Ela foi presa num hospital em Cariacica, Grande Vitória. A mulher também trabalhava para uma família cuidando do bebê de apenas dois meses. Ela levantava a criança pelo pescoço e chegou a tentar sufocá-la.
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A ação, que culminou na prisão foi no último dia 30 de julho, foi cumprida pela PC, por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), mas divulgada apenas nesta terça-feira (6).
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Durante alguns dias da semana, a técnica trabalhava na UTI pediátrica de um hospital, cujo nome também não foi informado pela polícia. Ela foi contratada por um casal de Vitória para trabalhar nos cuidados de um bebê, em dias intercalados, quando a criança tinha uma semana de nascimento.
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A mãe do bebê começou a desconfiar de algo errado com a criança após ouvir choros do menino de madrugada e descobrir hematomas pelo corpo do bebê. Segundo a polícia, os atos de tortura foram constatados por meio de câmeras.
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"Diante disso, somado ao fato dela trabalhar em UTI pediátrica, representamos pela prisão preventiva. Efetuamos a prisão no hospital que trabalha. Em sede policial, ela não quis se manifestar", disse a delegada.
Ainda segundo a delegada, a suspeita sabia das câmeras que havia em casa e praticava os atos de costas para elas.
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Após o caso ser descoberto, ela foi demitida pela família. Desde então, o bebê passa por avaliações para descartar sequelas ou outras lesões, conforme explicou o delegado-geral da PCES, delegado José Darcy Arruda, que descreveu a situação como "um caso de psicopatia perversa".
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"A prisão dela é muito importante porque, além de ela estar trabalhando em uma casa particular, também trabalhava em um grande hospital, onde ela também já poderia estar praticando esses comportamentos, então ela ter que ser retirada do corpo social e pagar pelos crimes que ela está praticando, porque a gente não sabe ainda das sequelas que podem ficar nessa criança", frisou Arruda.
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A mulher foi autuada pelo crime de tortura e está presa desde então. Agora, a polícia também investiga se houve algum ato semelhante no hospital em que a atuava. A instituição teria aberto um processo administrativo contra a profissional.
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O que diz o hospital
Embora a polícia não tenha informado em qual hospital a técnica atuava e foi presa, a reportagem apurou que a situação ocorreu no Hospital Meridional Cariacica. Em nota encaminhada pela assessoria, a instituição confirmou que a técnica de Enfermagem era contratada desde abril e trabalhava na empresa há 4 meses.
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O hospital informou que "se solidariza com a família da criança e reafirma seu compromisso com a justiça, aguardando a conclusão das investigações pela polícia e a aplicação das devidas punições. Ressalta, ainda, que a ocorrência não aconteceu nas dependências do hospital".
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Conselho também apura
O Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES) foi notificado. Em nota, informou que está tomando todas as medidas necessárias.
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"Se a denúncia for considerada admissível, a profissional será julgada pela conduta de seu exercício profissional, podendo receber censura, suspensão e/ou até a cassação do direito de exercer a profissão"
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Contextualização da Profissão
Os técnicos de enfermagem desempenham um papel crucial na assistência à saúde, sendo responsáveis por cuidados diretos aos pacientes, administração de medicamentos, realização de procedimentos básicos, monitoramento de sinais vitais e apoio emocional aos pacientes e suas famílias.
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A profissão exige uma formação técnica específica e registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren), o que garante que os profissionais possuam os conhecimentos e habilidades necessários para exercer suas funções com competência e ética.
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No contexto doméstico, a confiança depositada nas babás e nos técnicos de enfermagem é ainda maior, já que eles são encarregados do bem-estar de indivíduos vulneráveis, como bebês e idosos, fora do ambiente hospitalar.
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Procedimentos de Segurança em Residências e Hospitais
A segurança em residências e hospitais é fundamental para prevenir abusos e garantir o bem-estar dos pacientes. Em residências, a instalação de câmeras de segurança pode servir como uma ferramenta de monitoramento e prevenção, permitindo aos pais ou responsáveis acompanhar os cuidados prestados aos seus filhos ou familiares.
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É importante que os cuidadores sejam informados sobre a presença dessas câmeras para manter um ambiente transparente e ético.
Nos hospitais, além de câmeras, há a implementação de protocolos rigorosos de segurança e monitoramento, incluindo a realização de verificações de antecedentes dos funcionários, treinamentos contínuos sobre ética e práticas seguras, e a criação de canais seguros para denúncias de comportamentos inadequados.
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A presença de supervisores e a realização de auditorias periódicas também são práticas comuns para assegurar que os padrões de cuidado sejam mantidos.
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Legislação e Regulamentação Profissional
A legislação e regulamentação profissional visam garantir que os técnicos de enfermagem e outros profissionais de saúde atuem dentro dos parâmetros éticos e legais estabelecidos.
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No Brasil, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e os Conselhos Regionais de Enfermagem (Coren) são responsáveis por regulamentar e fiscalizar o exercício da profissão de enfermagem. Esses órgãos estabelecem normas e diretrizes que devem ser seguidas por todos os profissionais registrados.
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Quando ocorrem infrações, como casos de maus-tratos ou negligência, os Conselhos de Enfermagem podem instaurar processos éticos e administrativos. As penalidades variam desde advertências e censuras até a suspensão temporária ou definitiva do direito de exercer a profissão.
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Além das sanções administrativas, os profissionais também podem responder criminalmente por seus atos, enfrentando processos judiciais que podem resultar em prisão e outras penalidades previstas no Código Penal Brasileiro.
Essas medidas têm como objetivo proteger os pacientes, assegurar a qualidade dos serviços prestados e manter a integridade da profissão.
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A sociedade, por sua vez, confia que esses órgãos reguladores agirão de maneira diligente para investigar denúncias e punir adequadamente qualquer comportamento que coloque em risco a segurança e o bem-estar dos pacientes.
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Algumas Informações: Portal G1
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