Uma adolescente de 15 anos ateou fogo na própria casa e filmou o incêndio criminoso.
As imagens mostram as chamas em um colchão e em outros objetos que estão sobre a cama. Na ocasião, a jovem ainda agrediu a própria mãe. (Veja o vídeo no final da matéria)
No vídeo, a adolescente diz enquanto filma: “Ela [a mãe] vai dormir agora é no inferno. Quero ver se ela tem cama para dormir agora”.
Adolescente: “Toquei fogo mesmo”
Em outro vídeo, feito do lado de fora da casa, a adolescente mostra a fumaça escura que sobe. “Olha aí, para ela aprender! Toquei fogo mesmo!”, provoca.
Conforme depoimento da mãe à polícia, ela foi agredida com chutes, puxão de cabelo e mordidas. A mãe então saiu de casa com a filha mais nova, de 8 anos, e foi abrigada pela irmã, na zona rural do município.
Conforme depoimento da mãe à polícia, ela teria sido agredida pela filha com chutes, puxão de cabelo e mordidas.
A mãe então saiu de casa com a filha mais nova, de 8 anos, e foi abrigada pela irmã, na zona rural da cidade.
No dia seguinte, a adolescente ateou fogo à casa, que ficou totalmente destruída.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar o incêndio. O imóvel era alugado, e o dono da casa acionou a Polícia. A adolescente, que estava agressiva e teve de ser algemada para ser apreendida.
A mãe ainda relatou à polícia que a filha adolescente é usuária de drogas e que elas haviam discutido porque Girlene não aceita o namoro da jovem.
Pais x filhos adolescentes: Como lidar com as diferenças?
Adolescência. Uma fase complicada, que costuma provocar calafrios nos pais de crianças que, em alguns anos, terão de lidar com as especificidades dessa etapa da vida. Cheios de energia, convicções e uma avidez de conhecer o mundo e tudo o que nele há, os adolescentes costumam testar toda a base educacional que receberam, exigindo paciência e, principalmente, muita sabedoria.
Por diversas razões, é difícil definir a adolescência em termos precisos. O início da puberdade, que pode ser considerada uma linha de demarcação entre a infância e a tal fase, não resolve a dificuldade de definição. Termos científicos não são práticos e pesquisas não são 100% assertivas, já que cada indivíduo vivencia esse período de modo diferente e único.
Então, o que resta? Como entender os adolescentes e essa fase tão singular?
A resposta é simples e direta: ouvindo-os. É o que defende Deisyane Rocha, de 13 anos. Apesar da pouca idade, a jovem garota percebe com muita sensibilidade o mundo ao seu redor. Para ela, a falta de diálogo é o que torna esse período tão complicado para os pais. “Todos acham que a dor que o adolescente sente é drama. Se reclama de algo, mesmo que seja necessário, é aborrecido.
O que realmente ocorre é que, em muitas das vezes, não escutam o que temos a dizer. Por serem mais velhos, todos acham que sabem mais sobre tudo”, desabafa.
O abismo entre eles e os mais velhos pode ser reduzido com uma lembrança: “Isso não faz sentido porque eles também já foram adolescentes. Já passaram por tudo o que passamos durante essa fase”.
Para Deisyane, a sociedade impõe tabus que precisam ser quebrados: “Acho que deveríamos ter mais abertura para conversas sobre todo e qualquer assunto”, defende a adolescente, que define essa fase como um período de mudanças e descobertas constantes, principalmente em relação à personalidade.
POSSIBILIDADES Para lidar bem com um período tão sensível e delicado, o segredo é respeitar esse momento na vida dos filhos, como indica Gláucia Rezende Tavares, psicóloga clínica e professora da Fumec. “Aos filhos, cabe aprender a lidar com o aumento gradual de suas possibilidades. Aos pais, a se sentirem menos ‘executores’. É preciso que eles aprendam a ficar na retaguarda, permitindo que os filhos expandam, responsavelmente, os horizontes”, explica.
“Os conflitos entre pais e filhos adolescentes não precisam ser vividos de forma violenta, mas podem ser vistos como uma oportunidade de lidar com percepções diferentes, respeitando e solidificando uma base de interações harmônicas”, afirma.
Outra chave para uma boa convivência é aprender com as diferenças e lidar com os temperamentos.
O temido distanciamento
A adolescência é uma fase em que os filhos saem do seio familiar para descobrir o mundo e a si mesmos. É comum que haja um afastamento, já que eles se interessam mais por estar com outros jovens da mesma faixa etária, dividindo interesses e visões de mundo. E isso é completamente normal.
O problema, cada vez mais presente, é quando o adolescente se afasta demais dos pais e passa a ignorá-los. Nessa hora, é necessário voltar ao ponto de partida e entender o que ocasionou tal afastamento e, principalmente, o que tem fomentado essa atitude.
A dificuldade na convivência pode partir das duas partes, como afirma o psicólogo, psicanalista e professor universitário Alessandro Pereira dos Santos. “Vivemos um tempo em que a paternidade e a maternidade estão em questão. O comportamento dos pais na atualidade também sofreu e sofre uma série de impactos. A superficialidade está tanto nos filhos quanto nos pais.
Os motivos de um distanciamento podem ser vários, entre eles o trabalho, os estudos, o consumo, o modelo de relacionamento, o não acompanhamento dos filhos, a terceirização da educação e do cuidado para terceiros... São vários os fatores que podem resultar nesse problema”, explica.
INTERNET Outra causa pode ser o uso excessivo da internet, um drama que atinge mais e mais famílias com o passar do tempo. O contato com a tecnologia é inevitável, e pode ser muito benéfico para todas as partes. Proibir não é o caminho, mas o uso deve ser muito bem observado, principalmente na infância.
Uma criança que fica tempo demais na internet pode se transformar em um adolescente fechado, com dificuldade para interagir socialmente. “Não existe uma medida-padrão, mas é importante verificar se as crianças conseguem estabelecer relações e práticas no campo não virtual.
Se conseguem brincar, dialogar e interagir. Por vezes, os pais oferecerem acesso ao mundo virtual como uma forma de docilizar as crianças. Não estabelecer limites ou deixá-las entregues à internet apenas para que elas fiquem quietas é um erro”, alerta o especialista.
Fonte: G1 Globo / Metropoles Brasil
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