Por: Cerqueiras Publicidades

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Vídeo (Feminicídio): Fazendeiro de 62 anos Executa Jovem com Tiro na cabeça após Atraí-la para Emboscada

Vítima de 24 anos já vinha sofrendo agressões e ameaças de morte; o crime ocorreu na frente do irmão da jovem, e o pecuarista segue foragido. (Veja o vídeo no final da matéria).

Um crime de feminicídio com contornos de extrema crueldade chocou os moradores da região de Rifaina, no interior de São Paulo, na noite da terça-feira (27 de outubro). A jovem Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça às margens do quilômetro 463 da Rodovia Cândido Portinari (SP-334). O principal suspeito do crime é o empresário rural João Roberto Bolelli, de 62 anos, com quem a vítima mantinha um relacionamento.

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O assassinato ocorreu exatamente em frente à entrada da fazenda de propriedade do pecuarista. De acordo com as investigações iniciais da Polícia Civil, o disparo fatal foi efetuado após uma severa discussão motivada por ciúmes possessivos. Logo após o crime, o fazendeiro fugiu do local dirigindo a própria caminhonete Toyota Hilux que havia acabado de ser devolvida pela vítima naquela mesma noite.

Foto: Reprodução Redes Sociais

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Relacionamento marcado por controle e violência

O histórico do envolvimento entre Priscila e o fazendeiro revela um cenário de profunda manipulação. Conforme detalhado no Boletim de Ocorrência registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Franca, os dois mantinham um relacionamento amoroso de caráter esporádico desde o mês de julho de 2026. Depoimentos apontam que João Roberto costumava atrair a jovem utilizando promessas financeiras e de bens materiais, chegando a garantir que transferiria um veículo Toyota Corolla para o nome dela.

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O comportamento do empresário, no entanto, tornou-se cada vez mais violento e controlador. Uma amiga de Priscila, que a conhecia há cerca de cinco anos, prestou depoimento às autoridades e revelou que as agressões físicas já haviam começado antes do desfecho trágico. Segundo a testemunha, na sexta-feira anterior ao crime (23), ela presenciou lesões corporais na jovem, que teriam sido causadas por João Roberto durante um episódio de fúria.

Foto: Reprodução Redes Sociais

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O inquérito policial detalha que o suspeito exercia um ciúme obsessivo e doentio sobre os passos da vítima. O fazendeiro acusava Priscila frequentemente de se relacionar com outras pessoas, visto que ela também mantinha um outro relacionamento há cerca de quatro meses, fato que seria de pleno conhecimento do agressor. Para tentar dominar a vida da jovem, ele chegou a contratar terceiros para monitorá-la, exigindo que tirassem fotos dela secretamente, até mesmo quando entrava em táxis para se locomover.

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A escalada de violência culminou em ameaças de morte diretas e explícitas poucos dias antes do assassinato. O registro policial aponta que, durante a agressão ocorrida na sexta-feira, João Roberto tentou proibir Priscila de retornar para a sua cidade de origem, Perdizes, no estado de Minas Gerais. Na ocasião, para intimidá-la, ele afirmou expressamente que "daria um tiro em sua cabeça" caso ela o contrariasse.

Foto: Reprodução Redes Sociais

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A emboscada para a devolução do veículo

A dinâmica que levou ao assassinato foi premeditada sob o pretexto de resolver pendências materiais. O Boletim de Ocorrência registra que, com o intuito de forçar um reencontro, o fazendeiro exigiu de forma categórica que Priscila devolvesse uma caminhonete Toyota Hilux que pertencia a ele. Para a entrega do veículo, o suspeito orientou que a vítima se deslocasse obrigatoriamente até a sua propriedade rural em Rifaina.

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Profundamente apreensiva e temendo por sua integridade física devido às recentes ameaças de morte, Priscila não quis realizar a viagem sozinha. Ela pediu ajuda ao seu irmão e à amiga para acompanhá-la no trajeto interestadual. O irmão assumiu a direção da caminhonete Hilux a partir do município mineiro de Perdizes, enquanto Priscila e a amiga seguiram o trajeto logo atrás, ocupando um outro veículo de passeio para garantir maior segurança.

Foto: Reprodução Redes Sociais

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Ao chegarem à entrada da fazenda, por volta das 21h da terça-feira, o grupo foi surpreendido por uma verdadeira emboscada. João Roberto Bolelli já aguardava no local e desembarcou de um Toyota Corolla branco. No entanto, ele não estava sozinho; o pecuarista estava acompanhado por um grupo de seis a sete homens, que haviam chegado em veículos distintos, incluindo uma caminhonete VW Saveiro, criando um ambiente de forte intimidação.

