Daniele Barreto havia alertado sobre risco de suicídio após retorno à prisão; caso levanta debates sobre saúde mental no sistema carcerário.
Na tarde desta terça-feira, 09 de setembro de 2025, a médica sergipana Daniele Barreto, acusada de ser a mandante do assassinato do marido, foi encontrada sem vida no Presídio Feminino de Nossa Senhora do Socorro (Prefem), em Sergipe.

Equipes do Samu foram acionadas após ela ser localizada desacordada, com um lençol enrolado no pescoço, em uma cena compatível com suicídio. A constatação da morte foi feita ainda dentro da unidade prisional.

Daniele havia retornado recentemente ao presídio, depois que o Supremo Tribunal Federal revogou sua prisão domiciliar. A decisão se baseou no fato de que a guarda do filho menor do casal foi transferida para familiares paternos.
Durante a audiência de custódia, a defesa da médica alertou que ela enfrentava grave sofrimento psíquico, incluindo ideias suicidas. Os advogados pediam que a prisão fosse cumprida em regime domiciliar ou em clínica psiquiátrica.
Apesar das advertências, a Justiça determinou o retorno dela ao sistema prisional, estabelecendo que teria acompanhamento médico. No entanto, poucas horas depois da decisão, a tragédia se confirmou.
A Secretaria de Justiça de Sergipe informou que instaurou um procedimento administrativo interno para apurar o caso. Paralelamente, a Polícia Civil abriu investigação criminal sobre as circunstâncias da morte.
Outro ponto que chamou atenção foi o vazamento de fotos da médica no interior da cela, divulgadas nas redes sociais logo após o ocorrido. As imagens geraram indignação e levaram à abertura de uma apuração específica.
A secretária Viviane Pessoa ressaltou que, em todo o período anterior de prisão, nunca houve divulgação de registros internos, e que o vazamento desta vez será tratado com rigor. A corregedoria e a polícia também foram acionadas.
O advogado de defesa, Fábio Trindade, declarou que sua cliente havia avisado repetidamente que, se retornasse ao presídio, atentaria contra a própria vida. Para ele, o desfecho trágico era previsível e poderia ter sido evitado.

Daniele respondia à acusação de planejar o assassinato do marido, o advogado José Lael Rodrigues Júnior, morto em 18 de outubro de 2024. Ele foi baleado dentro do carro, na frente do filho do casal, que também foi atingido, mas sobreviveu.

As investigações indicaram que ela teria contado com a ajuda de duas amigas, responsáveis por informar aos executores a localização do advogado. Câmeras de segurança flagraram conversas entre elas e os criminosos momentos antes do crime.
As autoridades acreditam que a motivação teria ligação com um relacionamento extraconjugal e uma disputa por bens patrimoniais, incluindo valores depositados em contas do filho.
O caso já havia passado por sua primeira audiência em agosto deste ano. Dias depois, a defesa dela renunciou, alegando problemas financeiros no contrato de honorários.
Daniele foi presa em novembro de 2024, junto com outras seis pessoas suspeitas de envolvimento no crime. Em janeiro, foi transferida ao presídio feminino. Em maio, conseguiu prisão domiciliar, mas a medida foi revogada em agosto. Com a morte da acusada, o processo criminal contra ela será extinto. No entanto, os demais réus continuarão respondendo judicialmente.
A situação reacendeu discussões sobre a saúde mental no sistema prisional. Daniele tinha diagnóstico de transtorno de personalidade borderline e chegou a ser internada em clínica psiquiátrica antes de retornar ao presídio.
Especialistas destacam que o retorno abrupto ao cárcere, mesmo diante de alertas de risco, pode ter agravado o estado psicológico da médica. O episódio expôs falhas nos protocolos de atenção à integridade dos presos.
Na sociedade, o caso gera forte repercussão, não apenas pela gravidade do crime, mas também pelo debate em torno da dignidade humana e da responsabilidade do Estado em proteger a vida de pessoas sob custódia.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Assim, a morte de Daniele Barreto marca um desfecho dramático em um processo que já mobilizava a opinião pública em Sergipe. A investigação agora se concentra em esclarecer não só as circunstâncias de sua morte, mas também como imagens internas do presídio vieram a público em meio à tragédia.
Algumas Informações: gazetaweb (Instagram) / descobertasfantasticas1 (Instagram)
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