Henry Chaves Norte desapareceu após caiaque afundar durante o feriado de Ano Novo. Caso reforça o alerta para o uso de coletes salva-vidas e os perigos de afogamento em represas.
O Corpo de Bombeiros de Goiás encerrou, na manhã da segunda-feira (05 de janeiro), uma busca angustiante que durou quatro dias. Foi localizado o corpo de Henry Chaves Norte, de 18 anos, jovem que havia desaparecido nas águas do Lago Corumbá IV, em Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, durante o feriado de Réveillon.
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O resgate ocorreu por volta do fim da manhã. Segundo a corporação, o corpo foi encontrado a uma profundidade de aproximadamente 20 metros, em uma área de difícil acesso e visibilidade reduzida. A operação mobilizou equipes especializadas e equipamentos de alta tecnologia.
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A tragédia interrompeu o que seria um marco na vida do estudante. Morador de Goiânia, Henry havia acabado de completar a maioridade e concluído o ensino médio. A viagem para Corumbá representava sua primeira experiência de viajar apenas com amigos, sem a companhia dos pais.
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O acidente aconteceu na tarde de quinta-feira (1º de janeiro). Henry e dois amigos decidiram atravessar o lago utilizando um caiaque. De acordo com relatos colhidos pelas autoridades, o grupo não utilizava coletes salva-vidas no momento do passeio, um item de segurança indispensável para a navegação.
Foto: Reprodução
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Durante o trajeto, a embarcação começou a fazer água. A situação evoluiu rapidamente para um naufrágio, lançando os três jovens na represa. O pânico tomou conta do grupo enquanto o caiaque afundava.
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Testemunhas que estavam próximas perceberam o desespero dos rapazes e agiram rápido. Elas conseguiram resgatar os dois amigos de Henry antes que se afogassem. Infelizmente, Henry não teve a mesma sorte e submergiu junto com a embarcação, desaparecendo nas águas escuras do lago.
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As buscas foram lideradas pela equipe náutica do Corpo de Bombeiros de Anápolis. A operação enfrentou desafios complexos. O Major Higor Mendonça, responsável pela comunicação do caso, explicou que a área indicada inicialmente pelas testemunhas era imprecisa, o que obrigou os mergulhadores a realizarem uma varredura por eliminação.
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"A situação não era fácil. Tratava-se de um ambiente extremamente complexo, profundo. Uma área de águas frias, principalmente a 20, 25 metros de profundidade, além de extensa", detalhou o major, ressaltando as dificuldades técnicas enfrentadas pelos militares.
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Para auxiliar na localização, foram utilizados drones — para monitorar a superfície caso o corpo emergisse — e sonares, essenciais para mapear o fundo da represa. A persistência das equipes permitiu, finalmente, devolver o jovem à família para as despedidas.
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O drama familiar comoveu a comunidade local e os socorristas. Segundo parentes, os pais de Henry eram extremamente apegados ao filho e, até aquela viagem, nunca haviam autorizado que ele saísse de casa sozinho para viajar. A notícia do desaparecimento e a confirmação da morte deixaram a família, especialmente a mãe, em estado de choque profundo.
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Os dois amigos que sobreviveram ao naufrágio prestaram depoimento à Marinha do Brasil, que deverá instaurar um inquérito administrativo para apurar as causas e circunstâncias do acidente com a embarcação.
Foto: Reprodução
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Temporada de Verão e o Risco de Afogamentos
O caso de Henry não é isolado. O período de férias escolares e altas temperaturas leva milhares de pessoas a rios, lagos e praias, aumentando drasticamente as estatísticas de afogamentos no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), o afogamento é uma das principais causas de morte acidental entre jovens e adolescentes.
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A falsa sensação de segurança em lagos e represas é um dos maiores perigos. Diferente do mar, onde as ondas são visíveis, as águas doces podem esconder buracos, galhos submersos, lodo e correntes de retorno provocadas por ventos ou estruturas de barragens.
Foto: Reprodução
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Como Prevenir Tragédias: O Uso do Colete
A principal lição deixada por este triste episódio é a obrigatoriedade do colete salva-vidas. Especialistas são unânimes: em embarcações como caiaques, jet-skis ou lanchas, o colete não é opcional. Ele deve ser vestido e ajustado ao corpo antes de entrar na água. Boias de braço ou macarrões de espuma não substituem o equipamento de segurança homologado.
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Além do equipamento, é fundamental conhecer os seus limites. Saber nadar em uma piscina não garante segurança em águas abertas. A temperatura fria da água em profundidades maiores pode causar cãibras ou choque térmico, dificultando a natação até mesmo de pessoas experientes.
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Outro ponto crucial é o comportamento de risco. A ingestão de bebidas alcoólicas é um fator contribuinte em grande parte dos afogamentos de adultos e jovens. O álcool reduz a coordenação motora, altera o julgamento de perigo e diminui a resistência física necessária para se manter à tona em uma emergência.
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O que fazer ao ver alguém se afogando?
A regra de ouro dos bombeiros é: não entre na água para salvar alguém se você não for treinado. O instinto da vítima em pânico é agarrar o socorrista e afundá-lo junto. Muitas tragédias terminam com a morte de quem tentou ajudar.
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A atitude correta é tentar o alcance sem entrar na água. Jogue objetos flutuantes para a vítima (como uma boia, uma garrafa pet vazia fechada, uma bola ou um isopor) ou estenda um galho, corda ou cabo de vassoura para puxá-la em segurança.
Imediatamente, ligue para o Corpo de Bombeiros (193). Informar a localização exata e pontos de referência agiliza o socorro e aumenta as chances de sobrevivência. A prevenção e a informação continuam sendo as melhores ferramentas para evitar que momentos de lazer se transformem em luto.
Algumas informações: Metrópoles / TV Anhanguera
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