Vídeo de carcaça encontrada em Maresias viraliza nas redes sociais e especialistas divergem sobre a espécie do animal. (Veja o vídeo no final da matéria)
Um animal encontrado na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), causou alvoroço nas redes sociais nesta semana. O vídeo da carcaça, registrado pelo empresário André Felipe, que tem o hobby de detectorismo na praia, já alcançou mais de 2 milhões de visualizações, com internautas tentando identificar a espécie do animal.
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André, que utiliza equipamentos para rastrear metais no solo, disse que o achado lhe chamou atenção pela aparência diferente. “Achei bem estranho, aí por isso filmei. Faz dois anos que faço detectorismo e igual a esse animal não encontrei, mas outros sim, como animais marinhos e animais que eu conheço”, explicou.
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O registro foi feito em um dia de chuvisco, com poucas pessoas na praia. André contou que não acionou órgãos ambientais, pois já tinha visto outros animais estranhos em suas buscas e seguiu seu caminho.

Foto: Reprodução
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Especialistas divergem sobre a espécie
Biólogos ainda não chegaram a um consenso sobre a espécie do animal. A bióloga Carla Barbosa, do Instituto Argonauta, acredita que se trata de um animal terrestre, como um cachorro. Já o biólogo José César de Souza analisou as imagens e levantou a possibilidade de ser um gambá, explicando que é comum o aparecimento desses animais nas faixas de areia.
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“O gambá se adapta bem a áreas de Mata Atlântica e regiões urbanas litorâneas. Devido à expansão urbana, que degrada seu habitat, e à fácil disponibilidade de alimentos, como lixo, acaba atraindo esses animais”, disse.
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Os especialistas reforçam que, ao encontrar animais mortos ou estranhos na praia, o recomendado é não tocar e acionar órgãos ambientais, como polícia ambiental, controle de zoonoses ou Vigilância Sanitária.
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Gambás: o que são, os tipos e características das espécies
Os gambás são animais da Classe dos mamíferos, Ordem dos Marsupiais. Os marsupiais são mamíferos que possuem bolsas ventrais.

Foto: Reprodução
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São animais onívoros, ou seja, alimentam-se de outros animais e vegetais, como frutas e raízes. Seus filhotes finalizam seu ciclo de desenvolvimento no marsúpio, a bolsa. São animais extremamente adaptáveis aos mais variados tipos de ambientes, encontrados em florestas e em meios urbanos.
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Características e espécies de Gambás
Os animais chamados popularmente de gambás pertencem ao gênero Didelphis sp., família Didelphideae. No gênero, são classificadas 5 espécies que se distribuem na América do Norte, Central e do Sul.
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São conhecidos popularmente de saruê, sariguê, mucura, timbu ou tacaca. Esses animais surgiram há, pelo menos, 100 milhões de anos. Seu nome mais famoso, gambá, vem do Tupi gã - bá, que significa saco vazio, o marsúpio.

Foto: Reprodução
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As 5 espécies e os continentes que são encontrados são:
- Didelphis virginiana: encontrados na América do Norte e América Central;
- Didelphis marsupialis: encontrados nas Américas do Norte, Central e do Sul;
- Didelphis aurita: encontrados na América do Sul;
- Didelphis albiventris: encontrados na América do Sul;
- Didelphis imperfecta: encontrados na América do Sul.
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Esses animais percorrem longas distâncias e permanecem em uma área por tempo relativamente curto, por esse motivo, são considerados animais nômades.
Os gambás são extremamente importantes para o equilíbrio ecológico. São considerados agentes controladores, pois comem animais peçonhentos, como cobras e escorpiões. Um grupo de pesquisadores do Instituto Butantan realizou experimentos para confirmar a hipótese de imunidade ao veneno.
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Foi visto, no experimento, que os gambás já nascem imunes ao veneno de algumas cobras. Principalmente, cobras nativas da mesma região que eles, o que sugere uma coevolução nessa inter-relação.
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Os pesquisadores observaram que os gambás comem jararacas, mesmo sendo picados, sem nenhuma alteração e efeito tóxico. Contudo, com cobras de outros ecossistemas, como as cascavéis, sua resistência máxima foi de cinco picadas.
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Recentemente, foi evidenciada a predação de caramujos-gigantes-africanos por gambás. Esse fato confirma a importância ecológica desses animais, pois esses caramujos são exóticos, transmitem doenças e desequilibram ecossistemas brasileiros.
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Reprodução dos gambás (seus filhotes)
Os filhotes de gambás, bem como todo animal marsupial, finalizam seu ciclo de desenvolvimento dentro da bolsa, o marsúpio.
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É uma verdadeira luta pela sobrevivência, pois ocorre um "parto" ainda em período embrionário, sem o desenvolvimento completo de todas as estruturas. Após, cerca de, 13 dias com as patinhas já formadas, eles saem do útero e se conduzem ao marsúpio onde encontram o mamilo da mãe.
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Durante os primeiros 55 dias, o filhote permanece conectado ao mamilo, que alcança diretamente seu estômago. Ao término desse período, com a boca já formada, começam a soltar o mamilo. O período de lactação pode durar até 100 dias, com gradual liberdade dos filhotes de sua principal fonte de alimento, o leite liberado pelos mamilos.
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Curiosidade sobre os gambás
Assim como outros mamíferos, os gambás possuem glândulas odoríferas no ânus. Essas glândulas que liberam um odor desagradável, levou à fama aos gambás de cheirarem mal. Contudo, esse processo é uma estratégia evolutiva para espantar possíveis predadores.
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O processo é conhecido por tanatose, do grego Thanatos = morte, osis = estado. Ou seja, tanatose, é uma estratégia em que o animal simula a própria morte. Seus batimentos cardíacos diminuem significativamente, exalam ainda mais forte um aroma desagradável de suas glândulas anais e podem ficar parados por até meia hora.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: Bacci Notícias / Toda Matéria
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