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Uma discussão ríspida e unilateral teve início imediatamente na rodovia. O fazendeiro passou a acusar Priscila de se apropriar indevidamente de seu dinheiro e, em tom agressivo, exigiu a devolução imediata do aparelho celular da jovem. Ele também a questionou sobre uma recente viagem feita à cidade de Sacramento (MG), insinuando uma suposta traição, ao passo que a vítima tentou se defender explicando que estava apenas acompanhando sua própria mãe.

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A tensão atingiu seu ponto máximo quando Priscila demonstrou que não cederia à pressão psicológica. Exausta da situação, ela declarou: "Eu vou embora, deixa eu ir embora, não quero mais nada com você". Diante da recusa categórica da jovem em entregar seu telefone celular, um iPhone branco, João Roberto sacou uma arma de fogo de forma repentina e cumpriu a ameaça feita dias antes, disparando covardemente contra a cabeça da vítima.

Foto: Reprodução Redes Sociais

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Desespero, luto e buscas pelo foragido

O cenário após o disparo foi de pânico absoluto. O irmão de Priscila, vendo a irmã cair, precisou correr para buscar abrigo, pois o fazendeiro também apontou a arma carregada em sua direção. Aproveitando-se do caos, o agressor entrou rapidamente na caminhonete Hilux recém-devolvida e fugiu do local em alta velocidade. O irmão, em um ato de desespero, carregou a vítima nos braços e a colocou em um VW Gol branco pertencente a um terceiro que passava pelo local, levando-a às pressas para o hospital de Rifaina. Infelizmente, a jovem não resistiu à gravidade do ferimento craniano e faleceu.

Foto: Reprodução Redes Sociais

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Policiais militares, que atendiam outra ocorrência durante o plantão, foram acionados para o caso e se deslocaram até a unidade de saúde, seguindo imediatamente para a fazenda do suspeito. Ao realizarem buscas na propriedade rural, as equipes encontraram apenas o neto do agressor. Visivelmente abalado com a tragédia, o jovem relatou aos policiais que o avô evitava compartilhar problemas pessoais com a família e desabafou com a guarnição: "O que meu avô foi aprontar". Na entrada da propriedade, às margens da rodovia, os militares preservaram uma grande poça de sangue para a realização dos trabalhos da perícia técnica.

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O caso foi formalmente registrado no Plantão Policial de Franca pela equipe do delegado Telismar Aparecido S. Junior. O crime é tratado como feminicídio, com o agravante de aumento de pena por envolver razões da condição de sexo feminino e contexto de violência doméstica e familiar. O celular da vítima foi devidamente apreendido e passará por análise pericial. As testemunhas oculares prestaram seus depoimentos e, até o momento, João Roberto Bolelli permanece foragido enquanto as forças de segurança realizam buscas ininterruptas para localizá-lo.

Veja o vídeo:

Vídeo: Reprodução Redes Sociais

Algumas Informações: Passos Online / GCN Sampi / UOL / Orlando Pesoti

Síntese da Matéria 
🚨 O Crime: A jovem Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, foi morta com um tiro na cabeça pelo fazendeiro João Roberto Bolelli, de 62 anos, com quem mantinha um relacionamento esporádico. 
📍 Local: O assassinato ocorreu na entrada da fazenda do autor, às margens da Rodovia Cândido Portinari, em Rifaina (SP). 
⚠️ Histórico de Violência: A vítima sofria com ciúmes possessivos, era monitorada e já havia sido agredida e ameaçada de morte dias antes do crime. 
🪤 A Emboscada: O fazendeiro exigiu que Priscila fosse até a fazenda devolver uma Hilux. Ela foi acompanhada do irmão e de uma amiga por medo. O autor a aguardava com outros homens e atirou após ela se recusar a entregar o celular e tentar ir embora. 
⚖️ Investigação: O agressor ameaçou o irmão da vítima com a arma e fugiu na caminhonete. Ele é considerado foragido. O caso foi registrado como feminicídio na CPJ de Franca. 
📞 Denuncie: Vítimas de violência doméstica podem buscar ajuda gratuita e sigilosa pelo telefone 180, Disque 100 ou WhatsApp (61) 99656-5008.


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