Um tiroteio na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, resultou na morte de três pessoas na quinta-feira (24 de outubro). Entre as vítimas, estava Renato Oliveira, de 48 anos, que foi alvejado na cabeça enquanto dormia no ônibus a caminho do trabalho.
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Em entrevista ao programa “Encontro”, na sexta-feira (25 de outubro), o filho de Renato, Renan, não conseguiu conter a emoção ao falar da trágica perda do pai.
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Renato foi atingido por uma bala durante o trajeto e, mesmo sendo socorrido e levado ao Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), não resistiu após passar por uma cirurgia.
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Durante a entrevista, Renan, filho da vítima, se mostrou desolado. “É algo inexplicável. Meu pai, meu herói, meu amigo. Infelizmente, perdeu a vida em busca do pão”, lamentou ele.
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Na frente do Instituto Médico Legal (IML), para onde foi levado o corpo de Renato, ele expressou sua revolta. “Tem que ser feita a justiça, porque não existe essa possibilidade de fazer uma operação em meio horário de trabalho, sem comunicar ninguém. E o que resta agora? Agora ficou a família, o pessoal sofrendo, o cara amigo, camarada, nunca negou ajuda a ninguém, entendeu? Eu só peço a justiça, só isso só”, declarou.
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A operação policial no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio, ocorreu entre 5h40 e 6h da manhã da quinta-feira.
A porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronel Claudia Moraes, explicou que a corporação “procura realizar essas operações em horários que causem menor impacto”.
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Ela acrescentou: “Eu não posso precisar qual foi o horário específico, só o comandante pode dizer. Mas eu garanto que a operação não começou 7h, não começou 8h. Mas, por conta da forte resistência desses criminosos, essa situação se estendeu”.
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Ainda durante seu desabafo, Renan, visivelmente abalado, lembrou os ensinamentos do pai: “Tô sem palavras, sem ação, sem chão. Todo mundo batalhador, meu pai ensinou o caminho correto para eu e meu irmãos seguirmos, honestamente, respeitando todo mundo e sem querer ganhar vantagem em cima dos outros. Ele foi um herói. Infelizmente, faleceu sem nem saber, ele estava dormindo”. Antes de embarcar no ônibus, Renato havia comprado mortadela e refrigerante para um café da manhã com colegas do trabalho.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Terror no Rio: quem eram os trabalhadores mortos com tiros na cabeça
Três trabalhadores perderam a vida e outros três ficaram feridos em um tiroteio na avenida Brasil, no Rio de Janeiro, durante uma operação policial. Saiba quem eram os homens que morreram e um pouco de suas histórias.
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O que aconteceu
Paulo Roberto de Souza, 60, era motorista de aplicativo e morador de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Ele tinha uma rotina dedicada ao trabalho e à família.
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Com uma trajetória marcada pelo esforço, Paulo Roberto era casado, pai de dois filhos e avô de um menino. No momento do tiroteio, Paulo levava um passageiro quando foi atingido por uma bala que atravessou o vidro traseiro de seu carro, ferindo-o fatalmente na cabeça.
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Seu amigo, Júlio Cesar, expressou ao O Globo o choque com a perda. "Paulo Roberto era uma pessoa honesta e trabalhadora, que, como tantos outros, saía para trabalhar sem saber se voltaria para casa".
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Geneilson Eustáquio Ribeiro, 49, era caminhoneiro e saiu de casa em Xerém, também na Baixada Fluminense, de manhã, após um último beijo na esposa, Rejane Alves.
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Conhecido pelo sorriso e pela disposição alegre, Geneilson trabalhava para sustentar sua família, composta por uma filha e um filho, segundo apuração da reportagem. No trajeto pela Avenida Brasil, foi surpreendido pelo confronto e baleado na cabeça enquanto dirigia seu caminhão.
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Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo e, posteriormente, transferido para o Hospital Adão Pereira Nunes, onde passou por uma cirurgia, mas não resistiu.
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Renato Oliveira, 48, estava a bordo de um ônibus da linha 493 (Central x Ponto Chic) quando foi atingido na cabeça durante o tiroteio. Natural do Rio de Janeiro, Renato era funcionário de um frigorífico e pegava ônibus regularmente para se deslocar pela cidade.
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Após o tiro, ele foi encaminhado para o Hospital Federal de Bonsucesso, onde recebeu atendimento emergencial, mas acabou falecendo devido aos ferimentos. Em entrevista, Adonias dos Santos, amigo de Renato, falou emocionado sobre o caso.
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"Ele estava dormindo e não viu. A gente sai para trabalhar e não sabe se vai voltar. Ele ia fazer um café da manhã no trabalho dele, estava levando refrigerante, mortadela, ficou tudo dentro do ônibus. Ele tem uma família, tem filhos, quem vai sustentar essas crianças agora?."
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Quem são os feridos?
Três pessoas ficaram feridas no confronto, entre elas Alayde dos Santos Mendes, de 24 anos, atingida na coxa e que já recebeu alta do hospital. Outro ferido, que sofreu um tiro no antebraço, também foi liberado após tratamento. A terceira vítima, atingida na região dos glúteos, permanece internada no Hospital Federal de Bonsucesso.
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Início do tiroteio
Na manhã da quinta-feira, 24 de outubro, a Polícia Militar do Rio de Janeiro iniciou uma operação no Complexo de Israel, zona norte da cidade, com o objetivo de combater quadrilhas de roubo de cargas.

Foto: Reprodução
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Durante a ação, bandidos reagiram a tiros, levando pânico à população que transitava pela avenida Brasil, uma das principais vias da cidade. O confronto fez com que a avenida ficasse bloqueada por duas horas, com escolas e unidades de saúde suspensas, e até linhas de trem afetadas, segundo apurou a reportagem.
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A ação contou com apoio de três batalhões, mas os policiais foram surpreendidos pelo poder de fogo dos criminosos, sob o comando do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como "Peixão", líder do Terceiro Comando Puro (TCP), que controla a região da Cidade Alta.
Segundo a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj, o tiroteio é mais um reflexo da falta de segurança na cidade e do impacto negativo que operações como essa causam na vida dos moradores.
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A avenida Brasil é palco constante de violência, registrando uma média de um tiroteio a cada dois dias, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado. Nos últimos oito anos, ocorreram mais de 1.500 confrontos armados ao longo dessa via, que percorre 26 bairros e é cercada por 70 favelas, muitas sob o domínio de facções criminosas e milícias.
Algumas informações: Universo On Line
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