Treze anos após a tragédia que tirou a vida de quatro pessoas, Renato Briato é julgado por homicídio com dolo eventual e começa a cumprir pena em regime fechado.
Mais de uma década após um trágico acidente de trânsito que resultou na morte de quatro pessoas da mesma família, o desfecho judicial finalmente chegou. Nesta quarta-feira (30 de Julho), o motorista Renato Ferrando Briato foi condenado a 54 anos de prisão. O julgamento aconteceu na Serra, Espírito Santo, e ao fim da sessão, Renato deixou o fórum sob custódia da Justiça.

O caso, que gerou forte comoção pública à época, ganhou novos contornos ao ser finalmente levado a júri popular. Renato foi considerado culpado por quatro homicídios com dolo eventual, figura jurídica utilizada quando o autor não deseja diretamente a morte, mas assume o risco de causar o resultado fatal com sua conduta.
Na ocasião do acidente, Renato chegou a ser preso em flagrante, mas acabou liberado por decisão judicial pouco tempo depois. Desde então, o processo se arrastou por 13 anos, até ser finalmente julgado. A sentença imposta agora determina que o réu cumpra a pena inicialmente em regime fechado.
O caso ocorreu em 2012, no bairro Nova Carapina, também na Serra. Renato dirigia um caminhão embriagado quando perdeu o controle da direção, invadiu a contramão e bateu de frente com o carro da família, que viajava de São Gabriel da Palha para uma festa. No acidente, morreram o marido de Delma Guariz, o filho de 10 anos, a mãe dela e a sogra. Delma Guariz e a filha mais velha foram as únicas sobreviventes.

Durante o julgamento, que durou várias horas, o clima foi de tensão e expectativa. Familiares das vítimas estavam presentes e acompanharam cada momento. Ao ouvir a sentença, alguns se emocionaram. Para eles, a condenação representa, enfim, um passo importante rumo à justiça e ao encerramento de um longo ciclo de dor.
O caso ganhou nova atenção nos últimos dias, principalmente nas redes sociais, onde muitas pessoas cobravam justiça pelas vidas perdidas. A decisão do júri popular foi vista por muitos como uma resposta a esse clamor da sociedade.
O julgamento também reacende o debate sobre impunidade em crimes de trânsito, especialmente quando há mortes e condutas gravemente irresponsáveis. Casos como o de Renato Briato mostram que, mesmo após anos, a Justiça pode alcançar quem se esquiva da responsabilidade por suas ações.
Apesar da sentença, a defesa ainda pode recorrer. Até o momento, os advogados de Renato não se manifestaram publicamente sobre a decisão. A reportagem tenta contato e o espaço segue aberto para um posicionamento.
O promotor do caso destacou, após o veredito, que a condenação serve de alerta para condutores que ignoram as leis de trânsito e colocam vidas em risco. “Hoje, a Justiça disse que não há impunidade para quem despreza a vida dos outros”, afirmou.
Já a juíza responsável pelo caso reforçou que a pena imposta é proporcional à gravidade do crime. “Estamos falando de quatro vidas ceifadas de forma violenta. O julgamento foi técnico, respaldado nas provas e no direito.”
Moradores da Serra também se manifestaram, muitos com alívio. O sentimento geral foi de justiça feita, mesmo que tardiamente. “A dor da perda ninguém tira, mas saber que ele vai pagar pelo que fez traz algum conforto”, disse um vizinho da família vítima do acidente.
O caso, agora encerrado na primeira instância, poderá ainda passar por novas etapas judiciais, dependendo da atuação da defesa. Enquanto isso, Renato Briato foi imediatamente encaminhado ao sistema prisional capixaba, onde começará a cumprir sua pena.
A tragédia que marcou tantas vidas continua viva na memória de familiares e amigos. A condenação, por sua vez, entra para a história como um dos julgamentos mais simbólicos envolvendo crimes de trânsito no estado.
E para aqueles que ainda lutam por justiça em casos semelhantes, este veredito se torna um importante precedente. Afinal, mesmo que a justiça demore, ela pode chegar.
O impacto do acidente foi tão violento que os socorristas relataram dificuldade para retirar os corpos das ferragens. O carro da família ficou completamente destruído após ser atingido pelo caminhão conduzido por Renato Ferrando Briato. As imagens da cena chocaram até os profissionais mais experientes, e os registros do local circularam amplamente nas redes sociais e na imprensa na época.
Delma Guariz, que sobreviveu ao acidente, enfrentou um longo processo de recuperação física e emocional. Perder o marido, o filho, a mãe e a sogra de uma só vez foi um trauma devastador. Ao longo dos anos, ela buscou justiça incansavelmente, tornando-se símbolo de resistência para outras vítimas de crimes de trânsito. Sua história comoveu a população capixaba e foi pauta de diversas campanhas por mais rigor na punição de motoristas infratores.

Durante o julgamento, o Ministério Público argumentou que Renato não apenas dirigia sob efeito de álcool, mas também em alta velocidade, em uma área urbana, o que caracterizaria o dolo eventual. Ou seja, ele assumiu o risco de provocar uma tragédia. Os jurados aceitaram essa tese e decidiram pela condenação por homicídio doloso, reforçando a gravidade do comportamento do réu naquela noite.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
A defesa de Renato tentou sustentar que não houve intenção de matar e que o acidente foi uma fatalidade. No entanto, as provas técnicas, como os laudos de alcoolemia, depoimentos de testemunhas e a dinâmica da colisão, foram determinantes para que o júri formasse sua convicção. A longa espera por justiça foi um agravante simbólico para a pena, demonstrando a morosidade do sistema, mas também sua capacidade de resposta.
A sentença de 54 anos de prisão é considerada exemplar para casos semelhantes. Especialistas em direito penal destacam que ela pode abrir precedente para outros julgamentos de crimes de trânsito com múltiplas vítimas fatais. Para familiares e amigos das vítimas, a decisão representa um marco na luta contra a impunidade, especialmente em situações em que a imprudência se transforma em tragédia irreparável.
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