Região central é a mais afetada e a que apresenta menor percentual de área colhida, com 62% do total.
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Os arrozais gaúchos, que produzem mais de 70% do grão consumido no Brasil, estão inundados, sem perspectivas de recuperação. É o que conta o produtor assentado de Eldorado do Sul José Francisco Moraes Cardoso.
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“Os barcos estão com os motores estragados, porque o trabalho de resgate é dia e noite. Por enquanto, não tem lavoura de arroz, está tudo debaixo d’água, de dois metros para mais de profundidade”, relata.
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Ele faz parte da rede de produtores de arroz agroecológico do Rio Grande do Sul, gerenciada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que lidera há mais de dez anos a maior produção de arroz orgânico da América Latina, conforme o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
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No momento, assentados aguardam o Exército brasileiro para retirar produtores dos locais de riscos espalhados por todo o Estado gaúcho. A retomada da safra, portanto, parece uma realidade mais distante do produtor, como classifica o Movimento.
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Em conversa com a Globo Rural, Cardoso disse que ainda não há um percentual sobre as perdas, mas que as entidades agrícolas estão mapeando.
Levantamento
O Irga informou hoje que os levantamentos de dados sobre o avanço da safra, que começou em fevereiro, estão “sobrestados devido aos fatores climáticos e seus desdobramentos que resultaram na interrupção da colheita”.
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Nesse momento, 82,9% das lavouras foram colhidas, restando em torno de 150 mil hectares a serem colhidos, aponta a entidade.
“A região central é a que apresenta menor percentual de área colhida, com 62%, restando cerca de 45 mil ha. Essa é a região mais afetada com as enchentes”, acrescenta a nota do Irga.
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O acompanhamento da safra só será retomado quando voltar a colheita, porém, a situação de calamidade compromete a recuperação dos solos, que estão encharcados, o que pode prejudicar até o replantio, segundo Cardoso.
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Como a chuva não parou, o Instituto reportou que não há como prever o retorno à normalidade do cultivo e qual será o percentual de perdas nas lavouras de arroz irrigado do Rio Grande do Sul.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Impactos das Enchentes no Agronegócio Gaúcho e Estratégias para Recuperação Sustentável
Impacto Econômico:
Mercado de Commodities: As perdas nas plantações podem afetar diretamente o mercado de commodities, levando a aumentos nos preços de produtos agrícolas afetados pelas enchentes, como grãos, frutas e hortaliças.
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Desemprego Temporário: A redução na produção agrícola pode levar a um desemprego temporário entre os trabalhadores rurais e em indústrias relacionadas, como as de processamento de alimentos.
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Impacto nas Exportações: O Rio Grande do Sul é um grande exportador de produtos agrícolas. As perdas na produção podem impactar negativamente as exportações, afetando a balança comercial do estado e do país.
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Seguro Agrícola:
Cobertura de Danos: O seguro agrícola pode cobrir uma variedade de danos causados por eventos como enchentes, incluindo perdas de safra, danos a estruturas agrícolas e perdas de renda.
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Estímulo à Adoção: Após desastres naturais, há um estímulo para que mais produtores adotem o seguro agrícola como uma medida de proteção contra riscos climáticos.
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Papel das Seguradoras: As seguradoras desempenham um papel crucial na avaliação e compensação dos danos, contribuindo para a recuperação econômica dos agricultores afetados.
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Medidas de Recuperação:
Assistência Financeira: Além do seguro agrícola, o governo e organizações podem oferecer assistência financeira direta para ajudar os agricultores a se recuperarem, como empréstimos com juros baixos ou subsídios.
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Replantio e Reestruturação: As medidas incluem apoio para o replantio de culturas perdidas, reparo de infraestrutura danificada (como sistemas de irrigação) e reestruturação das atividades agrícolas afetadas.
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Programas de Capacitação: Oferecer programas de capacitação e orientação técnica para ajudar os agricultores a adotarem práticas mais resilientes e a se prepararem melhor para futuros eventos climáticos extremos.
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Sustentabilidade e Prevenção:
Manejo Sustentável da Terra: Incentivar práticas agrícolas sustentáveis, como rotação de culturas, uso eficiente de água e conservação do solo, para reduzir os impactos das enchentes e promover a resiliência.
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Infraestrutura de Drenagem: Investir em infraestrutura de drenagem eficiente para mitigar os efeitos das enchentes e evitar danos futuros às propriedades agrícolas.
Alerta e Monitoramento: Implementar sistemas de alerta precoce e monitoramento climático para que os agricultores possam se preparar com antecedência para eventos climáticos extremos e tomar medidas preventivas adequadas.
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Essas informações adicionais oferecem uma visão mais detalhada sobre como as enchentes afetam o setor agrícola e as medidas específicas que podem ser tomadas para mitigar os danos e promover a recuperação e a sustentabilidade a longo prazo.
Algumas informações: Jornal do G1
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