Homem roubou uma van para fugir após o crime em Itaboraí - RJ. Ele foi interceptado na BR-040, tentou reagir e acabou ferido no braço; crime foi classificado pela família como "tragédia anunciada". Thamires Moreira França da Silva, de 23 anos, foi morta a facadas dentro de sua própria casa. (Veja o vídeo da prisão no final da matéria).
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Uma operação conjunta entre forças de segurança resultou na prisão dramática, na tarde da terça-feira (27 de janeiro), de um homem acusado de feminicídio e tentativa de homicídio.
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O suspeito, que havia matado a ex-companheira horas antes em Itaboraí (RJ), foi interceptado em Juiz de Fora (MG) após uma perseguição policial que terminou com o homem baleado.
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Vídeos compartilhados nas redes sociais registraram o momento da captura. O homem fugia em uma van roubada no Rio de Janeiro e seguiu em direção a Minas Gerais.
Foto: Reprodução
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A Perseguição na BR-040
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o veículo foi identificado como produto de roubo e o condutor não obedeceu à ordem de parada na fiscalização da divisa entre os estados. A fuga se estendeu pela BR-040 até a entrada de Juiz de Fora.
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Durante o acompanhamento, o condutor teria levantado um objeto, o que foi interpretado pelos agentes como uma ameaça iminente. Policiais militares do Rio de Janeiro, que participavam da ação (Operação Foco), efetuaram disparos.
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O suspeito foi atingido no braço e o veículo parou próximo à Avenida Deusdedith Salgado. O SAMU prestou os primeiros socorros e encaminhou o homem, sob escolta policial, ao Hospital de Pronto Socorro (HPS).
Foto: Reprodução
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O Crime Brutal em Itaboraí
A prisão encerra uma sequência de violência que começou na madrugada desta terça-feira, no bairro Manilha/Santo Antônio, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. A vítima, Thamires Moreira França da Silva, de 23 anos, foi morta a facadas dentro de sua própria casa.
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Segundo as investigações, o autor não aceitava o fim do relacionamento. Ele invadiu a residência e atacou Thamires. A mãe da jovem tentou intervir para salvar a filha e também foi esfaqueada, sofrendo ferimentos graves na mão. Ela segue internada no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo.
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O crime ocorreu na presença do filho do casal, de apenas dois anos. Thamires deixa outro filho, de sete anos, que estava com o pai no momento do ataque.
Foto: Reprodução
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"Tragédia Anunciada"
A família da vítima relatou que o comportamento agressivo do suspeito já era conhecido, embora ele mantivesse uma postura tranquila publicamente. José França, pai de Thamires, lamentou o desfecho, afirmando que a filha acreditava que o ex-companheiro não chegaria a tal extremo.
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“Infelizmente terminou com essa tragédia. Era algo que já vinha sendo anunciado. Ele já vinha agredindo e ela não se moveu para pedir uma medida protetiva, achando que ele não chegaria a esse ponto”, desabafou o pai.
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A vítima já havia registrado um boletim de ocorrência anterior com base na Lei Maria da Penha.
O acusado responderá por feminicídio e tentativa de feminicídio. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo.
Foto: Reprodução
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🆘 NÃO SE CALE: Saiba onde e como pedir ajuda em casos de violência contra a mulher
O caso de Thamires reforça a urgência de romper o ciclo da violência antes que ele evolua para uma tragédia. Se você é vítima ou conhece alguém que esteja passando por situações de ameaça, agressão física, psicológica ou patrimonial, saiba que existem diversos canais de denúncia e acolhimento disponíveis 24 horas por dia.
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Confira abaixo os principais contatos e procedimentos:
📞 POLÍCIA MILITAR - 190 Quando usar: Em situações de emergência, quando a agressão está acontecendo naquele momento ou quando há risco iminente de morte. A viatura é enviada ao local para interromper a violência e prender o agressor em flagrante.
📞 CENTRAL DE ATENDIMENTO À MULHER - 180 Quando usar: Para denúncias anônimas, orientações sobre direitos e encaminhamento para serviços de proteção. A ligação é gratuita, confidencial e funciona em todo o território nacional.
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🏢 DELEGACIAS DE POLÍCIA (DEAM) O que fazer: Procure a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) mais próxima. Caso sua cidade não possua uma unidade especializada, qualquer delegacia de polícia pode registrar o Boletim de Ocorrência (B.O.) e solicitar medidas protetivas de urgência.
Delegacia Virtual (MG): Em Minas Gerais, é possível registrar ocorrências de violência doméstica (ameaça, lesão corporal, vias de fato) e solicitar medidas protetivas sem sair de casa, através do site da Polícia Civil ou do aplicativo MG App.
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⚖️ MEDIDA PROTETIVA A vítima tem o direito de solicitar a Medida Protetiva de Urgência na delegacia, no Ministério Público ou na Defensoria Pública. Essa decisão judicial obriga o agressor a manter distância da vítima, proíbe o contato e pode determinar o afastamento do lar.
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📢 DENÚNCIA DE TERCEIROS Qualquer pessoa pode e deve denunciar. Se você ouvir brigas, gritos de socorro ou notar sinais de violência em uma vizinha, amiga ou familiar, ligue para o 180 (anonimamente) ou para o 190 (em caso de perigo imediato). Sua atitude pode salvar uma vida.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas Informações: Matheus Brum Jornalista / En Foco Notícias / Cobrador Levy / TV Integração
📝 Síntese da reportagem
🚨 Prisão: Suspeito de feminicídio foi preso em Juiz de Fora (MG) na tarde de terça (27) após perseguição policial e troca de tiros; ele foi baleado no braço.
🚐 Fuga: O homem roubou uma van no RJ e fugiu pela BR-040, desobedecendo ordens de parada na divisa dos estados.
🔪 O Crime: Horas antes, em Itaboraí (RJ), ele matou a ex-mulher, Thamires (23 anos), a facadas e feriu a ex-sogra.
👶 Testemunha: O filho de 2 anos do casal presenciou o crime.
⚖️ Histórico: A família descreve o caso como "tragédia anunciada"; vítima já tinha registro na Lei Maria da Penha, mas não possuía medida protetiva vigente.
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