Jamile Santos Alves foi encontrada por pescadores na Praia do Riacho. O autor, de 35 anos, confessou ter usado uma garrafa e alegou não aceitar o fim do relacionamento. (Veja o vídeo no final da matéria).
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A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) esclareceu em tempo recorde um brutal crime de feminicídio que chocou o litoral do estado. Em menos de três horas, a Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari prendeu em flagrante o ex-parceiro de Jamile Santos Alves, de 22 anos, encontrada morta na Praia do Riacho.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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O corpo da vítima foi encontrado por pescadores na manhã da terça-feira (18 de novembro), por volta das 8h30, na areia da Praia do Riacho, no bairro Lameirão. A vítima apresentava ferimentos graves no rosto e pescoço.
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A equipe da DHPP foi acionada e iniciou imediatamente as diligências investigativas. As informações levantadas rapidamente apontaram para um homem de 35 anos, com quem Jamile havia mantido um relacionamento amoroso, como o autor do crime.
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Foto: Reprodução Redes Sociais
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Prisão em Flagrante e Confissão
A rápida atuação da equipe resultou na localização do suspeito, que foi preso em flagrante às 11h, no bairro Praia do Morro, em Guarapari. No momento da detenção, ele estava na posse de objetos pertencentes à vítima.
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De acordo com o chefe da Divisão, delegado Franco Malini, o homem confessou o feminicídio durante o interrogatório. Ele detalhou que utilizou uma garrafa para golpear Jamile no pescoço e na cabeça. A motivação alegada para o assassinato foi a recusa em aceitar o término do relacionamento.
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O suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio consumado e foi posteriormente encaminhado ao presídio, onde permanece à disposição da Justiça.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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🚨 Violência contra a Mulher: Como identificar sinais e buscar ajuda imediata
A tragédia ocorrida em Guarapari, onde o feminicídio foi motivado pela não aceitação do término de um relacionamento, ressalta a urgência em identificar e interromper o ciclo da violência doméstica antes que ele atinja seu ápice. O padrão destrutivo que leva ao crime fatal geralmente começa com sinais sutis, que exigem a atenção da vítima, dos amigos e dos familiares.
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É fundamental entender que a violência contra a mulher não se resume apenas a agressões físicas. A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) define diversas formas de agressão, incluindo a violência psicológica (como chantagens, humilhações e ridicularização), a moral (calúnia e difamação) e a patrimonial (destruição de bens ou controle financeiro).
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Os sinais de alerta costumam ser o isolamento e o controle excessivo. O agressor tenta afastar a vítima de amigos e familiares, critica constantemente sua aparência ou inteligência e, em casos mais graves, a proíbe de trabalhar ou estudar. Ameaças verbais ou a destruição de objetos pessoais são indicativos claros de que a violência está escalando para níveis perigosos.
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Especialistas descrevem um ciclo vicioso de violência composto por três fases: a tensão, a agressão e a "lua de mel". Nesta última, o agressor demonstra arrependimento e faz promessas de mudança, levando a vítima a retirar a denúncia ou acreditar que a situação não se repetirá. Quebrar esse ciclo exige apoio externo e a decisão firme de buscar ajuda profissional e policial.
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Em casos de risco iminente ou flagrante de agressão, a vítima, ou qualquer pessoa que testemunhe o ato, deve ligar imediatamente para o 190 (Polícia Militar). Este é o canal de emergência que garante a intervenção policial mais rápida, sendo vital quando há perigo direto à integridade física da mulher.
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Para denúncias anônimas, orientações e acesso à rede de proteção, a ferramenta essencial é a Central de Atendimento à Mulher, através do Disque 180. Este serviço nacional funciona 24 horas por dia e registra denúncias. Outra opção é o Disque Denúncia 181, que permite reportar o agressor com total sigilo.
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Após a situação de emergência, a vítima deve procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), se houver na cidade, ou qualquer Delegacia de Polícia Civil para registrar o Boletim de Ocorrência.
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Nesses locais, é possível solicitar a Medida Protetiva de Urgência, uma determinação judicial que obriga o agressor a manter distância da vítima e de seus familiares, garantindo segurança legal imediata.
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Buscar ajuda é um ato de coragem e o primeiro passo para garantir a segurança e reconstruir a vida livre de medo. É fundamental que a vítima se recorde de que a responsabilidade pela violência é exclusiva do agressor. A rede de proteção existe e está disponível para apoiar as mulheres a romperem o ciclo de violência.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais - TV Guarapari
Algumas informações: Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) / Delegado Franco Malini / TV Guarapari / ES na Fita
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📝 Síntese da reportagem
🚨 Crime: Femicídio de Jamile Santos Alves, 22 anos.
📍 Local: Praia do Riacho, Guarapari (ES).
🗓️ Data: Manhã de terça-feira, 18 de novembro.
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💔 Motivo: Autor (35 anos) confessou o crime por não aceitar o fim do relacionamento.
🔪 Arma: O suspeito usou uma garrafa para golpear a vítima no pescoço e cabeça.
🚔 Resolução Rápida: Polícia Civil esclareceu o crime e prendeu o autor em menos de três horas, autuando-o em flagrante.
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