Um vídeo mostra o momento em que um homem persegue e ataca a estudante Bruna Oliveira da Silva, 28, encontrada morta após desaparecer no bairro de Itaquera, na zona leste de São Paulo. (Veja o vídeo no final da matéria)
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O que aconteceu
Suspeito foi identificado pela polícia. A identidade dele, no entanto, não foi divulgada. Buscas estão sendo realizadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.
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Imagem mostra homem agarrando estudante. No vídeo, é possível ver que o suspeito segue Bruna a poucos metros dela na calçada. Em determinado momento, ele a ataca por trás. Ela tenta resistir. Depois, as imagens não mostram mais os dois. A polícia suspeita de que ele a levou para o local onde a mulher foi morta.
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"Morreu como ela mais temia", disse mãe da vítima. Após reconhecer o corpo, Simone da Silva, mãe de Bruna, disse a um grupo jornalistas do lado de fora do Instituto Médico Legal que a estudante lutava pelo fim da violência contra a mulher. "Morreu como ela mais temia, como eu mais temia. Que peguem essa pessoa, porque essa pessoa está solta e vai matar mais", afirmou.
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Ninguém foi preso até o momento. O caso foi registrado inicialmente como "morte suspeita" no 24º Distrito Policial. Mas foi encaminhado para o DHPP, após serem encontrados indícios de crime no corpo de Bruna.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Relembre o caso
Corpo foi encontrado em estacionamento no dia 17 de abril. Vítima estava nos fundos do imóvel na avenida Miguel Ignácio Curi, na Vila Carmosina. O local onde o corpo foi encontrado fica ao lado da Neo Química Arena, estádio do Corinthians. Ela estava a menos de dois quilômetros do local onde sumiu no domingo.
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Bruna estava apenas com roupas íntimas. Ainda não é possível determinar se houve violência sexual. As informações constam no primeiro boletim de ocorrência do caso, registrado no 24º DP da Ponte Rasa.
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Desaparecimento. Bruna foi vista pela última vez com vida no terminal de ônibus do metrô de Itaquera. Segundo informado pela família à polícia, ela saiu da casa do namorado, no bairro do Butantã, na zona oeste da capital, e estava indo para casa quando sumiu.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Ela parou em uma banca de jornal para carregar o celular. De lá, enviou uma mensagem a familiares pedindo dinheiro para pegar um carro por aplicativo, segundo o BO. A mulher deixou de responder mensagens minutos depois, por volta das 22h30, e não foi mais vista.
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Vídeo mostra estudante da USP saindo de terminal antes de ser morta. Pelo horário registrado no vídeo, Bruna deixou o local e minutos depois desapareceu. Nas imagens, é possível ver a estudante deixando o terminal de ônibus a pé. Bruna chega a apressar a caminhada ao atravessar um dos trechos do terminal.
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Quem era Bruna Oliveira da Silva, estudante da USP encontrada morta na zona leste de SP
A estudante e pesquisadora Bruna Oliveira da Silva, 28, foi a primeira de sua família a chegar ao ensino superior. Era estudiosa desde a infância na zona leste de São Paulo, seguindo os conselhos da mãe, que dizia: "quando você estuda, você não deixa ninguém te manipular".
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Bruna foi encontrada morta na noite de quinta-feira (17 de abril) em um estacionamento na região da Vila Carmosina, na zona leste. Estava desaparecida desde domingo (13), quando foi de metrô do Butantã, na zona oeste, até a estação Corinthians-Itaquera da linha 3-Vermelha.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Na estação, Bruna disse que não tinha como chegar em casa e que estava com pouca bateria no celular. Seu namorado então fez uma transferência de dinheiro para que ela pudesse pedir uma viagem por aplicativo para completar o trajeto. A partir daí, a família não teve mais notícias de Bruna.
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"Eu tenho certeza que ela morreu lutando, porque ela falava 'mãe, ninguém põe a mão em mim'", diz Simone Silva. "Ela tinha pavor desse tipo de coisa, de feminicídio. E dizia: 'temos que lutar por essa causa."
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Ela era formada em Turismo na EACH-USP (Escola de Artes, Ciências e Humanidades), conhecida como USP Leste. Recentemente, Bruna havia sido aprovada no mestrado no programa de pós-graduação em mudança social e participação política da mesma unidade. Em nota, a direção da EACH-USP lamentou a morte de Bruna.
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Tinha dois irmãos mais novos —um de 25 anos e outro de 12, este último do segundo casamento de sua mãe. O último ano de Bruna na graduação coincidiu com a gravidez, aos 21. Ela pensou em pausar os estudos, mas a insistência da mãe a fez persistir. O filho, Iuri, era recém-nascido quando ela se formou. Hoje, tem sete anos.
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Segundo a mãe, ela deu aulas de inglês em colégios particulares e também dava palestras, inclusive fora de São Paulo. Morou em várias casas e apartamentos, sempre na região de Itaquera. Há cerca de cinco anos, passou a morar com o pai, numa casa que ele havia acabado de comprar com as economias de uma vida inteira do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Devorava livros e tinha paixão por viagens. A última foi para o Espírito Santo —uma promoção de passagens aéreas e uma decisão impulsiva a levaram até lá. Simone só ficou sabendo quando Bruna enviou uma foto da praia. Voltou encantada com as praias e alimentando a ideia de se mudar para lá. Seu grande sonho era atravessar o Atlântico e conhecer a Europa.
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Com o passar dos anos, virou uma conselheira da própria mãe. "Ela falava para mim: 'não abaixe a cabeça para ninguém, não deixe ninguém machucar você'", conta Simone. "Ela nasceu para sorrir. Se você pegar qualquer foto dela desde bebê, é sempre sorrindo."
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: Universon Online / Folha de São Paulo
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