O imóvel foi construído graças à união de pessoas de diferentes regiões do país, que se sensibilizaram com o caso. (Veja o vídeo no final da matéria).
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A história de Luís Fernando, de 7 anos, emocionou milhões de brasileiros e gerou uma grande mobilização nas redes sociais. O menino, que perdeu a mãe vítima de feminicídio, recebeu com os irmãos uma nova casa para recomeçar a vida com mais segurança e dignidade.
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O imóvel foi construído graças à união de pessoas de diferentes regiões do país, que se sensibilizaram com a frase dita pelo garoto ao chegar ao local onde antes morava com a mãe: “Eu pensei que mamãe estava aqui”.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Corrente de solidariedade emocionou o país
A repercussão do caso foi imediata. Em poucos dias, doações começaram a chegar de várias partes do Brasil. Com o apoio de voluntários e instituições, a família agora conta com um lar seguro e mobiliado. Entre as doações recebidas estão móveis e eletrodomésticos novos, roupas, alimentos, materiais de construção e apoio financeiro para manutenção do lar.
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Um recomeço para Luís e seus irmãos
A entrega da nova casa foi marcada por muita emoção. Ao entrar no novo lar, Luís Fernando ficou surpreso e emocionado com o que viu. A ação coletiva garantiu mais conforto e segurança para a família, que tenta se reerguer após a tragédia.
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O caso continua comovendo pessoas em todo o país, e a rede de apoio promete acompanhar a família nos próximos meses para garantir que os irmãos tenham acesso a educação, saúde e proteção.
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Foto: Reprodução Redes Sociais
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Entenda o caso: Menino que perdeu a mãe vítima de feminicídio faz relato comovente no Maranhão: 'Se ela tivesse viva, eu não tava desse jeito'
O vídeo comovente de um menino que perdeu a mãe, vítima de feminicídio em Pedro do Rosário, a 341 km de São Luís, viralizou nas redes sociais e escancarou a dor de quem tem a infância interrompida e a vive tragédia familiar de casos como esse.
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Nas imagens, o menino aparece chorando e com a voz embargada, relata como seria a vida dele caso a mãe dele, Cirani Lopes Ferreira, ainda estivesse viva. "Se ela tivesse viva, eu não tava desse jeito aí... Todo sujo", diz a criança em um trecho do vídeo.
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Cirani Lopes Ferreira foi morta facadas pelo companheiro, dentro de casa, em 16 de fevereiro. Lourenço dos Santos Pereira, de 53 anos, acabou morto em confronto com a polícia e a criança e os irmãos, ficaram órfãos.
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Foto: Reprodução Redes Sociais
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"É uma cicatriz que nunca sarou e cada dia mais que passa, ela só sangra mais. Porque vem a falta, a saudade dela. A gente chega lá e se lembra que ela recebia a gente muito bem, dava aquele carinho, todo o amor para nós. Eu não gosto de ir lá por causa disso, porque chego lá e não vejo ela. Só vejo a cena do que aconteceu com ela. Eu sinto muito a falta dela, muito mesmo", conta a filha da vítima, que não quis ser identificada.
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A adolescente relata que ainda foi vítima de abuso sexual praticado pelo ex-companheiro da mãe. Ela conta que não denunciou o caso porque tinha receio do que poderia acontecer e queria proteger a mãe e os irmãos.
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"Eu fui abusada uns dez anos dele e então eu sou julgada por causa disso que teve gente que teve a coragem de dizer para mim que eu perdi ela... porque não tive coragem de denunciar. Mas foi protegendo ela, protegendo meus irmãos, mas não adiantou porque ele foi covarde porque matou ela", disse.
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Feminicídio no Maranhão
No Maranhão, 42 mulheres já foram mortas vítimas de feminicídio este ano. A maioria das vítimas tinha entre 20 e 39 anos, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA).
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Atrás desse número alarmante, estão crianças e adolescentes que tiveram a infância marcada pela violência. A psicóloga Renata Costa explica que ausência de uma mãe, muda o jeito de ver o mundo, e quando a infância é atravessada pelo trauma, ele permanece ali.
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Para a profissional, o acompanhamento precisa ser contínuo com rede de apoio e terapia, entretanto, não são todas as pessoas que tem acesso a isto.
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"Essa violência ela não se esgota ali com aquela mulher que morreu. Ela vai reverberar na vida de quem fica, dos filhos, dos familiares, crianças e adolescentes em desenvolvimento e os efeitos psicossociais, que chegam para os órfãos do feminicídio, são devastadores e muitas das vezes, nem todas as crianças tem acesso à uma assistência adequada de saúde mental", diz a psicóloga.
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Depois uma mobilização realizada nas redes sociais, a família de Cirani Lopes conseguiu comprar uma casa própria com o valor arrecadado com as doações.
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Entidades propõem medidas
O desafio das autoridades é garantir apoio neste novo recomeço após um trauma. O Ministério Público do Maranhão lançou o projeto "Órfãos do Feminicídio: sem desamparo". A ideia é dar apoio psicológico, jurídico e social às famílias atingidas.
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"Orientar as famílias para que elas busquem os seus direitos através do Ministério Público e de advogados das universidades que nós estamos fazendo convênio. Com certeza nós iremos melhorar as consequências e combater esse crime terrível que é o feminicídio", explica Danilo de Castro Ferreira, procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Maranhão.
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A partir da comoção gerada pela história do menino, o Governo do Maranhão propôs à Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) a criação de uma auxílio financeiro para os órfãos do feminicídio, em parceria com o Ministério Público do Maranhão.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: Imirante / Goiás Notícias / Rede Mirante Maranhão
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