Bloqueio atmosférico eleva as temperaturas em parte do Centro-Sul, com máximas em pelo menos 5°C acima da média e madrugadas abafadas durante a semana do Natal. (Veja o vídeo no final da matéria).
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O verão começa oficialmente no Brasil já sob a atuação de uma nova onda de calor, que deve marcar a semana do Natal e os primeiros dias da estação. Um bloqueio atmosférico se estabelece sobre parte do país, dificultando a formação de sistemas de chuva mais organizados e favorecendo a persistência do calor ao longo dos dias no Centro-Sul.
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Com esse padrão, diversas regiões devem registrar temperaturas pelo menos 5°C acima da média para esta época do ano, além de madrugadas e manhãs bastante abafadas.
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Estados afetados pela onda de calor
O fenômeno atua sobre os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e até mesmo sobre o extremo sul de Goiás. Nessas áreas, tanto as temperaturas máximas quanto as mínimas permanecem elevadas, reduzindo o alívio térmico durante a noite e aumentando o desconforto ao longo do dia.
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Apesar do predomínio do calor, o bloqueio não impede totalmente a ocorrência de chuva. Pancadas isoladas ainda podem ocorrer e em alguns momentos podem cair com forte intensidade, acompanhadas por raios, típicas de dias quentes e abafados de verão.
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O que é e como se forma uma onda de calor
O fenômeno pode ocorrer em qualquer estação do ano, tanto no Hemisfério Sul quanto no Hemisfério Norte, mas ondas de calor são particularmente mais intensas quando na primavera e no verão, quando se tem o aumento da insolação diária.
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Ondas de calor são geradas por bloqueios atmosféricos causados por grandes sistemas de alta pressão atmosférica.
É um fenômeno que pode ocorrer em qualquer estação do ano, tanto no Hemisfério Sul quanto no Hemisfério Norte, mas são particularmente mais intensas quando ocorrem na primavera e no verão, quando se tem o aumento da insolação diária.
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O aumento da frequência e da intensidade de ondas de calor, tanto na atmosfera como no oceano é, há décadas, um dos alertas mais recorrentes da Organização Meteorológica Mundial e da Organização Mundial da saúde.
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Os impacto de ondas de calor que ocorrem no Hemisfério Norte é maior na contabilidade da média da temperatura global, porque a porção de continente é muito maior do que as áreas oceânicas. O continente aquece mais e mais rápido do que a água do oceano.
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Os anos de 2024 e 2023 foram os mais quentes já medidos pela ciência moderna, desde o período pré-industrial entre 1850 e 1900.
Em 2024, pela primeira vez, a temperatura média da Terra, considerando o oceano e a atmosfera, superou o limite de “alerta de segurança” de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris.
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Como se caracteriza uma onda de calor?
Onda ou bolha de calor é uma sequência de dias ou até semanas, onde as temperaturas em uma região, relativamente ampla, fica muito acima da média que seria normal para uma determinada época.
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Embora a literatura não seja uniforme em relação à definição, a Organização Meteorológica Mundial considera uma onda de calor quando as temperaturas permanecem pelo menos 5 °C acima da média e durante pelo menos 5 dias consecutivos.
Ondas de calor são geradas por bloqueios atmosféricos causados por grandes sistemas de alta pressão atmosférica.
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Diferença no comportamento do calor entre o Sul e outras regiões
O impacto da onda de calor não será exatamente igual em todas as regiões.
No Sul do Brasil, entre Santa Catarina e o Paraná, o período mais crítico deve ocorrer entre esta segunda-feira (22) e o dia de Natal, na quinta-feira (25). Após esse intervalo, o calor tende a perder força gradualmente.
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Já no Sudeste e no Centro-Oeste, o cenário de calor intenso deve persistir ao longo de toda a semana, com poucas variações significativas nas temperaturas, principalmente durante as tardes.
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Noites abafadas aumentam o desconforto térmico
Além das tardes quentes, a onda de calor também se destaca pelo aumento das temperaturas mínimas, o que resulta em noites e madrugadas abafadas. Esse padrão dificulta a perda de calor acumulado ao longo do dia e contribui para maior desgaste físico, especialmente em centros urbanos.
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São Paulo pode registrar recorde histórico para dezembro
Na cidade de São Paulo, os termômetros podem atingir 35°C ou até valores superiores. Caso a capital marque 36°C, o registro poderá se tornar a maior temperatura já observada em um mês de dezembro, reforçando a intensidade deste episódio de calor.
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Calor intenso pode elevar consumo de energia
O calor intenso, somado ao período de festas de fim de ano, tende a provocar um aumento expressivo no consumo de energia elétrica, principalmente pelo uso mais frequente de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.
Esse cenário levanta preocupações adicionais, especialmente em grandes centros urbanos ou locais turísticos. Redobre os cuidados com hidratação e evite o sol nos horários mais quentes.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: ClimaTempo
📝 Síntese da reportagem
☀️ Fenômeno: Uma nova onda de calor, causada por um bloqueio atmosférico, marca o início do verão e elevará as temperaturas na semana do Natal.
🌡️ Intensidade: Previsão de termômetros pelo menos 5°C acima da média e noites abafadas (mínimas elevadas).
🗺️ Áreas Afetadas: Estados de SP, MG, RJ, PR, MS, SC e o extremo sul de GO.
📅 Duração: No Sul (SC/PR), o calor é crítico até o dia 25 (quinta); no Sudeste e Centro-Oeste, a alta temperatura persiste durante toda a semana.
⛈️ Clima: Apesar do sol forte, pancadas de chuva isoladas e intensas podem ocorrer.
🏙️ Recorde: A cidade de São Paulo pode registrar a maior temperatura da história para um mês de dezembro, podendo chegar a 36°C.
⚡ Alerta: Aumento no consumo de energia elétrica e necessidade de cuidados redobrados com hidratação.
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