Por: Cerqueiras Publicidades

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"Roubei mais de 100 bancos e não tenho onde morar": A ascensão e a queda de "Coroa", o terror do Nordeste

No dia 27 de abril de 2025, uma cena inusitada chamou a atenção no município de Apodi, localizado no sertão do Rio Grande do Norte. Um senhor de 67 anos, de passos lentos e aparência inofensiva, atravessou a porta giratória da agência do Banco do Brasil. Pela primeira vez em décadas, Pedro Rocha Filho entrava em uma instituição financeira sem empunhar uma arma e sem a intenção de levar o dinheiro do cofre.

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Para os funcionários mais jovens e clientes presentes, ele era apenas mais um idoso buscando atendimento. Contudo, para as autoridades e para a memória histórica da segurança pública nordestina, aquele homem era o infame "Coroa", um dos assaltantes de bancos mais temidos e procurados das últimas décadas na região.

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O episódio em Apodi simbolizou um contraste brutal entre o passado violento e o presente melancólico de Pedro. Durante o auge de sua carreira criminosa, sua presença em um banco era sinônimo de pânico, reféns sob a mira de fuzis e cercos policiais cinematográficos. Desta vez, o que se viu foi um homem emocionado, revisitando o local de seus crimes não como algoz, mas como um cidadão comum e arrependido.

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A trajetória de "Coroa" no mundo do crime é digna de roteiros de filmes de ação, embora com um desfecho muito mais realista e cruel. Ele liderou quadrilhas especializadas no que hoje se chama de "Novo Cangaço", aterrorizando cidades do interior com táticas de guerrilha para subtrair grandes somas de dinheiro.

Foto: Reprodução

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Ao todo, estima-se que Pedro Rocha Filho tenha participado de mais de 100 assaltos a agências bancárias. Sua área de atuação não se limitava a um estado; ele e seus comparsas cruzavam fronteiras, realizando ataques coordenados no Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pernambuco, desafiando as forças de segurança estaduais.

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A audácia de suas ações rendeu-lhe notoriedade nacional. Durante anos, seu rosto estampou cartazes de "procurado" e foi destaque em manchetes policiais de grandes jornais. Sua fama chegou ao ponto de ser tema de reportagens no programa Linha Direta, da TV Globo, que reconstituía crimes de grande repercussão no país.

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Entretanto, a matemática do crime provou-se falha para "Coroa". Apesar de ter movimentado quantias incalculáveis de dinheiro ao longo de décadas de assaltos bem-sucedidos, a riqueza obtida de forma ilícita evaporou. Não houve construção de patrimônio, nem garantia de futuro.

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A frase dita por ele recentemente ecoa como um aviso amargo para quem vê no crime uma oportunidade de ascensão: "Roubei mais de 100 bancos e não tenho onde morar". O resumo de sua vida cabe nessa sentença, que expõe a futilidade de anos dedicados à criminalidade.

Foto: Reprodução

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A justiça, eventualmente, cobrou seu preço. Pedro Rocha Filho foi condenado a uma pena total de 131 anos e oito meses de prisão. Deste montante, ele cumpriu 26 anos, oito meses e cinco dias em regime fechado, pagando com a liberdade pelos momentos de terror que infligiu a terceiros.

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Sua cronologia prisional começou cedo, com a primeira detenção ocorrendo em dezembro de 1988. Após fugas e reincidências, sua carreira foi definitivamente interrompida em 2002, no estado de Alagoas, quando foi capturado em uma operação da Polícia Federal. Desde setembro de 2021, devido à idade e ao tempo cumprido, ele obteve o direito à prisão domiciliar.

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Essa história complexa foi recentemente documentada no livro “Pedro Rocha – A história de um dos mais temidos assaltantes de bancos do Nordeste”. A obra foi escrita por Márcio Moraes, que possui uma perspectiva única sobre o caso: ele é jornalista e também policial penal.

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Para a produção do livro-reportagem, Moraes conseguiu uma autorização judicial rara. Ele levou "Coroa" de volta aos cenários de seus crimes, visitando antigos esconderijos no meio da caatinga e agências bancárias que foram alvo de suas quadrilhas no passado.

Foto: Reprodução

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Foi durante uma dessas visitas, em Apodi, que a ficha de Pedro realmente caiu. Ao entrar no banco legalmente, protegido pela lei em vez de ser caçado por ela, o ex-assaltante não conteve a emoção. A lembrança de que aquele espaço servia apenas para seus atos violentos contrastou com sua nova realidade de liberdade vigiada.

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Hoje, a vida do homem que já teve milhões nas mãos é marcada pela escassez. Pedro Rocha Filho vive na periferia de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Sua residência é uma casa simples, desprovida de luxos e com poucos móveis, um cenário muito distante da ostentação que o dinheiro do crime poderia sugerir.

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Mundo das Utilidades

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Sua subsistência depende da caridade familiar. O aluguel de seu imóvel é pago por uma irmã, já que ele não possui renda nem aposentadoria. A situação de pobreza extrema é o saldo final de uma vida inteira dedicada ao roubo de patrimônio alheio.

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Além das perdas materiais, há o custo familiar. Pai de cinco filhos, "Coroa" admite, segundo relatos do autor do livro, que falhou em investir na educação e no futuro deles com o dinheiro que roubou. O legado deixado para a família foi o estigma e a ausência causada pelos longos anos de cárcere.

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BibiCar

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Atualmente assistido pela Defensoria Pública, Pedro Rocha Filho tornou-se um exemplo vivo do fracasso da vida criminosa. Longe de qualquer glamour, ele passa seus dias refletindo sobre as escolhas erradas e o tempo perdido atrás das grades.

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Sua conclusão é definitiva e serve de alerta para as novas gerações que flertam com a ilegalidade. Para o homem que roubou mais de cem bancos, o crime não trouxe retorno, não garantiu conforto e, nas suas próprias palavras, nada do que fez valeu a pena.

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Irmãos Gonçalves

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Algumas informações:  Portal TPower

📝 Síntese da Matéria
👴 Ascensão e Queda: A matéria conta a história de Pedro Rocha Filho, o "Coroa", ex-assaltante de 67 anos responsável por mais de 100 roubos a banco no Nordeste.
⚖️ Condenação: Sentenciado a mais de 131 anos de prisão, Pedro cumpriu cerca de 26 anos em regime fechado e obteve prisão domiciliar em 2021.
🏚️ Realidade Atual: O texto contrasta o passado de grandes roubos com a atual extrema pobreza do ex-criminoso, que vive na periferia de Mossoró (RN) e depende da ajuda da irmã.
📚 Registro: A trajetória virou livro do jornalista e policial penal Márcio Moraes, que levou Pedro a revisitar locais de seus crimes, gerando momentos de emoção e arrependimento.
🚫 Lição: A narrativa reforça a mensagem de que o crime não compensa, mostrando a decadência financeira e social de quem viveu fora da lei.


A Palavra Morde no Portal

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