Beber álcool e fazer torniquete são mitos que podem prejudicar o tratamento; busque atendimento médico o quanto antes
A picada de cobra é muito dolorosa e, caso a serpente seja venenosa, a preocupação aumenta: além de dor e inchaço no local, podem ocorrer sangramentos em outras partes do corpo, dores musculares e alguns sintomas neurológicos, como visão dupla e pálpebras caídas, dependendo do gênero da serpente. Sem atendimento, há risco de hemorragia grave que pode levar à morte.
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A boa notícia é que existe um tratamento altamente eficaz para o envenenamento, o soro antiofídico, produzido no Instituto Butantan há mais de um século e distribuído por todo o Brasil.
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O soro só pode ser aplicado por profissionais capacitados e, até lá, muitos acreditam em “tratamentos alternativos”, baseados em crenças populares, que, ao invés de aliviar a dor ou minimizar o perigo, acabam colocando em risco a saúde das pessoas acidentadas.
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Um exemplo clássico é o mito de que ingerir álcool pode neutralizar o veneno da cobra – surpreendentemente, algumas pessoas até cortam a cabeça da cobra e a colocam dentro do copo.
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No entanto, o álcool não tem nenhum efeito sob o envenenamento, garante a médica Roberta Piorelli, que atua no Hospital Vital Brazil do Butantan, especializado no tratamento de acidentes com animais peçonhentos.
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“Outro erro muito comum é fazer torniquete [garrote] no local da picada para evitar que o veneno circule ou espalhe pelo corpo. Isso apenas piora a circulação do sangue no local da picada e aumenta o risco de necrose e amputação de membros”, alerta Roberta.
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Ela ressalta que a informação é extremamente importante para evitar complicações e desfechos mais graves. “O hospital atende 24 horas por dia todos os dias da semana, além de auxiliar por telefone colegas médicos de outros locais sobre como conduzir o tratamento do paciente e como identificar o animal que causou o acidente, usando fotos. Contamos com um grupo de biólogos no WhatsApp que nos auxiliam com essas identificações diariamente.
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Os pacientes também podem entrar em contato com o hospital para tirar dúvidas sobre acidentes com animais peçonhentos e receber orientações sobre locais de atendimento”, diz a médica.
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Veja abaixo o que você deve ou não fazer ao sofrer um acidente com cobra:

Foto: Reprodução
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Como reconhecer se uma cobra é venenosa?
A identificação de serpentes venenosas não é algo simples e pode incluir detalhes anatômicos, de comportamento e, dependendo da espécie, o recomendado é manter distância em todos os encontros.
Como reconhecer se uma cobra é venenosa? Esta é uma pergunta que necessita ser respondida em partes. De maneira geral, observar o formato da cabeça da cobra e outros detalhes anatômicos é uma das atitudes que ajuda a distinguir serpentes venenosas.
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A informação é do Instituto Butantan, instituição que é a maior produtora de vacinas e soros contra venenos de animais peçonhentos, toxinas bacterianas e alguns tipos de vírus da América Latina.
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No entanto, essas diferenças nem sempre são tão claras, tornando o reconhecimento de uma cobra venenosa uma tarefa desafiadora. De acordo com o Instituto, uma das formas mais seguras de identificação é observar a presença da fosseta loreal, um pequeno orifício localizado entre os olhos e as narinas de serpentes venenosas, que funciona como um órgão termorreceptor extremamente sensível às variações de temperatura.
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Mesmo assim, esse método não é infalível. Segundo o Butantan, essa estrutura está presente especialmente em serpentes da família Viperidae, as famosas víboras, mas não é encontrada, por exemplo, em cobras corais. “A observação da fosseta loreal não permite identificar se a serpente é uma coral (gênero Micrurus), sendo que todas as corais são venenosas”, afirma o Instituto em seu site oficial.
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O que diferencia uma cobra venenosa de uma cobra sem veneno?
No geral, algumas características anatômicas se repetem nas serpentes venenosas, segundo o Butantan:
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As escamas das cobras venenosas são alongadas, pontiagudas e causam uma sensação de aspereza ao toque;
Cobras venenosas têm a cabeça triangular, bem destacada do corpo (com exceção das cobras corais);
Os olhos das serpentes venenosas têm a pupila em fenda vertical.
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Mas só essas características podem não ser o suficiente para identificar todas as serpentes que podem ser perigosas. Além desses traços e da presença da fosseta loreal, há também significativas diferenças de comportamento.
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De acordo com o Butantan, as serpentes peçonhentas geralmente possuem hábitos noturnos, embora também possam ser avistadas durante o dia.
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Além disso, em situações de ameaça – quando se encontram com seres humanos, por exemplo, as cobras inofensivas tendem a fugir, enquanto as peçonhentas costumam se enrodilhar e preparar-se para o bote.
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Ainda assim, o Instituto alerta que existem exceções a todas essas regras de identificação para serpentes venenosas. Por exemplo, ainda que todas as cobras corais sejam peçonhentas e perigosas, existem as chamadas de falsas corais – espécies que imitam as características de uma coral verdadeira, mas que não possuem veneno.
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Portanto, como a distinção é uma tarefa difícil de ser feita, a recomendação do Butantan é assumir todas as corais como venenosas e ficar distante, para não correr nenhum perigo.
O Instituto informa que uma cobra-coral (tanto as verdadeiras quanto as falsas) pode ser identificada pelo seu padrão de cores constituído por anéis coloridos em preto, vermelho, branco, amarelo e outras cores fortes e vivas, geralmente distribuídos em sequência.
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Além disso, é imprescindível buscar ajuda médica imediata em caso de qualquer acidente com serpentes. O Instituto recomenda levar algum registro do animal, seja fotográfico, relato verbal das características da cobra ou até levando o próprio animal, para que a equipe médica possa identificar e tratar o caso com mais eficiência.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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