Um alerta preocupante tem mobilizado autoridades e especialistas: o aumento de casos de maus-tratos a animais transmitidos ao vivo nas redes sociais. (Veja o vídeo no final da matéria).
A prática, associada ao chamado “zoosadismo”, revela uma face ainda mais cruel da violência online e acende um debate urgente sobre fiscalização digital e responsabilização das plataformas.
------
Durante participação em um programa da GloboNews, o jornalista e comentarista Fernando Gabeira chamou atenção para um comportamento alarmante: criminosos estariam adotando animais com o objetivo de torturá-los em transmissões ao vivo, muitas vezes incentivados por comunidades virtuais.
------
Segundo a delegada Isadora Salvatore, da Polícia Civil de São Paulo, o número de ocorrências tem crescido significativamente. De acordo com ela, são registrados entre 10 e 15 casos durante a madrugada — período em que essas práticas tendem a ocorrer com menor fiscalização.
------
A investigação aponta que esses atos não acontecem de forma isolada. Pelo contrário, são organizados por grupos que atuam em redes sociais e fóruns, onde compartilham conteúdos violentos e incentivam novos participantes. Especialistas classificam esse comportamento como uma possível “porta de entrada” para crimes ainda mais graves.
------
Estudos internacionais, incluindo levantamentos do FBI, já indicaram uma relação entre a violência contra animais e outros tipos de criminalidade, reforçando a gravidade do problema.
Foto: Reprodução
------
Além da atuação policial, o debate também envolve a responsabilidade das plataformas digitais. Há uma crescente cobrança para que empresas de tecnologia adotem medidas mais rígidas de monitoramento e remoção de conteúdos, além de colaborar ativamente com investigações.
------
Outro ponto crítico levantado por Gabeira é a fragilidade no processo de adoção de animais, que pode ser explorado por pessoas mal-intencionadas. A falta de acompanhamento adequado facilita que esses indivíduos tenham acesso aos animais sem levantar suspeitas.
------
Diante desse cenário, autoridades reforçam a importância de denúncias. Casos de maus-tratos podem ser comunicados à polícia ou a órgãos de proteção animal, contribuindo para interromper ciclos de violência e responsabilizar os envolvidos.
------
O crescimento desse tipo de crime evidencia não apenas um problema de segurança pública, mas também um desafio ético e social: como proteger os mais vulneráveis em um ambiente digital cada vez mais difícil de controlar.
------
Como e Onde Denunciar
Para combater essa modalidade de crime, a denúncia imediata é a ferramenta mais eficaz. No Brasil, em situações de flagrante ou emergência onde a vida do animal corre risco iminente, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. Essa medida é fundamental para interromper agressões em curso, especialmente em casos de transmissões ao vivo que permitem a localização em tempo real do agressor.
------
Outro canal essencial é o Disque Denúncia, pelo número 181, que garante o total anonimato de quem fornece informações sobre criminosos e locais de tortura. Além disso, estados como São Paulo e Minas Gerais possuem Delegacias Eletrônicas especializadas, que permitem o registro de boletins de ocorrência online, facilitando o envio de provas digitais como links de perfis, capturas de tela (prints) e arquivos de vídeo.
------
No âmbito federal, o Ibama disponibiliza a "Linha Verde" pelo telefone 0800 061 8080. O serviço é destinado principalmente a denúncias de maus-tratos contra animais silvestres e crimes ambientais. Em nível local, o cidadão também pode procurar o Ministério Público ou as secretarias municipais de meio ambiente, que possuem competência para fiscalizar e aplicar sanções administrativas em casos de negligência e violência.
------
Para crimes cometidos especificamente no ambiente virtual, é vital que o internauta utilize as ferramentas de denúncia das próprias plataformas (Instagram, Facebook, X, YouTube), reportando o conteúdo por "violência" ou "crueldade animal". Paralelamente, a SaferNet Brasil, organização de referência no monitoramento de crimes cibernéticos, oferece canais para encaminhar evidências de violações de direitos humanos e atos criminosos na rede às autoridades competentes.
------
Ao registrar a ocorrência, recomenda-se reunir o máximo de detalhes possível para auxiliar a investigação. É importante salvar o endereço da página (URL), nomes de usuários, horários das postagens e manter os arquivos originais das provas. O fortalecimento dessas denúncias é amparado pela Lei 14.064/2020, que aumentou a pena para maus-tratos a cães e gatos para até cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda.
------
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Texto por Ediene Barbosa
Fontes consultadas: GloboNews / Polícia Civil de São Paulo (PCSP)
------
📝 Síntese da Matéria
🐾 O Alerta: Criminosos estão se aproveitando de falhas nos processos de adoção para ter acesso a animais e praticar o "zoosadismo" — a tortura de bichos transmitida ao vivo nas redes sociais. O tema ganhou destaque após o alerta do jornalista Fernando Gabeira na GloboNews.
📈 Aumento de Casos: A delegada Isadora Salvatore, da Polícia Civil de São Paulo (PCSP), revelou que a prática tem crescido consideravelmente, com o registro de 10 a 15 ocorrências por madrugada, período em que a fiscalização online costuma ser menor.
⚠️ Escalada Criminosa: A investigação aponta que esses atos são orquestrados por comunidades virtuais que incentivam a violência. Especialistas e estudos de órgãos como o FBI alertam que a crueldade contra animais atua como uma "porta de entrada" para outros crimes graves.
📱 Cobrança às Plataformas: O cenário acende o debate sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia, que são pressionadas a adotar um monitoramento mais rígido para derrubar transmissões e colaborar com as investigações policiais.
🚨 Prevenção e Denúncia: Autoridades reforçam a necessidade de processos de adoção mais rigorosos e acompanhados, além de pedirem que a população denuncie imediatamente qualquer caso suspeito aos órgãos de proteção ou à polícia.
------
Digite no Google: Cerqueiras Notícias
Entre em nosso Grupo do Whatsapp e receba as notícias em primeira mão
(clique no link abaixo para entrar no grupo):
https://chat.whatsapp.com/Ejw50ZcjC5D1ewT1WdWw1E
Siga nossas redes sociais.
🟪 Instagram: instagram.com/cerqueirasnoticias
🟦 Facebook: facebook.com/cerqueirasnoticias
----------------------
----------
O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias.
Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Cerqueiras Notícias reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Cerqueiras levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.































