Estudantes se reuniram em frente ao Colégio Bandeirantes para protestar contra o bullying, após o suicídio de um aluno vítima de agressões.
Depois de um aluno de 14 anos do Colégio Bandeirantes cometer suicídio, cerca de 60 estudantes fizeram uma manifestação na frente da escola localizada na zona sul de Sã Paulo. A tragédia ocorreu na segunda-feira (19 de agosto).
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Além disso, os manifestantes exibiam cartazes com frases como: “Ele só queria dançar” e “A minha sexualidade não define meu valor”. Cartazes esses, que clamam por mudanças e maior conscientização sobre o problema.
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De acordo com informações, o protesto foi organizado por alunos pagantes e bolsistas de várias escolas particulares de São Paulo. Ainda assim, também foi informado que nenhum estudante atualmente matriculado no Colégio Bandeirantes participou do movimento.
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Em resposta ao veículo sobre o protesto, a assessoria de imprensa do Bandeirantes afirmou que a instituição considera toda manifestação válida e respeita o direito das pessoas de se expressarem.
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Foto: Reprodução
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Reportagem revela suicídio de estudante negro, periférico e gay, que era alvo de bullying no Colégio Bandeirantes
Uma reportagem trouxe à tona o suicídio de Pedro Henrique Oliveira dos Santos, um jovem estudante de 14 anos, no caminho para o Colégio Bandeirantes, em São Paulo. O caso ocorreu na segunda-feira, dia 12 de agosto, e revelou as duras realidades enfrentadas por Pedro, que era negro, periférico e gay.
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Segundo detalhes fornecidos na reportagem, Pedro tinha uma rotina diária que começava às 7 horas da manhã, e incluía a preparação para mais um dia letivo. No entanto, naquele dia, após enviar mensagens regulares para sua mãe sobre seu trajeto, uma chamada inesperada do Colégio Bandeirantes anunciou o pior: Pedro havia deixado uma mensagem de áudio para seus colegas de classe, indicando sua intenção de cometer suicídio.
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A mãe de Pedro, uma auxiliar de limpeza, foi abruptamente confrontada com a notícia durante seu trabalho. A família, apesar de seus esforços para localizá-lo e intervir a tempo, encontrou Pedro já sem vida.
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Relatos indicam que Pedro sofria bullying constante na escola, enfrentando discriminação por sua orientação sexual e sua origem socioeconômica. Ele era bolsista no Colégio Bandeirantes, estudando por meio de um programa do Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart). Apesar das oportunidades oferecidas pelo programa, as dificuldades sociais na escola marcaram profundamente suas experiências.
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A Ismart, assim como o Colégio Bandeirantes, não confirmou as acusações de bullying, mas afirmou oferecer suporte psicológico aos seus alunos. A escola destacou que estava ciente de um incidente isolado e que havia prestado o necessário apoio a Pedro, sem indícios de recorrência do problema.
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Família do jovem que cometeu suicídio responsabiliza escola
O adolescente cometeu suicídio na terça-feira passada (13 de agosto). Segundo a família do aluno, ele enfrentava bullying devido à sua orientação sexual, cor de pele e origem humilde.
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Na ocasião, o tio do jovem publicou um texto em seu instagram acusando a instituição de se isentar de “qualquer responsabilidade” e de demonstrar “descaso” em relação à situação enfrentada pelo adolescente.
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Veja uma publicação feita pela família do jovem:
CONVITE
Hoje, minha família sepultou um adolescente que morreu de forma trágica. Quando um jovem deixa este plano, a família, de certa forma, morre um pouco junto. É triste ver pai e mãe testemunharem a ordem natural da vida ser desrespeitada.
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Hoje sepultamos o Pê, meu sobrinho. Filho do meu primo/irmão.
Pedro era um menino de 14 anos, negro, periférico e gay, que sucumbiu. Não suportou as “brincadeiras” dos “colegas”. Nos dias de hoje, há quem diga que “não se pode falar mais nada” porque, afinal de contas, “a vida está muito chata”. Mas o que se diz pode levar pessoas embora.
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Pedro era bolsista em um colégio de elite de São Paulo, cursava o 9º ano no Band (como alunos e pais chamam o Colégio Bandeirantes).
Perdemos o Pedro para o bullying, para a homofobia e, principalmente, para o descaso do colégio. A coroa de flores enviada com o clássico e-mail de pesar não tem significado para a família que enterra um jovem. Em nota, o Band disse que a situação “aconteceu fora das dependências do colégio”, isentando-se de qualquer responsabilidade e, como sempre, colocando-se “à disposição da família”.
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Agora? Que conduta o colégio tomará para evitar que outros Pedros nos deixem de forma tão trágica? Como um colégio de ricos, feito para ricos e por ricos aborda a situação do bullying? Pedro só queria poder dançar livremente.
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O que acontecerá depois da missa de sétimo dia do Pedro? Quantos outros Pedros se calarão, talvez para sempre, frente à crueldade da homofobia e do desrespeito de classes?
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Convido todos os pais, mães, padrinhos, irmãos, tutores a conversarem com seus filhos sobre a vida. Pedro só queria ser livre, ser ele mesmo. Pedro não teve o direito de ser negro, periférico e gay. Ontem, nem sequer chegou ao colégio.
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A dor de meu sobrinho, perpetuada em todos nós, familiares, poderia, ao menos, ser a premissa para uma mudança de conduta de um dos colégios mais tradicionais de São Paulo, que corre para fugir da responsabilidade.
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Este vídeo foi feito no nosso último encontro de família, em julho de 2024.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Pedro VIVE. A gente te ama, Pê. Dance livremente. #homofobia #bullying #racismo #respeito #amor #educacaoinfantil #antibullying
Leia abaixo alguns tweets sobre a tragédia no Colégio Bandeirantes
Reprodução Redes Sociais
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Reprodução Redes Sociais
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Veja como foi a manifestação dos alunos:
Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: Revista Poder Online / CNN Brasil / Revista Piauí
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