A polícia investiga a hipótese de que Jardel, de forma deliberada, tirou a vida dos próprios filhos como represália ao fim do relacionamento com a mãe das crianças. A ex-esposa possuía uma medida protetiva contra ele, mas Jardel mantinha o direito de visitar os filhos.
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Na noite da quarta-feira, 12 de março, uma tragédia chocante abalou a Serra Gaúcha, na rodovia ERS-446. Jardel Oliveira dos Santos, ao invadir a pista oposta, colidiu frontalmente com um caminhão, resultando em sua morte e na de seus dois filhos gêmeos, Vicente e Bernardo Oliveira dos Santos, de apenas seis anos.
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O que, à primeira vista, poderia ser considerado um trágico acidente, ganhou contornos ainda mais sombrios com a suspeita de que o ato foi premeditado, uma possível vingança contra a ex-esposa.
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Foto: Guilherme Kalsing/Estação FM
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Entenda o caso:
A polícia investiga a hipótese de que Jardel, de forma deliberada, tirou a vida dos próprios filhos como represália ao fim do relacionamento com a mãe das crianças.
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A ex-esposa possuía uma medida protetiva contra ele, mas Jardel mantinha o direito de visitar os filhos. Na terça-feira, 11 de março, ele adiantou sua visita, pegou os gêmeos na escola por volta das 17h e prometeu devolvê-los ao meio-dia do dia seguinte.
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No entanto, após cortar o contato e ignorar ligações, a mãe, temerosa, registrou uma ocorrência na polícia.

Foto: CRBM
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Comportamento Suspeito
O comportamento de Jardel nos momentos que antecederam a tragédia chama a atenção.
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Ele circulou sem rumo com os filhos, sem um destino claro, até o momento do choque fatal. Além disso, na manhã de quarta-feira, um incêndio foi registrado em sua casa, reforçando a tese de premeditação. Esses indícios levam a crer que o ato foi planejado, com o objetivo de causar dor extrema à ex-esposa.
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A Hipótese da Vingança
A hipótese de que Jardel lançou o carro contra o caminhão de forma intencional, levando consigo os filhos, é avassaladora.

Foto: Reprodução Redes Sociais
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A pergunta que ecoa é: como um pai pode esquecer que aquelas crianças eram parte de si, sangue do seu sangue? Como a obsessão e o ódio podem cegar a ponto de anular o instinto de proteção e cuidado?
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Se confirmada a intenção de Jardel, a tragédia revela não apenas um ato de violência extrema, mas também a face mais cruel do machismo e da possessividade. Usar os filhos como instrumento de vingança é o ápice da desumanidade. É o grito de um egoísmo que não aceita a perda, que prefere destruir a ver o outro seguir em frente.
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O Impacto da Tragédia
Para a mãe de Vicente e Bernardo, resta o suplício de saber que seus filhos foram arrancados dela de forma tão brutal.
Foto: Reprodução
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A dor de perder os filhos é incomensurável, mas a forma como isso aconteceu torna a situação ainda mais insuportável. A tragédia serve como um alerta para a sociedade sobre os perigos da violência doméstica e da cultura de posse que ainda assombra tantas relações.
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Relato da Advogada do Pai dos Gêmeos
"Faço questão de dizer que ele sempre amou muito os filhos", diz advogada que representou pai de gêmeos mortos em acidente.
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Conforme relatos do avô materno dos gêmeos, o pai perdeu a guarda compartilhada dos filhos após uma medida protetiva da ex-esposa contra ele. A ordem judicial foi renovada no fim do ano passado e estava vigente. Testemunhas dizem que Jardel teria ficado transtornado após o fato.
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O relato é contestado pela advogada Gabriela de Freitas Alves, que o representava no processo em busca da guarda compartilhada de Vicente e Bernardo. “As perícias judiciais indicavam que Jardel sempre foi um pai presente e dedicado, lutando incansavelmente pelo direito de participar da vida dos filhos.”
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Gabriela diz não acreditar que o acidente foi premeditado pelo antigo cliente. “Faço questão de dizer que ele sempre amou muito os filhos e demonstrou interesse total no bem-estar deles.”
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A advogada detalha que Jardel teve a iniciativa de pedir o divórcio. “Desde então, manteve-se firme em sua escolha, sem jamais demonstrar qualquer ressentimento ou intenção de retaliação. Seu único desejo era viver em paz e continuar participando da vida de Vicente e Bernardo.”
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Ainda de acordo com Gabriela, ela está em contato com a Delegacia de Parobé. “Estou à disposição para auxiliá-los no que for possível e espero que a investigação indicando as causas do acidente sejam rápidas.”
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Em uma publicação no dia 6 de janeiro, o homem declarou seu amor aos filhos. “Nunca deixem que ninguém apague a sua luz. Vocês são um presente que eu tenho a sorte e orgulho de ter todos os dias. Amo vocês infinitamente nessa vida e na próxima. Com todo o amor do mundo, Papai Jardel.”
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Reflexão Final
Não há amor nessa história. Amor não mata, não destrói, não usa crianças como moeda de troca. O que moveu Jardel, se comprovada a intenção, foi o ódio, a incapacidade de lidar com a rejeição e o desejo doentio de controlar e punir.
Só não chamem de amor. Isso é ódio.
Algumas informações: Fabrício Carpinejar, Rio Grande do Sul. / ABC+
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