Em vídeo emocionante, Cristina Groberio marca os mil dias da partida da filha Yasmin e apresenta a "Comunidade Eu Luto", espaço de acolhimento para quem enfrenta a dor do suicídio.
"Mil dias do pior dia da minha vida. O dia que eu descobri que a minha filha não estava mais aqui". Com essas palavras, Cristina Groberio inicia um relato comovente sobre a perda de sua filha, Yasmin, vítima de autoextermínio.
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O vídeo, divulgado nesta semana, não apenas marca uma data dolorosa, mas serve como um manifesto de sobrevivência, fé e solidariedade para milhares de famílias que enfrentam o mesmo drama no Brasil.
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No depoimento, Cristina reflete sobre a jornada "dura e de saudade" que percorreu desde a partida da filha. No entanto, ela destaca um ponto fundamental para sua recuperação: a coletividade. "Nesses mil dias, eu nunca caminhei só. Mesmo atravessando a maior dor da minha vida, eu encontrei outras pessoas que carregam no peito uma ausência parecida com a minha", afirma.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Histórias Interrompidas
O vídeo compartilhado por Cristina vai além de sua dor pessoal. As imagens exibidas mostram diversas mães ao lado de seus filhos — todos jovens que partiram por suicídio. Segundo ela, não são apenas fotografias, mas registros de "vínculos e histórias interrompidas cedo demais".
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O relato toca em um ponto sensível para os sobreviventes enlutados: a culpa e a percepção dos sinais. Cristina observa que, enquanto algumas mães conseguiram perceber a dor e tentar ajudar, outras "não tiveram tempo, não tiveram chance, não conseguiram compreender a dimensão do sofrimento que eles carregavam em silêncio".
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A dimensão do problema é alarmante. O vídeo traz o dado de que, no Brasil, cerca de 45 pessoas morrem por suicídio todos os dias. "Os nossos filhos fazem parte dessa realidade", lamenta Cristina.
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Um Apelo pela Vida
Transformando o luto em luta, Cristina utiliza sua experiência para fazer um apelo direto a quem está em sofrimento mental. A mensagem é clara: "O suicídio não é a saída. Você é importante. Você faz falta".
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Ela reforça que existem caminhos e tratamentos para a dor psíquica, mesmo que a pessoa não consiga enxergá-los no momento de crise. "Se você sente que a dor tem sido maior do que a sua força, por favor, peça ajuda", orienta.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Leia o relato da mãe:
"Nesses mil dias, eu nunca caminhei sozinha.
Mesmo atravessando a maior dor da minha vida, eu encontrei outras mulheres, outras mães, que carregam no peito uma ausência parecida com a minha.
Todas as imagens que você vê neste vídeo mostram uma mãe e o seu filho.
Filhos que partiram por suicídio.
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O que aparece aqui não são apenas fotografias.
São vínculos.
São histórias interrompidas cedo demais.
São amores que seguem vivos na saudade.
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Algumas dessas mães perceberam a dor dos filhos e tentaram ajudar quando os sinais começaram a aparecer.
Outras não tiveram tempo, não tiveram chance, não conseguiram compreender a dimensão do sofrimento que eles carregavam em silêncio.
Todos os dias, no Brasil, cerca de quarenta e cinco pessoas morrem por suicídio.
E os nossos filhos fazem parte dessa realidade.
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Por isso, o que eu deixo aqui hoje é um apelo.
Se você vive algum sofrimento mental, se sente que a dor tem sido maior do que a sua força, por favor, peça ajuda.
Existem formas de tratar o sofrimento mental.
Existem caminhos.
Talvez você não consiga enxergá-los agora, mas eles existem.
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O suicídio não é a saída.
Você é importante.
Você faz muita falta.
E para você que perdeu alguém, receba o meu abraço mais sincero.
Eu sei como dói.
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Fica aqui também o meu convite para caminhar com a gente, no Grupo Eu Luto.
Porque ninguém deveria atravessar essa dor sozinho.
Hoje fazem mil dias que eu sinto saudade do grande amor da minha vida.
E eu daria tudo para que ela estivesse aqui, ao meu lado.
E enquanto eu sigo, sigo por todos que ainda podem ser cuidados.
Sigo também pela minha fé."
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Comunidade Eu Luto
Para aqueles que ficaram — os sobreviventes enlutados —, Cristina estende um convite para o Grupo Eu Luto. A iniciativa nasceu da necessidade de criar um espaço seguro onde a dor é acolhida e validada, combatendo a solidão de não ter com quem dividir o peso da ausência.
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"O Eu Luto Comunidade nasceu justamente para isso: para ser um espaço vivo, onde a dor é acolhida e a vida pode, aos poucos, florescer novamente", explica o texto de apresentação do projeto. O objetivo é conectar pessoas que entendem o valor de uma escuta verdadeira e que estão reaprendendo a existir no mundo após a perda.
Cristina encerra sua homenagem reafirmando seu compromisso de seguir em frente: "Sigo, por ela [Yasmin], pela minha fé e por todos que ainda podem ser cuidados".
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Serviço e Apoio
Se você ou alguém que você conhece está passando por dificuldades emocionais, existem canais de ajuda:
- Comunidade Eu Luto: Para mais informações sobre o grupo de apoio a enlutados, acesse: crisgroberio.com.br
- CVV (Centro de Valorização da Vida): Ligue 188 (ligação gratuita e sigilosa, 24 horas).
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: Cristina Groberio
📝 Síntese da reportagem
💔 Relato: Cristina Groberio divulgou vídeo marcando 1000 dias da morte de sua filha, Yasmin, por suicídio.
🤝 Coletividade: O vídeo homenageia outras mães que perderam filhos da mesma forma, destacando que a dor não deve ser vivida na solidão.
📊 Dados: O Brasil registra cerca de 45 suicídios por dia, uma realidade que afeta milhares de famílias.
🗣️ Apelo: Cristina pede que pessoas em sofrimento busquem ajuda profissional, reforçando que "o suicídio não é a saída".
🌻 Apoio: Foi apresentada a "Comunidade Eu Luto", um espaço seguro para acolhimento de enlutados.
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