O crime ocorreu em 2018, porém um vídeo da execução voltou a viralizar na internet, neste fim de semana. (Veja o vídeo no final da matéria)
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Uma mulher foi obrigada a entrar viva em uma cova e acabou sendo executada por traficantes. O crime ocorreu em 2018, porém um vídeo da execução voltou a viralizar na internet, neste fim de semana.
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A morte de Paola Avaly Corrêa, na época com 18 anos, aconteceu depois que traficantes a obrigaram a entrar viva em uma cova, num matagal, onde foi executada. O caso ocorreu em maio de 2018, em Porto Alegre.
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Foram indiciados pela morte da jovem seis pessoas: Bruno Cardoso Oliveira 24 anos, Vinicius Matheus Silva 22, Thais Cristina dos Santos 21, Nathan Sirângelo 24, Cleomir Rodrigues da Silva 35 e um menor de idade que está retido na Fase (Fundação Casa de Assistência Socioeducativa).
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A execução, que tinha motivação relacionada ao tráfico de drogas, foi filmada e divulgada em redes sociais e aplicativos de mensagens. Conforme denúncia do Ministério Público, Paola foi sequestrada, levada até o local e morta. O corpo foi encontrado quatro dias depois, na Vila Tamanca, no bairro Lomba do Pinheiro.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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O que motivou o crime
De acordo com a Polícia Civil, a ordem para que Paola fosse morta partiu de dentro da Cadeia Pública de Porto Alegre, do namorado da vítima, Nathan Sirangelo.
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Ele estava preso por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e tentativa de homicídio. Ainda assim, conforme a polícia, ele gerenciava uma facção criminosa no bairro Bom Jesus, na Capital.
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O casal se conheceu em dezembro de 2017, por uma rede social. Nathan já estava preso nessa época, e começou a receber visitas íntimas de Paola, que logo se tornou sua companheira. A jovem se mudou para a casa de familiares do preso, e passou a ser sustentada por ele.
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De acordo com a polícia, durante uma visita, os dois brigaram e Paola foi agredida por Nathan, deixando a cadeia com lesões corporais. Um agente penitenciário precisou intervir. O caso, porém, não foi registrado.
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Poucos dias antes da execução, eles brigaram e a jovem terminou o namoro. Ela foi ameaçada por Nathan e publicou nas redes sociais uma mensagem chamando o companheiro de "corno". Segundo a delegada Tatiana Bastos, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Porto Alegre, esse post foi sua sentença de morte.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Como aconteceu a execução
A jovem desapareceu no dia 13 de maio, quando combinou de se encontrar com duas pessoas que, de acordo com a polícia, teriam sido indicadas por Nathan – Vinicius e Carlos.
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A dupla foi buscá-la de carro na localidade conhecida como Cefer Dois, no bairro Jardim Carvalho, em Porto Alegre, e a levou até o local determinado pelo namorado, uma residência na Vila Tamanca, no bairro Lomba do Pinheiro.
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No local estavam também um adolescente, um outro homem (Paulo) e uma mulher (Thaís). Paola foi amarrada e colocada em uma cova rasa, onde permaneceu por horas.
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A jovem falava ao telefone com Nathan, para quem pediu desculpa. No entanto, depois de sofrer tortura psicológica por parte dos criminosos, foi executada com dois tiros no rosto a mando de Bruno, gerente da mesma facção na área onde o crime foi consumado.
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A delegada relatou, ainda, que o vídeo foi feito por Thaís no celular da própria vítima. As imagens serviriam para enviar como prova para Nathan e Bruno que o "serviço" havia sido cumprido. O local do crime foi escolhido para tentar despistar a polícia, até mesmo por ficarem distantes cerca de 10 quilômetros um do outro.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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O trabalho da polícia
A polícia chegou, inicialmente, ao mandante do crime, que também era namorado da vítima. A partir dele, conseguiu identificar outros suspeitos. Vinicius Matheus da Silva, apontado como responsável pelos dois disparos que vitimaram Paola, foi preso no dia 19 de maio.
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À polícia, ele confessou o crime. Além dele, a polícia também identificou Nathan e Bruno como mandantes. Os dois, contudo, já estavam presos na Cadeia Pública de Porto Alegre.
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Depois de um mês de investigação, a polícia concluiu o inquérito nesta semana e prendeu os demais envolvidos no caso. Thaís (responsável pelo vídeo), Carlos (que levou Paola até o local da execução) e um terceiro homem, que não teve a identidade revelada, e teria protegido Thaís Cristina, também foram presos.
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Por fim, foi cumprida a última prisão pelo caso, de Paulo Henrique, apontado como responsável por cavar a cova onde o corpo de Paola foi escondido. Além dele, um adolescente que estava no local do crime foi apreendido.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: Bacci Notícias / RBS TV
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