Segundo informações da Polícia Civil, Roberto Marcelo Paiva Ramos é um dos assassinos em série mais procurados do Brasil e condenado a mais de 60 anos de prisão. Natural de Juiz de Fora, ele foi preso em Cabo Frio, depois de fugir da prisão e viver dois anos como ambulante. (Assista ao vídeo no final da matéria)
Ao menos sete mulheres foram vítimas de Roberto Marcelo Paiva Ramos, de 50 anos, preso após permanecer mais de um ano foragido da Justiça de Minas Gerais, onde cumpria pena no presídio de Muriaé por latrocínio.
Mineiro de Juiz de Fora, o homem é considerado pela polícia um dos assassinos em série mais procurados do Brasil, por crimes cometidos entre 1997 e 2006.
Segundo a polícia, o homem dizia cometer as mortes baseando-se no filme “Rejeitados pelo Diabo”, que conta a história de dois irmãos que matavam quem lhes atrapalhasse o caminho.
Prisão
Na quarta-feira, Roberto foi preso nas proximidades do Mercado Municipal do Peixe, no Bairro Jacaré, em Cabo Frio.
De acordo com o delegado Sérgio Elias Santana Júnior, para não ser pego, o suspeito usava outro nome na cidade da Região dos Lagos e tentava trabalhar informalmente em quiosques na praia e como garçom.
“O município era familiar, pois passava temporada em Cabo Frio desde os 18 anos e, a partir daí, foragido de Muriaé, veio para cá para se estabelecer e trabalhar informalmente”, informou o titular da 126ª Delegacia de Polícia de Cabo Frio.
Ainda conforme o delegado, após a prisão, Roberto foi transferido de Cabo Frio para o sistema prisional da cidade do Rio de Janeiro e depois seria levado para Minas Gerais.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mas, até a publicação desta reportagem, não havia informações para qual presídio mineiro ele foi reconduzido.
Crimes
Na Bahia, ele é apontado como principal suspeito pelo assassinato de uma turista no distrito de Arraial D' Ajuda, em Porto Seguro, em 2006. À época, a vítima morreu estrangulada com um fio elétrico e golpes de porrete na cabeça.
Segundo o delegado Sérgio Elias Santana Júnior, em depoimento informal após a prisão em Cabo Frio, ele disse que o crime foi cometido pela companheira.
Em Minas Gerais, são 15 processos contra ele, sendo 13 em Juiz de Fora, um em Muriaé e outro em Varginha. Além dos crimes de feminicídio, ele tem participação em outras ocorrências, como homicídio qualificado, furto, roubo, latrocínio e envolvimento com tráfico de drogas e armas.
Ao todo, ele já foi condenado a mais de 60 anos de prisão.
Pelas autoridades policiais de Minas e Bahia, Roberto é considerado um psicopata, pois sentia prazer em ver as vítimas sofrendo até a morte.
Os 10 traços de um serial killer

Calme! Não é necessário romper amizades e namoros. Tampouco há motivo para desesperar-se caso se identifique com uma ou mais características abaixo elencadas. Sinais são apenas sinais. Não queremos dar um ar lombrosiano (positivista) no Canal. São apenas vestígios já identificados em estudos empíricos.
Noutras palavras, é possível que um serial killer tenha todos estes atributos; da mesma forma que não seria surpreendente se não os tivesse. As características abaixo foram identificadas a partir de uma amostra de 34 sádicos assassinos sexuais, todos homens e em sua maioria brancos.
A pesquisa é da lavra de Roberto Ressler – a quem muitos lhe imputam a autoria do termo serial killer – e John Douglas, da Universidade de Ciência Comportamental do FBI, juntamente com os professores Ann W. Burgess e Ralph D’Agostino. Seguem, então, os temidos perfis (SCHECHTER, 2013, p. 36):
1) A maioria é composta por homens brancos e solteiros;
2) Normalmente possuem um QI acima da média – “superdotados”;
3) Conquanto sejam inteligentes, possuíram um fraco desempenho escolar e irregularidade em empregos – a ponto de não possuírem sucesso profissional;
4) Conviveram em um ambiente familiar conturbado. Alguns foram abandonados por seus pais ainda quando pequenos e se criaram em lares desfeitos e disfuncionais dominados por suas mães;
5) Fatores hereditários ligados a históricos de alcoolismo, mazelas psiquiátricas e históricos criminosos em suas famílias;
6) Normalmente sofreram, quando menores de idade, abusos psicológicos e físicos, na maioria das vezes consistentes em violências sexuais;
7) Dificuldade em lidar com figuradas de autoridades masculinas – mormente em razão do ressentimento e mágoa proveniente da distância da figura paterna;
8) Manifestação de problemas mentais em idade precoce e, não raras vezes, são internados em instituições psiquiátricas ainda quando crianças;
9) Isolamento da sociedade e constate ódio por tudo e por todos – incluindo a si próprio;
10) Perversão precoce na sexualidade degenerada – obcecados por fetichismo, voyeurismo e pornografia violenta.
Vou repetir: não são traços categóricos e definitivos. A maioria dos serial killers apresentam esse perfil, o que não significa dizer que uma criança que fora molestada sexualmente na juventude tende a ser um assassino em série. Além de traumas, há o fator genético que também pode ser significativo na anatomia do mal. Seja como for, eles estão aí – e parece que nos farão companhia por um longo tempo.
Fonte: G1 Globo / Jus Brasil
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