oficial. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 1,25% em janeiro e fevereiro, enquanto os preços dos alimentos subiram quase 3% no período.
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Desde outubro do ano passado, a inflação dos alimentos registrou aceleração, multiplicando-se por seis. Somente em 2023, o arroz ficou quase 30% mais caro no supermercado. O preço do azeite de oliva subiu 37%. O da abobrinha, quase 45%. O do morango, incríveis 75%.”
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Os preços dos alimentos consumidos nos domicílios das famílias brasileiras vêm subindo acima da inflação desde outubro do ano passado. E, só este ano, em janeiro e fevereiro, a alta chega a 2,95% - ou seja, mais que o dobro do 1,25% do IPCA, índice oficial de inflação deste ano.
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Não por acaso o tema entrou no radar do presidente Lula, que realizou uma reunião ministerial para discutir os preços dos alimentos.
Em fevereiro, a alta de preços foi puxada por cebola, batata-inglesa, frutas, arroz e leite longa vida. No ano, o preço da batata-inglesa já subiu 38,24 e da cenoura, 56,99%.
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Foto: Reprodução
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Ao divulgar os dados da inflação de fevereiro, André Almeida, gerente da pesquisa do IBGE, explica que os preços dos alimentos, principalmente in natura, tem sido impactados pelo clima desde o fim do ano passado. Já há uma desaceleração das altas, mas ainda assim os alimentos têm ficado mais caros:
— No final do ano passado e início desse ano, tivemos um efeito mais intenso por conta do El Niño. Tivemos muitas ondas de calor, um volume de chuvas muito acima do tradicional.
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A alta nos alimentos atingiu alguns itens com forte presença na mesa dos brasileiros. Veja alguns exemplos de preços que subiram mais de 10% este ano:
- Cenoura: 56,99%
- Batata-inglesa: 38,24%
- Banana prata: 17,45%
- Feijão carioca: 15,27%
- Feijão preto: 11,95%
- Arroz: 10,32%
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Apesar da alta recente, o aumento nos preços dos alimentos ainda está distante do pico de 17,5% em 12 meses alcançado em julho de 2022, destaca Alberto Ramos, economista do Goldman Sachs. Em fevereiro, a alta anualizada dos alimentos estava em 1,77%.
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Governo reduz previsão de oferta de carne para a mesa do brasileiro
As novas previsões do governo reduzem a estimativa para oferta de carne no mercado brasileiro em 2024. São quase 2 quilos a menos por habitante, em comparação à projeção anterior.
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O governo federal realiza as projeções sobre a oferta de carne do agro brasileiro por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O órgão divulgou os dados no início do mês de abril.
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A redução ocorre mesmo com o crescimento da produção. Os principais motivos são os aumentos da população e da exportação, em comparação a 2023.

Foto: Reprodução
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De um ano para o outro, a quantidade de residentes no país deve aumentar 1 milhão de habitantes, segundo as estimativas oficiais. Ao mesmo tempo, a quantidade exportada ganhará um incremento de 250 mil toneladas.
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Produção de carne do agro brasileiro
De acordo com a Conab, o Brasil produzirá por volta de 31 milhões de toneladas de proteína animal ao longo de 2024, somando as três principais fontes: bovinos, suínos e aves. Trata-se do aumento de quase 1 milhão de toneladas sobre o resultado de 2023.
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O mercado externo deve consumir 21 milhões de toneladas — os 9 milhões de toneladas restantes terão o mercado externo como destino. Pelos números, do governo a carne de frango é mais produzida pelo agro brasileiro.
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As aves respondem por metade da produção de proteína animal do Brasil. A segunda posição é dos bovinos (pouco mais de 9 milhão de toneladas), seguidos dos suínos (5,5 milhões de toneladas).

Foto: Reprodução
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Conab prevê ainda menos grãos no mercado
No primeiro levantamento sobre a safra de grãos de 2024, a Companhia Nacional de Abastecimentos (Conab) estimou um novo recorde de produção. Porém, com o passar do tempo, o otimismo deu lugar à preocupação. De lá para cá, os números caíram ininterruptamente em todas as publicações mensais — e a previsão mais recente mostra a queda brusca da colheita.
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A primeira previsão, divulgada em outubro de 2023, previu a colheita de 317,5 milhões de toneladas de grãos. No sexto levantamento sobre a safra de grãos de 2024, publicado terça-feira 12, a projeção de produção caiu para 295,6 milhões de toneladas. Assim, agora o mais provável é a redução de 7,6%.
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Caso os números se confirmem, serão 24 milhões de toneladas a menos. É como se 86% de toda a colheita de Mato Grosso do Sul no ano anterior sumisse. Trata-se do quinto maior produtor dessas culturas no Brasil.

Foto: Reprodução
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Maiores quedas na safra de grãos de 2024
De acordo com o relatório da Conab, a maior parte da queda está ligada a dois grãos: soja e milho. A redução é de 7,7 milhões de toneladas e 19 milhões de toneladas, respectivamente. Reconhecidos como os carros-chefes do agronegócio brasileiro, são itens de ampla aplicação em diversas cadeias produtivas — o que inclui a indústria.
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O milho é matéria-prima, por exemplo, para a geração de etanol. Por volta de 18% de toda a produção desse biocombustível de 2024 virá dessa fonte. A indústria de alimentos também utiliza esse grão na fabricação de massas, cervejas, farinhas, doces, rações animais etc.
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A soja, por sua vez, é matéria-prima para a geração de outro biocombustível — o biodiesel. Contudo, sua ampla aplicação se estende por indústrias de farinhas, embutidos, enlatados, doces como chocolates, automobilismo e até mesmo saúde. É também a principal fonte de proteína para a engorda de aves e suínos no Brasil. Ou seja: ela garante a maior parte da oferta de carne para o mercado interno.
Em conjunto, soja e milho respondem por quase 90% da produção de grãos do Brasil.

Foto: Reprodução
Algumas informações: Revista Oeste
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