Menina de 15 anos, descrita como aluna exemplar, foi ouvida no Mato Grosso e é investigada por envolvimento no triplo homicídio cometido por um garoto de 14 anos; polícia apura influência de jogo virtual de terror psicológico.
Apontada como cúmplice no planejamento do assassinato dos pais e do irmão de seu namorado virtual, uma adolescente de 15 anos foi ouvida pela Polícia Civil em Água Boa, no interior do Mato Grosso. O crime aconteceu em 21 de junho, na cidade de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, e causou comoção pelo grau de frieza e envolvimento dos envolvidos, todos menores de idade.

A jovem foi localizada após as investigações apontarem que ela teria participado ativamente da organização do triplo homicídio, cometido a tiros pelo próprio namorado, um garoto de 14 anos. Durante o depoimento, ela se mostrou impassível e não demonstrou arrependimento, o que chocou ainda mais os policiais que a ouviram.
Descrita por vizinhos e professores como uma aluna exemplar e de comportamento reservado, a adolescente pegou todos de surpresa. A mãe dela, que esteve presente na delegacia durante o depoimento, foi informada pela primeira vez do envolvimento da filha quando os investigadores apresentaram o conteúdo das conversas entre o casal.
Segundo a polícia, a jovem prestou o depoimento abraçada a um ursinho de pelúcia retirado de uma sala da delegacia. A imagem, por si só, representa um contraste angustiante entre a inocência da idade e a gravidade das ações investigadas. O comportamento frio da adolescente também chamou atenção: ela não chorou nem demonstrou qualquer sinal visível de remorso.

A investigação conduzida pelo delegado Carlos Augusto Guimarães Silva, titular da 143ª Delegacia de Polícia de Itaperuna, apontou que o casal trocava mensagens por um notebook, que foi apreendido pela Polícia Civil do Mato Grosso. O equipamento agora será periciado no Rio de Janeiro.
A análise do notebook visa identificar outras possíveis conversas que possam indicar se a menina mantinha contato com outros adolescentes ou participava de grupos com conteúdos semelhantes aos já descobertos. Um ponto central da investigação é o uso de um jogo virtual com temática de terror psicológico, onde os personagens mantinham uma relação incestuosa e cometiam crimes brutais.
O jogo, segundo os investigadores, pode ter influenciado o comportamento do casal, reforçando fantasias violentas e distorcendo a percepção da realidade. Ainda não se sabe até que ponto esse conteúdo foi determinante, mas ele será parte essencial da análise pericial.
Em suas declarações, a menina alegou ter sido coagida pelo namorado a participar do plano macabro. Contudo, a polícia considera essa versão pouco convincente diante das provas coletadas até o momento, que mostram um envolvimento direto e ativo dela nas decisões do casal.
O delegado Carlos Augusto agradeceu a colaboração da Polícia Civil do Mato Grosso, especialmente ao delegado Matheus Augusto, que ouviu a menina em Água Boa. Para a polícia, o trabalho em rede entre os estados foi fundamental para avançar na investigação.
Moradora de Água Boa, cidade com cerca de 35 mil habitantes, a jovem cresceu em uma família de classe média e não tinha registros de envolvimento com delitos anteriores. Ela é a caçula de três irmãs e sempre foi considerada responsável e estudiosa, o que torna o caso ainda mais difícil de compreender para aqueles que a conheciam.
A mãe da adolescente, em choque com a revelação, chegou a negar que a filha fosse capaz de algo tão grave. "Ela é uma ótima filha", repetia insistentemente, segundo relato de um dos policiais. Somente após ver as mensagens trocadas com o namorado, ela começou a aceitar o envolvimento da filha.
O crime cometido em Itaperuna teve requintes de premeditação. O garoto de 14 anos viajou até a cidade e matou, a tiros, seus pais e o irmão mais novo. A frieza com que o crime foi cometido levantou suspeitas imediatas de que o ato não teria sido cometido por impulso.
A confirmação do envolvimento da namorada virtual ampliou o escopo da investigação. A polícia agora trabalha com a hipótese de que o plano tenha sido alimentado por uma relação obsessiva, cultivada no ambiente online, sem supervisão ou acompanhamento de adultos.
Especialistas em comportamento infantojuvenil alertam para os riscos do uso desenfreado de plataformas digitais, especialmente por crianças e adolescentes que enfrentam questões emocionais não resolvidas. O caso de Itaperuna escancara a necessidade de atenção redobrada dos pais e responsáveis.
Psicólogos ouvidos pela imprensa ressaltam que o isolamento social, a carência afetiva e o excesso de estímulos digitais podem criar um cenário propício para o surgimento de vínculos disfuncionais e ideias distorcidas, como as que levaram ao crime em questão.
O delegado Matheus Augusto, responsável por ouvir a adolescente na cidade de Água Boa (MT), destacou a importância das mensagens trocadas entre ela e o namorado virtual para o andamento das investigações.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Segundo ele, o conteúdo das conversas revela indícios claros de que a jovem teve participação ativa no planejamento do crime. Ainda de acordo com o delegado, o depoimento da menina, dado de forma fria e sem arrependimento, chamou atenção dos agentes e contrastou com sua imagem de aluna exemplar. A postura dela, somada às mensagens recuperadas no notebook apreendido, reforça a suspeita de envolvimento direto na execução do plano.
Enquanto a perícia no notebook não é concluída e novos detalhes não vêm à tona, a investigação segue em andamento. A expectativa é que nos próximos dias a polícia tenha mais elementos para concluir o inquérito e tomar medidas cabíveis, inclusive com relação à responsabilização da adolescente.
A tragédia em Itaperuna é um alerta. Pais, educadores e sociedade precisam estar mais atentos ao universo digital dos jovens. O silêncio, o isolamento e o distanciamento emocional não podem ser ignorados — eles podem ser o primeiro sinal de que algo muito sério está acontecendo.
Algumas Informações: G1.globo / midianews.oficial (Instagram)
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