A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) publicou, na sexta-feira (12 de abril), novas diretrizes para o diagnóstico da hipertensão. A principal recomendação é que os médicos não usem apenas a medição feita no consultório para definir se um paciente é hipertenso, mas avaliem também as medições feitas longe do ambiente hospitalar.
Para algumas pessoas, estar diante de um médico pode ser um momento tenso. A expectativa por resultados de exames é um fator de estresse, que pode causar alterações no ritmo cardíaco e na pressão arterial dentro do consultório. Esta situação, conhecida como hipertensão do avental branco (HAB), pode levar a diagnósticos errados e uso desnecessário de medicações.
O documento publicado nesta sexta aponta que o diagnóstico final deve se basear também no exame de monitorização ambulatorial da pressão arterial (Mapa) ou na monitorização residencial da pressão arterial (MRPA).
“Estamos destacando a importância de medir a pressão fora do consultório, quer seja pelo Mapa ou por MRPA. Estudos mostram que a melhor medida não é a feita em consultório, pelo médico, porque ela pode levar à reação de alarme do paciente, resultando em um diagnóstico de hipertensão irreal”, afirma o médico Audes Feitosa, coordenador da diretriz e membro do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Foto: Reprodução
Medidas dentro e fora dos consultórios
Feitosa também aponta que houve uma mudança nos resultados que são considerados alterados. No consultório, segundo o especialista, a pressão é considerada alta quando passa de 140 por 90 (14 por 9). Já em casa, é alta a partir de 130 por 80 (13 por 8).
— Na MAPA, na medição anterior, era alta a partir de 130 por 80 e, na MRPA, era 135 por 85. Mas os trabalhos mostraram que o valor mais adequado para avaliar a hipertensão é 130 por 80 nos dois métodos. Então, agora, tanto na Mapa quanto na MRPA a partir de 13 por 8 já é hipertensão em casa — explica.
A aferição da pressão é um procedimento obrigatório em qualquer atendimento médico ou realizado por outros profissionais de saúde, conforme a SBC. Feitosa comenta que as novas diretrizes enfatizam a importância de realizar medidas em farmácias e outros locais públicos:
— Não vamos dar diagnóstico de hipertensão nas farmácias, mas isso serve como triagem para o paciente ser encaminhado a um serviço de saúde e confirmar se é hipertenso ou não. A hipertensão é praticamente assintomática, então ou você mede a pressão ou você não tem o diagnóstico. Então, a oportunidade de medir na farmácia, por exemplo, é fundamental.
O documento da SBC traz outro aspecto relevante, que está relacionado à necessidade de olhar para a jornada dos pacientes a partir de suas características, como gênero, faixa etária, classe social e condições de saúde diversas.
Conforme o Ministério da Saúde, a pressão arterial diz respeito à força que o sangue faz sobre as artérias para conseguir circular pelo organismo e se divide em dois tipos: sistólica e diastólica. A sistólica é aquela exercida sobre os vasos sanguíneos no momento de contração dos músculos do coração; a diastólica é exercida no momento de relaxamento do coração.
Doença atinge quase um quarto dos brasileiros
Um dos maiores fatores de risco para doença arterial coronária, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal, a hipertensão atinge quase um quarto (23,93%) da população brasileira, conforme o relatório Estatística Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 2023. Os dados apontam que a prevalência é maior entre as mulheres (26,45%) do que entre os homens (21,06%).
Já em relação às faixas etárias, os mais atingidos são os idosos — 61% das pessoas com mais de 65 anos têm a doença crônica. Por outro lado, estima-se que cerca de 10% das crianças e adolescentes já conviva com o problema.
Algumas informações: GZH Saúde / Portal Cardio
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