A interceptação fez parte da Operação Ostium, que reprime atividades ilegais na fronteira do País, e aconteceu sob coordenação do Comando de Operações.
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A Força Aérea Brasileira (FAB) abateu na terça-feira, 11 de fevereiro, um avião que teria partido da Venezuela transportando drogas e entrado de forma clandestina em território nacional. A aeronave suspeita caiu após disparos e dois ocupantes morreram na ocorrência. O tipo e a quantidade da droga não foram informadas.
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A FAB diz que a interceptação aconteceu dentro dos protocolos, que consistem em uma primeira tentativa de contenção, seguida de disparos em caso de resistência da aeronave ilegal. O local da abordagem não foi informado. A reportagem questionou a Força Aérea e aguarda retorno.
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Na quarta-feira, 12 de fevereiro, um helicóptero H-60 Black Hawk, do Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação e agentes da Polícia Federal estiveram no local da queda para verificar a atividade ilícita da aeronave. Eles constaram os óbitos de dois homens suspeitos de tráfico de drogas e a presença de entorpecentes no interior do avião abatido.
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A interceptação fez parte da Operação Ostium, que reprime atividades ilegais na fronteira do País, e aconteceu sob coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais.

Foto: Reprodução
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A ação seguiu “todos os protocolos das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA)”, segundo a FAB, que consistem em medidas de averiguação (para determinar a identidade de uma aeronave e vigiar o comportamento do avião suspeito) e medidas de intervenção (determinar à aeronave interceptada para que modifique a rota e forçar o pouso em aeródromo).
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“Sem resposta positiva por parte da aeronave interceptada, foi necessário executar as medidas de persuasão”, diz o FAB. “Neste estágio, são efetuados tiros de aviso, de maneira que possam ser observados pelos traficantes que se encontravam na aeronave interceptada, com o objetivo de persuadi-los a obedecer às ordens transmitidas”.
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“Não atendendo aos procedimentos coercitivos descritos no Decreto nº 5.144, a aeronave foi classificada como hostil e, dessa forma, submetida ao Tiro de Detenção (TDE), que consiste no disparo de tiros, com a finalidade de impedir a continuidade do voo”, acrescentou a FAB, em nota.
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A medida, de acordo com a Força Aérea Brasileira, é utilizada como último recurso, e foi acionada depois que a aeronave interceptada descumpriu os procedimentos e forçar a continuidade do voo ilícito. “Com a execução do Tiro de Detenção , o avião interceptado, classificado como hostil, veio a colidir com o solo”.
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O que é a Operação Ostium?
A Ostium é uma operação de reforço na vigilância do espaço aéreo sobre a região de fronteira do Brasil, realizada de forma permanente pela Força Aérea Brasileira. O objetivo é coibir voos irregulares que possam estar ligados a crimes como o narcotráfico.

Foto: Reprodução
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Foram realizadas ações como interceptação que ocorreu no norte de Corumbá, em Mato Grosso Sul, de uma aeronave que vinha da Bolívia com aproximadamente 500 kg de pasta base de cocaína e também a de um monomotor carregado com cerca de 330 kg de cocaína que entrou no espaço aéreo brasileiro sem ter apresentado plano de voo.
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A vigilância do espaço aéreo brasileiro é realizada 24 horas por dia pela FAB por meio de uma rede de radares que cobre todo o território continental do país, além de partes do Oceano Atlântico. Para reforçar a cobertura, são utilizados ainda aviões-radar E-99, baseados em Anápolis (GO) e operantes em todas as regiões.
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Essas informações são reunidas em Brasília (DF) no Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) que pode, de acordo com a necessidade, acionar aeronaves de caça em qualquer parte do País.

Foto: Reprodução
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Atualmente, a FAB conta com supersônicos F-5M baseados em Manaus (AM), Anápolis (GO), Rio de Janeiro (RJ) e Canoas (RS), além de turboélices A-29 Super Tucano em Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Natal (RN). Também podem ser utilizados helicópteros AH-2 Sabre, baseados em Porto Velho (RO), e H-60 Black Hawk, sediados em Manaus (AM) e Santa Maria (RS). Além de suas bases de origem, essas aeronaves podem operar a partir de outras localidades.
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Já o esquadrão de defesa aérea possui um serviço de alerta, que é exercido por uma equipe composta por piloto, mecânico da aeronave de alerta, mecânico para a operação do armamento e auxiliar.
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Os militares permanecem de prontidão para o acionamento, caso os radares de defesa aérea identifiquem um tráfego aéreo desconhecido ou ilícito. Ao soar a sirene, o piloto corre para a aeronave, já pronta e armada, tendo pouco tempo para decolar.
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Somente em voo, ele é informado dos detalhes da missão. O piloto passa, então, a seguir as orientações do Centro Integrado de Defesa Aérea, cumprindo as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA) de modo progressivo.
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O trabalho de combate ao tráfico de entorpecente, bem como outros crimes transnacionais, acontece de forma conjunta com outros órgãos do Brasil e de países vizinhos. Eventualmente, a participação da FAB envolve o monitoramento de tráfegos aéreos para o envio de dados de inteligência ou mesmo acompanhamento à distância de aeronaves suspeitas, de forma a colaborar com autoridades policiais.
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Veja os vídeos:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: Tribuna Online / Força Aérea Brasileira
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